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Pessoas mais bonitas ganham mais no mercado de trabalho?

Será que pessoas consideradas mais bonitas socialmente ganham mais no mercado de trabalho? Veja o que diz esta pesquisa.

Ana FerreiraPor Ana Ferreira3 min de leitura
uma mulher atraente e vestida com blazer vermelho sendo maquiada por outras pessoas

A velha questão de entender se a beleza pode afetar vários aspectos das nossas vidas ainda persiste. Dessa forma, estudos recentes sugerem que a atratividade exerce alguma influência em nossas experiências diárias. 

Na verdade, os resultados de uma pesquisa indicam que indivíduos mais atraentes podem ter uma vida relativamente mais fácil e podem até ser mais bem-sucedidos financeiramente e no mercado de trabalho do que colegas menos atraentes. Entenda melhor!

A beleza no mercado de trabalho

Daniel Hamermesh, economista do mercado de trabalho, descobriu que, nos Estados Unidos, pessoas atraentes ganham em média US$ 237.000 (R$ 1,2 milhão) a mais, ao longo da vida, do que indivíduos igualmente qualificados, porém menos atraentes. 

Portanto, pessoas atraentes não apenas têm uma vantagem no potencial de ganhos, mas também têm maior probabilidade de serem promovidas no trabalho, obter melhores condições de empréstimo e atrair parceiros fisicamente mais atraentes. 

Dessa forma, é fato que a preferência pela atração física impacta em diversas áreas da economia e no mercado de trabalho. No entanto, essa influência se estende além de setores como Hollywood, mídias sociais e publicidade — áreas que tendem a priorizar a aparência física. 

A pesquisa de Daniel mostrou que as pessoas mais atraentes também são favorecidas em outras áreas profissionais, como direito e política. Hamermesh estuda os efeitos da beleza na economia há décadas, dessa forma, ele complementa que:

“Mesmo nas universidades, que não dependem de pessoas atraentes, a aparência importa. Em economia, há alguns estudos recentes que mostram que uma pessoa atraente ganha mais, tira melhores notas e consegue melhores empregos”.

Noção de beleza antiga, mas que continua latente

Além disso, também existe uma disparidade de gênero notável. Hamermesh afirma que homens bonitos tendem a ganhar uma porcentagem maior de renda em comparação a mulheres atraentes, enquanto homens pouco atraentes geralmente ganham menos do que mulheres pouco atraentes.

Além disso, apesar da subjetividade da beleza e do apelo, a dinâmica no mercado de trabalho também pode ser influenciada por outras qualidades como a inteligência.

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O acadêmico ainda afirma que o impacto da atratividade física em campos como o mercado de trabalho é distinto, e que os indivíduos geralmente são consistentes nos seus julgamentos iniciais sobre alguém ser atraente ou não.

Além disso, de acordo com Hamermesh, essa tendência existe há 200 ou 300 anos e ainda está presente em algumas nações em desenvolvimento.

Em suma, Hamermesh afirma que ser mais atraente é muitas vezes equiparado a ser mais saudável, e nessas sociedades a boa saúde sugere maiores capacidades reprodutivas.

Imagem: Just dance/shutterstock

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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