As eleições municipais estão se aproximando e, com o primeiro turno a menos de duas semanas, os principais institutos de pesquisa estão em ritmo acelerado para divulgar suas últimas sondagens sobre a corrida eleitoral em São Paulo. O comportamento dos eleitores e as variações nas intenções de voto dos principais candidatos são temas de grande interesse, especialmente em um cenário político tão dinâmico e com tantas variáveis em jogo.
Neste artigo, você encontrará um panorama completo das pesquisas que serão divulgadas nos próximos dias, os institutos responsáveis por essas sondagens e como as estratégias dos candidatos podem influenciar as intenções de voto. Além disso, exploraremos as tendências que podem emergir a partir desses novos dados.
O que esperar das próximas pesquisas eleitorais

Os institutos AtlasIntel, Real Time Big Data, Quaest, Vox Populi, Datafolha, Paraná Pesquisas e Veritá já têm datas confirmadas para suas próximas pesquisas. Estas são as sondagens que conseguem influenciar tanto a percepção do eleitor quanto a estratégia de campanha dos candidatos.
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Cronograma de divulgação das pesquisas eleitorais:
- 23 de setembro: AtlasIntel e Real Time Big Data
- 24 de setembro: Quaest
- 25 de setembro: Vox Populi
- 26 de setembro: Datafolha / Real Time Big Data
- 27 de setembro: Paraná Pesquisas e Instituto Veritá
Esses levantamentos são essenciais para captar as mudanças de humor do eleitorado e antecipar possíveis reviravoltas. Além disso, eles também ajudarão a compreender como o eleitor reage às últimas movimentações e discursos dos candidatos.
As estratégias dos candidatos e a influência nas pesquisas
Com a reta final da campanha, os candidatos intensificam seus esforços para conquistar os eleitores indecisos e melhorar sua posição nas pesquisas. Em São Paulo, o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) visa manter a liderança e consolidar seu eleitorado, enquanto outros nomes de destaque, como Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB), lutam para crescer e assegurar um lugar no segundo turno.
A mudança de postura de Pablo Marçal
Um dos movimentos mais notáveis nas últimas semanas foi a tentativa de Pablo Marçal de reformular seu discurso para atrair o eleitorado de centro e reduzir sua rejeição, especialmente entre as mulheres. Marçal, que vinha adotando uma postura mais agressiva, optou por um tom mais moderado, visando aumentar sua viabilidade entre eleitores que não se identificavam com seu discurso anterior.
Essa mudança pode ter impactos diretos nas pesquisas, já que a rejeição é um fator crucial na corrida eleitoral. A última pesquisa Datafolha indicou que 47% dos eleitores rejeitavam Marçal. Se ele conseguir reduzir esse índice, poderá ter um salto nas intenções de voto, especialmente em um cenário tão disputado.
Efeito Datena: Impacto de um evento polêmico
Outro ponto de atenção é o efeito da recente polêmica envolvendo o apresentador e candidato José Luiz Datena (PSDB), que protagonizou um incidente amplamente repercutido na mídia ao lançar uma cadeira em direção ao influenciador Pablo Marçal durante um debate. Embora o evento tenha causado grande comoção, as primeiras pesquisas indicam que o episódio não teve um impacto significativo nas intenções de voto.
Segundo o Instituto Paraná Pesquisas, Datena permanece estagnado em quarto lugar, com 7% das intenções de voto, percentual semelhante ao registrado antes da polêmica. Esse dado reforça a tese de que, embora eventos desse tipo possam gerar repercussão momentânea, eles não necessariamente se traduzem em mudanças substanciais no comportamento do eleitor.
Principais candidatos: Análise do cenário
Ricardo Nunes (MDB)
O atual prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Ricardo Nunes, tem conseguido se manter na liderança nas pesquisas, com intenções de voto na casa dos 26%. Nunes aposta na continuidade de sua gestão e em alianças políticas de peso para garantir a preferência do eleitorado paulistano. A manutenção de sua posição nas próximas pesquisas será crucial para consolidar sua vantagem e garantir uma vaga no segundo turno.
Guilherme Boulos (PSOL)
Guilherme Boulos surge como o principal adversário de Nunes, oscilando em torno dos 23% das intenções de voto, conforme a última pesquisa. Boulos, conhecido por seu perfil combativo e por suas pautas progressistas, precisa equilibrar sua base de apoio fiel com a conquista de novos eleitores moderados. Ele também deve observar de perto as movimentações de candidatos como Tabata Amaral (PSB), que também tenta se posicionar como uma opção alternativa para o eleitorado progressista.
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Pablo Marçal (PRTB)
O empresário e influenciador Pablo Marçal aparece em terceiro lugar, com cerca de 21% das intenções de voto. Marçal tem se destacado pelo uso das redes sociais e por um discurso que mescla elementos populistas e empresariais. Sua recente mudança de estratégia, como mencionado anteriormente, pode ser um divisor de águas na sua campanha. Se ele conseguir melhorar sua rejeição, Marçal pode se tornar uma surpresa no primeiro turno.
Tabata Amaral (PSB)
A deputada federal Tabata Amaral aparece em quarto lugar nas pesquisas, com intenções de voto próximas aos 8%. Jovem e com forte apelo entre os eleitores mais progressistas, Amaral tem trabalhado para expandir sua base de apoio, especialmente entre os eleitores indecisos. Embora esteja em uma posição desafiadora, sua performance nas próximas semanas será crucial para definir seu papel no cenário eleitoral.
Expectativas para a reta final da campanha

À medida que o dia da eleição se aproxima, o cenário pode se transformar rapidamente. As próximas pesquisas serão fundamentais para indicar as tendências finais e mostrar como o eleitor paulistano está absorvendo as propostas e os movimentos estratégicos dos candidatos.
Outro fator relevante será o comportamento dos eleitores indecisos e o impacto das estratégias de marketing eleitoral nos últimos dias de campanha.
Considerações finais
Com a divulgação das novas pesquisas nos próximos dias, os eleitores terão uma visão mais clara de como está se configurando a disputa pela Prefeitura de São Paulo. A expectativa é que as sondagens capturem não apenas o comportamento do eleitorado, mas também o impacto das estratégias de campanha e dos eventos recentes que marcaram essa corrida eleitoral.
Para os candidatos, o desafio agora é manter ou aumentar suas intenções de voto, conquistar o eleitor indeciso e, principalmente, evitar erros que possam comprometer sua posição no momento mais decisivo da campanha.
