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Você pode ter dinheiro esquecido no PIS/Pasep! Veja como resgatar

Descubra como consultar e sacar valores esquecidos no PIS/Pasep por trabalhadores de 1971 a 1988. Veja quem tem direito.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
PIS/PASEP

Mais de 10 bilhões de brasileiros ainda têm valores esquecidos nas contas do PIS/Pasep. Segundo dados atualizados do Ministério da Fazenda, cerca de R$ 26,3 bilhões permanecem disponíveis para saque, pertencentes a trabalhadores que atuaram com carteira assinada ou como servidores públicos entre os anos de 1971 e 1988.

O montante está vinculado às chamadas cotas do PIS/Pasep, e pode ser solicitado tanto pelos próprios cotistas quanto por seus herdeiros legais, no caso de falecimento. Com a digitalização dos serviços públicos, o processo de consulta e saque foi facilitado, mas ainda exige atenção a alguns detalhes importantes.

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O que são as cotas do PIS/Pasep?

PIS/PASEP
Imagem: Freepik e Canva

As cotas do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) foram criadas como uma forma de participação dos trabalhadores no desenvolvimento das empresas e do setor público. Entre 1971 e 1988, os empregadores depositavam contribuições em nome dos seus colaboradores em contas individuais.

Com a promulgação da Constituição de 1988, o modelo de cotas foi extinto para novos depósitos. Desde então, os valores acumulados permanecem vinculados aos trabalhadores da época ou, em caso de óbito, aos seus dependentes e herdeiros.


Quem tem direito ao dinheiro esquecido no PIS/Pasep?

Trabalhadores entre 1971 e 1988

Tem direito ao saque quem trabalhou com carteira assinada na iniciativa privada (PIS) ou como servidor público (Pasep) entre os anos de 1971 e 1988 e ainda não resgatou as cotas correspondentes.

Herdeiros e beneficiários

Se o cotista já tiver falecido, os herdeiros legais podem solicitar o resgate. O processo, nesse caso, exige a apresentação de documentos comprobatórios, como certidões e autorizações judiciais ou públicas, detalhadas na regulamentação vigente.


Como saber se tenho dinheiro a receber?

Acesso pelo portal REPIS

O primeiro passo para verificar se há saldo a receber é acessar o Sistema de Ressarcimento do PIS/Pasep (REPIS). A consulta é feita online por meio do portal gov.br, e exige conta com nível de segurança prata ou ouro.

Passo a passo para cotistas:

  1. Acesse o site do REPIS.
  2. Faça login com sua conta gov.br nível prata ou ouro.
  3. Após o login, o sistema exibirá automaticamente os valores disponíveis, caso existam.

Passo a passo para herdeiros:

  1. Acesse o REPIS com sua própria conta gov.br (nível prata ou ouro).
  2. Insira o número do PIS/Pasep do trabalhador falecido.
  3. Se houver saldo, será necessário protocolar um pedido de saque presencialmente na Caixa Econômica Federal.

Documentos exigidos para saque

Para o titular da conta:

  • Documento oficial de identificação com foto.

Para herdeiros ou beneficiários legais:

  • Documento de identidade do beneficiário, e um dos seguintes documentos:
    • Certidão emitida pela Previdência Social com lista de dependentes habilitados à pensão por morte;
    • Declaração do órgão pagador do benefício, com os dependentes habilitados;
    • Escritura pública assinada por todos os herdeiros, atestando a autorização do saque e declarando inexistência de outros sucessores conhecidos.

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Quando o pagamento será feito?

O calendário de pagamento do ressarcimento das cotas do PIS/Pasep está organizado conforme a data em que o pedido é protocolado. Veja as datas atualizadas:

Pedido feito atéPagamento em
30/04/202526/05/2025
31/05/202526/06/2025
30/06/202525/07/2025
31/07/202525/08/2025
31/08/202525/09/2025
30/09/202527/10/2025
31/10/202525/11/2025
30/11/202526/12/2025
31/12/202526/01/2026

O ideal é fazer o pedido o quanto antes para não perder os prazos de pagamento.


Onde buscar ajuda?

Repis Cidadão
Imagem: Freepik e Canva

O site do REPIS possui uma seção de “Perguntas Frequentes” que esclarece as principais dúvidas sobre o processo de consulta e saque. Caso ainda restem dúvidas, o cidadão pode se dirigir a uma agência da Caixa Econômica Federal, que é a instituição responsável pela liberação dos recursos.


Por que tanto dinheiro ainda não foi sacado?

Especialistas apontam que o principal motivo para o alto volume de valores esquecidos é a falta de informação. Muitos cotistas desconhecem seu direito ou acreditam que os valores foram automaticamente integrados ao FGTS, o que não é verdade.

Além disso, em muitos casos, os trabalhadores já faleceram e os herdeiros não foram informados sobre a possibilidade de resgatar o saldo.


Conclusão: vale a pena consultar

Se você ou um parente próximo atuou com carteira assinada, ou como servidor público entre 1971 e 1988, é altamente recomendável fazer a consulta no portal REPIS. Com mais de R$ 26 bilhões disponíveis, muitos brasileiros podem estar deixando de receber valores importantes, muitas vezes por simples desconhecimento.

O processo é gratuito, digital e seguro. Em caso de saldo, o saque pode representar um alívio financeiro significativo — especialmente em tempos de instabilidade econômica.

Imagem: Freepik e Canva

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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