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Pis/Pasep: a data da reunião que vai definir o calendário de pagamentos de 2026

O calendário do PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, será definido após reunião do Codefat em novembro.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
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O pagamento do abono salarial PIS/Pasep referente ao ano-base 2024 só ocorrerá em 2026. O cronograma de liberação ainda está indefinido, pois depende da deliberação do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), em reunião marcada para o fim de novembro de 2025. A oficialização do calendário acontecerá apenas após a votação e publicação no Diário Oficial da União.

Além do calendário, o valor do abono também está indefinido, uma vez que ele é calculado com base no salário mínimo vigente em 2026, que por sua vez será anunciado em dezembro de 2025.

Com isso, milhões de trabalhadores brasileiros aguardam a definição para saber quando e quanto receberão no próximo ciclo de pagamentos.

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PIS
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Histórico: adiamento iniciado na pandemia continua válido

Intervalo de dois anos entre trabalho e pagamento foi mantido desde 2020

O distanciamento entre o ano de trabalho e o ano de pagamento do PIS/Pasep não era a regra até 2020. A mudança ocorreu durante a pandemia da Covid-19, quando os pagamentos previstos para aquele ano foram adiados para 2021.

Desde então, o governo federal manteve o intervalo de dois anos como forma de adequar o orçamento e melhorar a previsibilidade fiscal. Assim, o pagamento referente ao trabalho realizado em 2024 será feito apenas em 2026, repetindo o modelo dos últimos anos.

Quem tem direito ao PIS/Pasep em 2026?

Regras de elegibilidade permanecem as mesmas para trabalhadores formais

Para receber o abono salarial em 2026, o trabalhador precisa cumprir os critérios vigentes estabelecidos por lei:

  • Estar inscrito no PIS/Pasep há, no mínimo, cinco anos
  • Ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2024
  • Ter recebido remuneração média mensal de até dois salários mínimos no ano-base
  • Ter os dados informados corretamente na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) ou eSocial

📌 Importante: o registro formal é essencial. Quem trabalhou sem carteira assinada não tem direito ao benefício.

Valor do abono depende do tempo de trabalho e do salário mínimo

Pagamento proporcional é regra para quem não trabalhou os 12 meses

O valor do PIS/Pasep não é fixo para todos. Ele varia conforme os meses trabalhados no ano-base e é proporcional ao salário mínimo vigente no ano do pagamento.

Veja como funciona:

  • 12 meses trabalhados = 100% do salário mínimo
  • 6 meses trabalhados = 50% do salário mínimo
  • 1 mês trabalhado = 1/12 do salário mínimo

O cálculo considera apenas meses completos com vínculo formal. Por exemplo, quem trabalhou apenas 29 dias em um determinado mês não soma esse período para o abono.

✅ Exemplo:
Se o salário mínimo de 2026 for R$ 1.540 e o trabalhador tiver atuado por 8 meses em 2024, receberá:

R$ 1.540 ÷ 12 × 8 = R$ 1.026,66

Diferença entre PIS e Pasep

Bancos diferentes operam os pagamentos conforme o tipo de trabalhador

O PIS (Programa de Integração Social) é voltado para trabalhadores da iniciativa privada. Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) atende servidores públicos.

Cada programa é gerido por um banco:

  • PIS → administrado pela Caixa Econômica Federal
  • Pasep → operado pelo Banco do Brasil

As datas de pagamento também podem variar:

  • PIS: pagamento escalonado conforme o mês de nascimento do trabalhador
  • Pasep: liberação com base no dígito final da inscrição

Regras que excluem alguns trabalhadores

PIS/pasep
Imagem: Freepik e Canva

Quem não tem direito ao abono?

Nem todos os profissionais estão contemplados pelo PIS/Pasep. A legislação exclui:

  • Empregadas domésticas, mesmo com carteira assinada
  • Pessoas que prestaram serviços apenas para pessoa física
  • Rurais sem vínculo formal (ou seja, sem carteira assinada)
  • Trabalhadores que não atingiram cinco anos de inscrição no programa
  • Quem teve remuneração acima de dois salários mínimos mensais, em média, no ano-base

Como consultar se você tem direito ao PIS/Pasep?

Aplicativos e portais digitais oferecem acesso fácil à informação

Os trabalhadores que desejam verificar se têm direito ao abono podem utilizar os seguintes canais de atendimento e consulta:

Aplicativo Carteira de Trabalho Digital

  • Disponível para Android e iOS
  • Mostra status do benefício, data e valor previsto

Site da Caixa Econômica Federal

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  • bb.com.br/pasep
  • Para servidores públicos

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Reunião do Codefat: etapa decisiva para o calendário

Definição das datas de pagamento depende da votação do conselho

O Codefat é o órgão responsável por aprovar o calendário oficial do abono salarial. Ele é composto por representantes do governo, de trabalhadores e de empregadores. A reunião decisiva, prevista para fim de novembro de 2025, definirá:

  • Data de início e término dos pagamentos
  • Orçamento disponível para o programa
  • Cronograma por mês de nascimento ou inscrição

Após aprovação, o calendário será publicado no Diário Oficial da União, geralmente em dezembro, junto com o novo valor do salário mínimo, que influencia diretamente o teto do abono.

Como funciona o processo de inscrição no PIS/Pasep?

Primeiro emprego formal já garante o cadastro automático

A inscrição no PIS ou Pasep é feita automaticamente quando o trabalhador inicia seu primeiro vínculo formal com carteira assinada.

Cabe ao empregador registrar o funcionário no sistema. A partir daí, o tempo de inscrição começa a contar, e, após cinco anos, o trabalhador passa a ser elegível para o abono, se cumprir os demais critérios.

Quem nunca teve emprego formal ou trabalhou apenas como autônomo ou informal não acumula tempo de inscrição.

Quantos trabalhadores são beneficiados?

PIS/Pasep
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Mais de 20 milhões devem receber o abono em 2026

Segundo dados do governo federal, o PIS/Pasep beneficia anualmente entre 22 e 24 milhões de trabalhadores em todo o Brasil. Em ciclos anteriores:

  • Cerca de R$ 21 bilhões foram liberados
  • Média de pagamento: entre R$ 500 e R$ 1.300, conforme o tempo de serviço
  • Milhares de pessoas não sacam o benefício por desconhecimento ou erro cadastral

Por isso, é essencial acompanhar os canais oficiais e corrigir eventuais pendências nos sistemas da Caixa, Banco do Brasil e RAIS/eSocial.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

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Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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