Há alguns anos, ir aos postos de combustível era praticamente um ritual antes de toda viagem. Encher o tanque não era tão caro quanto é hoje e tudo parecia mais simples. Contudo, atualmente a situação não é mais a mesma, e a tendência é que o cenário piore gradativamente. Nesse sentido, uma movimentação futura da Petrobras pode desanimar muitos motoristas.
Cerca de dois meses atrás, a petroleira anunciou uma mudança em sua política de preços, de acordo com os números do mercado internacional. Por outro lado, na última segunda-feira (31), a Petrobras reforçou que continua observando os desdobramentos econômicos do petróleo e o seu impacto sobre os valores no Brasil.
Petrobras preocupa os brasileiros
Primeiramente, em um mundo tão globalizado quanto o nosso, é comum que uma decisão política e/ou econômica de empresas importantes altere o panorama do mercado internacional. Quando o assunto é petróleo, o cenário é o mesmo; logo, as movimentações de outros países podem gerar um aumento de preços no Brasil. Foi isso o que a Petrobras comunicou recentemente. Assim, a companhia petrolífera disse que eventuais reajustes vão acontecer quando houver necessidade. Porém, a empresa garante que eles não vão seguir uma periodicidade definida, evitando seguir integralmente as cotações internacionais.
Combustível no exterior é mais caro
Em contraste com os preços do mercado interno, no estrangeiro, os motoristas pagam uma quantia bem maior nos postos. Esse aumento de preços surge justamente quando a Petrobras começou a adotar uma nova política. Isso porque a petroleira decidiu manter suas quotas menores que a PPI (Paridade de Preços de Importação). A política de paridade de importação é apenas uma das preocupações da Petrobras, que não cultiva tanta expectativa acerca da recuperação da economia global. Dessa maneira, o momento econômico mundial é o que mais impacta a demanda por energia, petróleo e combustível.
Por fim, vale frisar que, na última sexta-feira (28), a gasolina custava 24% menos no mercado brasileiro do que no exterior. As informações são da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
Imagem: Donatas Dabravolskas / Shutterstock.com
