Recente balanço publicado neste mês de agosto pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o DIEESE, divulga o número de greves ocorridas no país durante o primeiro semestre. As informações e dados analisados foram extraídos do Sistema de Acompanhamento de Greves, o SAG-DIEESE.
Pesquisa aponta número de greves no país ao longo do primeiro semestre; resultado é surpreendente
Balanço publicado recentemente pelo DIEESE divulga o número de greves registradas no país durante o primeiro semestre. Confira.
O levantamento aponta um número surpreendente das paralisações no país ao longo do ano e identifica as principais características dessas greves. Desse modo, siga na leitura para saber mais sobre a pesquisa em questão.

DIEESE divulga balanço das greves do primeiro semestre de 2023
De acordo com o SAG-DIEESE, somente no primeiro semestre de 2023 o país registrou 558 greves de trabalhadores. O número representa um total de 20 mil horas paradas.
Além disso, cerca de 57,9% das paralisações foram promovidas por trabalhadores do funcionalismo público. Assim, estes foram responsáveis por 65% das horas paradas nas mobilizações.
Os dados do levantamento apontam ainda que as estatais foram responsáveis por 2,9% das greves, enquanto a esfera privada correspondeu a 37,5% e a pública e privada 1,8%.
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Saiba mais sobre as paralisações ocorridas no primeiro semestre
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Quando a análise é referente ao tipo de greve, sendo elas de advertência ou por tempo indeterminado, os números são praticamente os mesmos. Ao todo, foram 276 paralisações de advertência, 273 por tempo indeterminado e 9 mobilizações sem a informação.
A reivindicação de reajuste salarial foi o fator motivador de maior parte das greves. Piso salarial, condições de trabalho, pagamentos de salários em atraso e alimentação também se destacam entre as motivações.
Outro ponto trazido no balanço do DIEESE é que o mês de março configura como o início da predominância das paralisações no funcionalismo público, tendo as greves apresentado ascensão até maio. Já na esfera privada, as mobilizações permaneceram estáveis ao longo dos meses do primeiro semestre de 2023.
Imagem: Jacob Lund / shutterstock.com
