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PIB brasileiro cresce 1,2% no 2° trimestre; veja os impactos econômicos
Entenda quais são os impactos econômicos do crescimento do PIB brasileiro e quais são as expectativas para o próximo ano.
O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 1,2% no segundo trimestre de 2022. Assim, as expectativas dos especialistas foram superadas, tendo em vista que o crescimento esperado era de 0,9%.
Desse modo, os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística). Assim, o resultado reforça a tendência de aumento da atividade econômica no país, o que não significa melhora no bem-estar da população.
Quais são os impactos sofridos pela população?
Primeiramente, de acordo com o Índice da Miséria, elaborado por João Saboia, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o aumento do PIB não significa o bem-estar da sociedade brasileira. Isso porque o índice registrou uma pequena melhora no início de 2022, mas permanece evidenciando um mal-estar generalizado da população.
Sendo assim, em entrevista à BBC Brasil, Saboia declarou que os demais indicadores econômicos tiveram um impacto negativo de acordo com a população.
“PIB não faz milagre: a informalidade segue elevada, a renda dos mais pobres segue pressionada pela inflação de alimentos e a inadimplência é recorde. Então é natural que as pessoas estejam se sentindo mal em termos de bem-estar. Pelo menos uma grande parte da população”, afirmou.
Preço dos alimentos
O preço dos alimentos e bebidas subiu 9,83% nos primeiros sete meses de 2022, de acordo com o IBGE. Portanto, o percentual é maior que o dobro da inflação do período, ou seja, 4,77%.
Assim, a queda do desemprego está relacionada com o aumento de trabalhadores ocupados em postos precários e salários baixos. Já que a renda média dos trabalhadores é de R$ 2.693 por mês, abaixo do valor do ano passado, R$ 2.773. Essa diferença é acentuada por conta do baixo poder de compra ocasionado pela inflação.
Expectativas para o PIB de 2023
Para o próximo ano, espera-se que os efeitos defasados da política monetária e da desaceleração da economia global devem afetar o PIB. Além disso, economistas do Bradesco citaram que os juros reais estão acima do nível médio observado em 2015 e o endividamento das famílias brasileiras está em elevação devido à alta dos preços.
Afirmaram, ainda, que o mais pertinente é aguardar a desaceleração do mercado de crédito e das contratações do próximo ano.
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Quais são os setores que impulsionam o PIB?
Primeiramente, os economistas já esperavam que o PIB do primeiro semestre viesse acima do esperado, ou seja, 0,9%. O que de fato aconteceu, porque uma prévia deste indicador, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), registrou variação de 2,4% comparado ao mesmo período de 2021.
Sendo assim, um setor que deve mostrar bons resultados é o da construção civil, que cresceu 9% no comparativo entre os primeiros trimestres de 2021 e 2022. Além da construção civil, o setor de serviços também pode apresentar resultados positivos.
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Imagem: Ronnie Chua / Shutterstock.com
