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Petróleo sofre forte queda com os receios da baixa demanda

O preço do petróleo registrou mais uma queda e os analistas se preocupam com o destino do insumo. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
Petróleo sofre forte queda com os receios da baixa demanda

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Na terça-feira (30), o preço do petróleo registrou forte queda devido aos temores relacionados ao cenário econômico mundial. A preocupação é que, com o aperto monetário implementado por diversos bancos centrais, a demanda pelo combustível seja reduzida de forma expressiva. 

O petróleo norte-americano recuou 6,24% e chegou a US$ 90,96 por barril, enquanto o petróleo Brent caía 5,70% e registrava US$ 97,06 por barril no mercado. 

Petróleo X Inflação

Os bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa têm recorrido a aumentos sucessivos das taxas de juros em uma tentativa de conter a disparada da inflação generalizada. O crescimento econômico, nesse sentido, tende a diminuir e pode impactar os preços dos combustíveis devido a baixa demanda. 

A inflação alta é generalizada entre os países do mundo. Analistas apontam que essa deve ser a realidade durante os próximos anos. 

A maior potência econômica do planeta atingiu o maior patamar da inflação em 40 anos. No último mês, a taxa inflacionária registrada foi de 9,1%. 

Enquanto isso, na Europa, os preços na Alemanha avançaram e chegaram a 7,9% em agosto, após apresentar um certo recuo nos meses anteriores. Os dados da União Europeia apontam 8,8% de inflação. 

A Espanha, quarta maior economia da zona do Euro, também está com a inflação na casa dos dois dígitos no acumulado de 12 meses. 

Diante dessa realidade, com previsões de aumentos de juros, economistas têm se questionado sobre os riscos de maiores quedas no preço do petróleo, já que a demanda pode diminuir significativamente. 

Conflito no Iraque e o petróleo

Um conflito entre grupos xiitas no Iraque tem preocupado analistas com a possibilidade de influência sobre a oferta do petróleo no mercado internacional. Há incertezas relacionadas ao suprimento do petróleo, caso o conflito se intensifique na área. Isso porque o país é responsável por produzir cerca de 4 milhões de barris do insumo diariamente. 

Essa situação poderia fazer com que os preços voltassem a aumentar e empresas brasileiras, como a PRIO e a Petrobras fossem impactadas. No entanto, um repasse de preços pela estatal não é certo, visto que poderia causar problemas em ano eleitoral. 

Ainda, economistas acreditam que os efeitos do conflito sobre o petróleo devem ser a curto prazo. 

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Destino do petróleo 

Com esses fatores e outros que atuam nesse momento sobre a economia global, o preço dos combustíveis deve continuar a oscilar enquanto nenhuma medida concreta for realizada. 

Em relação a desaceleração econômica e os riscos de baixa demanda, também é preciso analisar os rumos dos principais países do globo. 

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Imagem: Maxx-Studio / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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