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Pesquisa indica que lares chefiados por mulheres estão sentindo mais fome

Dados da pesquisa da Rede Penssan mostram que a região Norte é a mais afetada pelas condições impostas pela fome.

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento3 min de leitura
Pesquisa indica que lares chefiados por mulheres estão sentindo mais fome

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Segundo dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), lares chefiados por pessoas do gênero feminino estão sentindo mais fome. Entre 2020 e 2021, a falta de alimentação nos domicílios liderados por mulheres passou de 11,2% para 19,3%.

A pesquisa da Rede Penssan aponta que os lares onde residem crianças com até 10 anos de idade também foram castigadas pelos índices de fome e de insegurança alimentar. Para o público, a fome era de 9,4% em 2020, passando para 18,1% em 2021. 

Em relação à região, o Norte apresenta uma situação particularmente mais grave. Segundo o levantamento, é de 51,9% a taxa de domicílios com crianças menores de 10 anos em insegurança alimentar. 

Fome aumenta em lares chefiados por mães solos

O resultado trazido pelo levantamento acrescenta ainda mais ao argumento de que as famílias chefiadas unicamente por mães solo precisam de mais ajuda para enfrentar as dificuldades financeiras. 

Nos meses em que os pagamentos do Auxílio Emergencial foram realizados, o público recebia uma quantia maior que as liberadas aos demais usuários do benefício. Porém, esse esquema não continuou a ser aplicado nos repasses do Auxílio Brasil (antigo Bolsa Família).

Inclusive, alguns especialistas defendem que a melhor forma de otimizar as verbas é calcular o valor do Auxílio Brasil com base no número de pessoas que integram uma família. Isso porque, atualmente, o que é pago (R$ 600) a uma unidade familiar com seis pessoas pode ser dado a um lar composto por apenas dois indivíduos, por exemplo.

Mais de 30 milhões de brasileiros passam fome

Analisando os dados de maneira geral, o levantamento aponta que o Brasil tem mais de 30 milhões de pessoas passando fome. No entanto, em relação às famílias que não possuem comida garantida, o número chega a 125 milhões.

A pesquisa mostra que a situação de insegurança alimentar é observada em aproximadamente metade da população brasileira. Isso porque milhões de pessoas têm de adotar estratégias para escolher o que comer ou acabam precisando abrir mão de pelo menos uma das três principais refeições do dia.

Fome no Brasil: veja abaixo as duas regiões mais afetadas

  • Norte: maior região afetada pelas condições impostas pela fome. Levantando em conta os dados dos 7 estados que integram a região, 45% da população está em situação de insegurança alimentar.
  • Nordeste: considerando os nove estados da região, 38% da população se encontra em situação de insegurança alimentar. Quase quatro em cada 10 habitantes enfrentam esse difícil cenário.

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Escolaridade e informalidade

Em relação à escolaridade, o levantamento mostra que a fome é uma realidade que 22% das casas chefiadas por pessoas com até quatro anos de estudo precisam lidar. Nos lares onde os chefes têm mais de oito anos de estudo, a situação é totalmente diferente: 50% se encontram em situação de segurança alimentar completa.

Na pesquisa, considerando os dados da informalidade, foi possível observar um aumento em lares chefiados por pessoas que trabalham de maneira informal. A taxa passou de 14,3% para 20,3%.

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Imagem: panitanphoto / shutterstock.com

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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