A fila de perícias médicas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cresceu nos últimos meses. Somente neste ano, há 1,054 milhão de pedidos de exames acumulados.
Perícia médica do INSS pode se tornar remota
O governo pretende retomar o uso de telemedicina nas consultas, Assim, a perícia médica do INSS poderá ser feita de forma remota. Entenda!
Diante disso, o governo federal pretende retomar o uso de telemedicina nas consultas, isto é, a perícia poderá ser feita de forma remota. No entanto, a adoção do procedimento tem enfrentado a resistência dos médicos peritos.
O secretário do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), Adroaldo da Cunha, reconheceu que, embora o INSS tenha capilaridade, a maioria dos postos não tem perito.
Dos 2.800 profissionais que o órgão possui atualmente, a maior parte está concentrada nas capitais e regiões metropolitanas, o que tem dificultado o atendimento no interior do país.
Tempo de espera da perícia médica
De acordo com dados de abril deste ano, o tempo médio nacional de espera pela perícia médica do INSS está em 58,67 dias.
Contudo, em alguns estados, principalmente das regiões Norte e Nordeste, a consulta demora mais de quatro meses, como em Tocantins (198,89 dias), Amazonas (187,65 dias) e Sergipe (176,33 dias).
As falhas ocorridas nos três sistemas da Dataprev entre março e abril – por mais de 20 dias – ocasionou a remarcação de muitos pedidos, já que os médicos peritos utilizam a plataforma nos atendimentos. No entanto, ainda que as falhas tenham sido resolvidas, a falta de médicos prejudica o procedimento.
Perícia médica remota
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Ainda segundo o secretário do RGPS, o INSS está se preparando para implementar gradualmente a perícia médica remota, que será desenvolvida juntamente com os médicos peritos.
O objetivo do procedimento é dar prioridade aos locais onde não há profissionais e a fila está muito grande. Segundo Adroaldo, a perícia médica terá início no segundo semestre – entre setembro e outubro.
Entretanto, a medida enfrenta a resistência dos médicos peritos, pois, segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), o serviço ficaria restrito aos segurados que possuem celular e internet de qualidade para acessar o serviço.
Imagem: Rafapress / Shutterstock.com
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