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Petrobras quer explorar petróleo em área da Amazônia

Mesmo querendo explorar petróleo, parece que a ideia da Petrobras não tem muito apoio por parte de alguns órgãos brasileiros. Entenda!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Fachada do prédio da estatal Petrobras

Conforme vem sendo divulgado, a Petrobras quer explorar petróleo em algumas áreas próximas à Amazônia. Contudo, parece que a ideia não tem muito apoio por parte de alguns órgãos brasileiros.

Nesta quarta-feira (17), a companhia estatal teve o pedido de perfuração — no conhecido bloco 59 — negado pelo Ibama. A localização do bloco se dá especificamente na costa do Amapá e está conectada a mais cinco outros blocos, que estão passando por aprovação do Ibama atualmente.

A área de interesse negada pelo Ibama faz parte de uma região ambiental altamente relevante. O local abriga inúmeros recifes de coral e manguezais, que representam parte do ecossistema da região.

Mais detalhes sobre os blocos de exploração de petróleo

O processo para liberação de exploração do bloco 59 teve início em 2014, no mês de abril. Contudo, devido a uma sequência de respostas negativas, a Petrobras não pôde iniciar as escavações no local.

Além do bloco 59, também estão sob o olhar da estatal o FZA-M-57, 86, 88, 125 e 127, desde o ano de 2018. Contudo, os pedidos também foram negados pelo Ibama para a empresa Total E&P.

“Um incidente com vazamento de óleo na região em que se situam os blocos FZA-M-57, 86, 88, 125 e 127, na bacia da Foz do Amazonas, pode implicar danos irreversíveis se o empreendedor não contar com robusta infraestrutura e planejamento preciso de como atuar na emergência”, afirmou a equipe do Ibama em 2018.

A Petrobras, no entanto, ficou responsável pela participação nos cinco blocos, após a desistência do projeto da Total.

Solicitação de aprovação dos licenciamentos pela Petrobras

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Tendo dado início ao processo de licenciamento no ano de 2020, a empresa já arquivou também uma alteração para as propostas em 2022. Contudo, o Ibama tem se mantido rígido quanto à liberação da exploração no local.

De toda forma, a Petrobras já realizou a entrega do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental ao Ibama. O órgão agora está analisando minuciosamente as simulações para a contenção de quaisquer tipos de vazamento de óleo que possam ocorrer.

Dessa forma, o Ibama pretende realizar a liberação dos blocos quando tiver certeza que a infraestrutura garantida para realizar a contenção de vazamentos seja eficiente o suficiente para evitar danos à região de exploração.

Imagem: Donatas Dabravolskas/Shutterstock.com

Amanda Sampaio

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Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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