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Perícia médica do INSS pode se tornar remota

O governo pretende retomar o uso de telemedicina nas consultas, Assim, a perícia médica do INSS poderá ser feita de forma remota. Entenda!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
BPC

A fila de perícias médicas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cresceu nos últimos meses. Somente neste ano, há 1,054 milhão de pedidos de exames acumulados.

Diante disso, o governo federal pretende retomar o uso de telemedicina nas consultas, isto é, a perícia poderá ser feita de forma remota. No entanto, a adoção do procedimento tem enfrentado a resistência dos médicos peritos.

O secretário do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), Adroaldo da Cunha, reconheceu que, embora o INSS tenha capilaridade, a maioria dos postos não tem perito.

Dos 2.800 profissionais que o órgão possui atualmente, a maior parte está concentrada nas capitais e regiões metropolitanas, o que tem dificultado o atendimento no interior do país.

Tempo de espera da perícia médica

De acordo com dados de abril deste ano, o tempo médio nacional de espera pela perícia médica do INSS está em 58,67 dias.

Contudo, em alguns estados, principalmente das regiões Norte e Nordeste, a consulta demora mais de quatro meses, como em Tocantins (198,89 dias), Amazonas (187,65 dias) e Sergipe (176,33 dias).

As falhas ocorridas nos três sistemas da Dataprev entre março e abril – por mais de 20 dias – ocasionou a remarcação de muitos pedidos, já que os médicos peritos utilizam a plataforma nos atendimentos. No entanto, ainda que as falhas tenham sido resolvidas, a falta de médicos prejudica o procedimento.

Perícia médica remota

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Ainda segundo o secretário do RGPS, o INSS está se preparando para implementar gradualmente a perícia médica remota, que será desenvolvida juntamente com os médicos peritos.

O objetivo do procedimento é dar prioridade aos locais onde não há profissionais e a fila está muito grande. Segundo Adroaldo, a perícia médica terá início no segundo semestre – entre setembro e outubro.

Entretanto, a medida enfrenta a resistência dos médicos peritos, pois, segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), o serviço ficaria restrito aos segurados que possuem celular e internet de qualidade para acessar o serviço.

Imagem: Rafapress / Shutterstock.com

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Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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