Conforme vem sendo divulgado, a Petrobras quer explorar petróleo em algumas áreas próximas à Amazônia. Contudo, parece que a ideia não tem muito apoio por parte de alguns órgãos brasileiros.
Petrobras quer explorar petróleo em área da Amazônia
Mesmo querendo explorar petróleo, parece que a ideia da Petrobras não tem muito apoio por parte de alguns órgãos brasileiros. Entenda!
Nesta quarta-feira (17), a companhia estatal teve o pedido de perfuração — no conhecido bloco 59 — negado pelo Ibama. A localização do bloco se dá especificamente na costa do Amapá e está conectada a mais cinco outros blocos, que estão passando por aprovação do Ibama atualmente.
A área de interesse negada pelo Ibama faz parte de uma região ambiental altamente relevante. O local abriga inúmeros recifes de coral e manguezais, que representam parte do ecossistema da região.
Mais detalhes sobre os blocos de exploração de petróleo
O processo para liberação de exploração do bloco 59 teve início em 2014, no mês de abril. Contudo, devido a uma sequência de respostas negativas, a Petrobras não pôde iniciar as escavações no local.
Além do bloco 59, também estão sob o olhar da estatal o FZA-M-57, 86, 88, 125 e 127, desde o ano de 2018. Contudo, os pedidos também foram negados pelo Ibama para a empresa Total E&P.
“Um incidente com vazamento de óleo na região em que se situam os blocos FZA-M-57, 86, 88, 125 e 127, na bacia da Foz do Amazonas, pode implicar danos irreversíveis se o empreendedor não contar com robusta infraestrutura e planejamento preciso de como atuar na emergência”, afirmou a equipe do Ibama em 2018.
A Petrobras, no entanto, ficou responsável pela participação nos cinco blocos, após a desistência do projeto da Total.
Solicitação de aprovação dos licenciamentos pela Petrobras
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Tendo dado início ao processo de licenciamento no ano de 2020, a empresa já arquivou também uma alteração para as propostas em 2022. Contudo, o Ibama tem se mantido rígido quanto à liberação da exploração no local.
De toda forma, a Petrobras já realizou a entrega do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental ao Ibama. O órgão agora está analisando minuciosamente as simulações para a contenção de quaisquer tipos de vazamento de óleo que possam ocorrer.
Dessa forma, o Ibama pretende realizar a liberação dos blocos quando tiver certeza que a infraestrutura garantida para realizar a contenção de vazamentos seja eficiente o suficiente para evitar danos à região de exploração.
Imagem: Donatas Dabravolskas/Shutterstock.com
