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Quais são as pessoas mais ricas da América do Sul? Confira

Veja quem são as pessoas mais ricas da América do Sul em 2025; Brasil domina o ranking.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
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A América do Sul abriga uma seleta lista de bilionários cuja fortuna rivaliza com a de magnatas globais. O ranking atualizado da Forbes destaca as cinco pessoas mais ricas da região, com um detalhe notável: três deles são brasileiros.

O líder da lista é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, que soma quase US$ 30 bilhões. A diversidade de setores de atuação desses bilionários — que vão da tecnologia à mineração, passando por finanças e bebidas — revela um retrato econômico multifacetado do continente.

Enquanto o Brasil consolida seu domínio com três representantes entre os cinco primeiros, países como Chile e Colômbia também marcam presença. Juntos, esses cinco magnatas acumulam uma fortuna superior a US$ 108 bilhões, refletindo não apenas seus empreendimentos individuais, mas também o dinamismo dos setores que representam.

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As pessoas mais ricas da América do Sul

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Imagem: Freepik

Eduardo Saverin: o líder sul-americano da era digital

Natural de São Paulo, Eduardo Saverin despontou para o mundo ao cofundar o Facebook, ao lado de Mark Zuckerberg e outros colegas durante o período universitário em Harvard, nos Estados Unidos.

Após divergências e um acordo bilionário com a rede social, mudou-se para Cingapura, onde passou a investir em startups por meio da B Capital, empresa de venture capital que fundou.

Sua fortuna é estimada atualmente em US$ 29,8 bilhões, o que o coloca no topo do ranking sul-americano. Saverin representa a face moderna da riqueza: construída com base em tecnologia e inovação.

Iris Fontbona: o poder de um império herdado no Chile

Na segunda posição está a chilena Iris Fontbona, que junto com seus filhos herdou o conglomerado empresarial do falecido marido Andrónico Luksic. O império inclui a mineradora Antofagasta Plc, uma das gigantes do setor de cobre, além da Quiñenco, holding com fortes atuações em segmentos como transportes, energia e finanças.

Com uma fortuna de US$ 27,2 bilhões, Fontbona é o símbolo da força de grupos familiares na economia latino-americana. Sua influência econômica se estende muito além das fronteiras chilenas.

Vicky Safra: a mulher mais rica do Brasil

Terceira colocada no ranking e a mulher mais rica do Brasil, Vicky Safra detém um patrimônio estimado em US$ 22,1 bilhões. A fortuna foi herdada do banqueiro Joseph Safra, falecido em 2020.

Ela e os quatro filhos são responsáveis por manter viva a trajetória do clã no setor financeiro, controlando o Banco Safra no Brasil, o J. Safra Sarasin na Suíça e o Safra National Bank nos Estados Unidos.

Além do legado financeiro, Vicky Safra se destaca pela discrição e pela administração sólida dos negócios herdados, mantendo o nome Safra entre os mais respeitados do mundo bancário.

Jorge Paulo Lemann: o arquiteto de grandes fusões

O quarto lugar é ocupado por Jorge Paulo Lemann, cujo nome está diretamente ligado a grandes transformações no setor de bebidas e alimentos. Em parceria com Carlos Sicupira e Marcel Telles, Lemann fundou a Ambev, posteriormente integrada à AB InBev, hoje a maior cervejaria do mundo.

Além disso, o trio é dono do fundo 3G Capital, com participações em empresas como Burger King e Kraft Heinz. Lemann, que já foi o homem mais rico do Brasil, ainda mantém influência significativa no cenário empresarial global. Sua fortuna atual contribui para reforçar o protagonismo brasileiro na elite econômica da América do Sul.

David Vélez: da Colômbia para o mundo com o Nubank

Fechando a lista dos cinco bilionários mais ricos da América do Sul está David Vélez, colombiano cofundador e CEO do Nubank. A fintech revolucionou o setor bancário no continente com um modelo digital e inclusivo, e hoje ultrapassa a marca de 90 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia.

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Com um patrimônio avaliado em US$ 12 bilhões, Vélez representa a nova geração de bilionários da região: jovens, ligados à tecnologia e dispostos a transformar o status quo do setor financeiro.

A diversidade dos bilionários sul-americanos

A composição da lista revela mais do que números bilionários. Indica tendências econômicas regionais e os setores que têm gerado maior retorno financeiro. A tecnologia e o setor bancário mostram sua força com nomes como Saverin e Vélez. Já a mineração e as bebidas continuam a ser fontes de riqueza duradouras, como exemplificam Fontbona e Lemann.

Outro ponto notável é a presença feminina no topo: tanto Iris Fontbona quanto Vicky Safra são líderes de grandes conglomerados e mostram que a participação das mulheres nas altas finanças está em ascensão, mesmo que ainda minoritária.

Ranking resumido dos bilionários sul-americanos

NomePaísFortuna estimada (US$)Setor de atuação
Eduardo SaverinBrasil29,8 bilhõesTecnologia e investimentos
Iris FontbonaChile27,2 bilhõesMineração e conglomerados familiares
Vicky SafraBrasil22,1 bilhõesBancos e finanças
Jorge Paulo LemannBrasilNão divulgadoBebidas, alimentos e investimentos
David VélezColômbia12 bilhõesBancos digitais e tecnologia

Considerações finais

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Imagem: Dyfrain / Shutterstock.com

O domínio brasileiro no topo do ranking dos bilionários sul-americanos não é coincidência. Ele reflete a força de setores consolidados como finanças e bebidas, bem como a ascensão de novos segmentos como a tecnologia e as startups.

Com fortunas que ultrapassam dezenas de bilhões de dólares, esses nomes não apenas figuram entre os mais ricos, mas também moldam os rumos econômicos do continente.

Seja por herança, inovação ou visão de negócios, os cinco primeiros colocados ilustram a complexa teia que forma o topo da pirâmide econômica da América do Sul.

Com informações de: Revista Oeste

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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