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Resgate do dinheiro esquecido do PIS/Pasep começa este mês; confira

Trabalhadores e servidores que atuaram entre 1971 e 1988 podem sacar valores esquecidos do Fundo PIS/Pasep. Veja como consultar, prazos, documentos.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
PIS/Pasep

Se você trabalhou com carteira assinada na iniciativa privada ou como servidor público entre 1971 e 1988, pode ter direito a valores esquecidos vinculados ao antigo Fundo PIS/Pasep. Esses recursos, que por muitos anos ficaram parados em contas individuais, agora podem ser resgatados mediante solicitação.

Segundo cálculos do Ministério da Fazenda, cada beneficiário pode receber em média R$ 2.800, dependendo do tempo de trabalho e do salário recebido na época. Em caso de falecimento do titular, os herdeiros e beneficiários legais também podem requerer o saque.

O pagamento está sendo realizado pela Caixa Econômica Federal e segue um calendário definido, que varia conforme a data de solicitação.

Leia mais:

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O que foi o Fundo PIS/Pasep?

PIS/Pasep
Imagem: Freepik e Canva

Origem e funcionamento

O Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) foram criados para destinar parte das contribuições patronais para contas individuais de trabalhadores do setor privado e público.

Entre 1971 e 04/10/1988, depósitos eram feitos em nome dos empregados, formando um patrimônio coletivo.

Unificação e extinção

Em 05/10/1988, os depósitos cessaram com a unificação no Fundo PIS/Pasep. Posteriormente:

  • Em 2020, o fundo foi oficialmente extinto;
  • Os saldos remanescentes foram transferidos para o FGTS;
  • Em 2023, a gestão passou para o Tesouro Nacional.

Hoje, os valores podem ser acessados por meio de plataformas digitais e agências da Caixa.


Quem tem direito aos valores esquecidos?

Trabalhadores ativos no período

Podem solicitar os valores todos aqueles que trabalharam entre 1971 e 1988 e que tinham contas vinculadas ao PIS ou Pasep.

Beneficiários em caso de falecimento

No caso de falecimento do titular, os herdeiros e dependentes legais podem solicitar o saque mediante apresentação da documentação exigida.

Situações específicas

  • Quem já sacou integralmente os valores ao longo dos anos não terá novos créditos;
  • Quem não movimentou as contas desde a extinção do fundo pode encontrar saldo disponível.

Quanto é possível receber?

De acordo com estimativas oficiais:

  • O valor médio por beneficiário é de R$ 2.800;
  • O montante pode ser maior ou menor, dependendo de:
    • Tempo de trabalho no período entre 1971 e 1988;
    • Salário recebido à época;
    • Eventuais saques realizados anteriormente.

Como consultar os valores disponíveis

Pelo aplicativo FGTS

O meio mais prático é pelo app FGTS, disponível para Android e iOS. O login é feito com a conta gov.br do trabalhador.

Pelo site REPIS Cidadão

O Ministério da Fazenda disponibilizou a plataforma REPIS Cidadão para consultas online.

Presencialmente

A consulta também pode ser feita em qualquer agência da Caixa Econômica Federal mediante apresentação de documento oficial de identificação.


Como solicitar o ressarcimento

Formas de solicitação

O pedido pode ser feito:

  • Diretamente no app FGTS;
  • Em qualquer agência da Caixa;
  • Pelo REPIS Cidadão em casos de consulta digital com opção de saque.

Documentos exigidos

Para titulares:

  • Documento oficial com foto;
  • Número do CPF.

Para beneficiários em caso de falecimento:

  • Documento de identificação;
  • Certidão PIS/PASEP/FGTS com lista de dependentes habilitados; ou
  • Declaração de dependentes emitida pelo órgão pagador da pensão; ou
  • Autorização judicial ou declaração de herdeiros com anuência dos demais sucessores.

Calendário de pagamentos

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A Caixa Econômica Federal iniciou o ressarcimento em março de 2025, com as seguintes datas:

  • Quem solicitou até 31 de agosto de 2025 receberá em 25 de setembro;
  • Quem fizer a solicitação até o fim de setembro terá o pagamento liberado em 27 de outubro;
  • Novas rodadas devem ser divulgadas conforme a demanda.

Como será feito o pagamento

O pagamento é realizado exclusivamente em contas da Caixa:

  • Crédito automático para quem já possui conta corrente, poupança ou conta digital na Caixa;
  • Conta Poupança Social Digital, aberta automaticamente para quem não possui vínculo, movimentada pelo app Caixa Tem;
  • O saque pode ser realizado em caixas eletrônicos, lotéricas e agências.

Impacto social e financeiro

Ressarcimento histórico

A devolução dos valores esquecidos do Fundo PIS/Pasep representa uma forma de justiça histórica para trabalhadores que contribuíram no passado. Muitos desses recursos estavam parados há décadas.

Estímulo à economia

Com uma média de R$ 2.800 por beneficiário, o programa injeta bilhões de reais na economia, beneficiando principalmente famílias de baixa renda.

Inclusão digital

O uso de plataformas como o app FGTS e o Caixa Tem facilita o acesso, especialmente para pessoas que antes precisariam enfrentar filas em agências.


O futuro do Fundo PIS/Pasep

Com a transferência definitiva ao Tesouro Nacional, os valores esquecidos estão sob gestão unificada. A expectativa do governo é reduzir casos de dinheiro parado e facilitar o acesso digital.

No entanto, especialistas alertam que muitos trabalhadores desconhecem o direito ou já faleceram, o que pode dificultar o saque pelos herdeiros. Por isso, campanhas de divulgação têm sido fundamentais para ampliar a adesão.


Conclusão

O ressarcimento dos valores esquecidos do Fundo PIS/Pasep representa uma oportunidade única para milhões de brasileiros recuperarem parte de sua história trabalhista.

Com média de R$ 2.800 por beneficiário, o saque pode fazer diferença significativa no orçamento de famílias em um momento de desafios econômicos.

A facilidade de consulta pelo app FGTS, pelo REPIS Cidadão ou diretamente nas agências da Caixa reforça a importância da digitalização dos serviços públicos.

O momento agora é de atenção: consultar, reunir a documentação necessária e solicitar o quanto antes o ressarcimento. Afinal, trata-se de um direito conquistado ao longo do trabalho e que deve ser devidamente aproveitado.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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