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BC fortalece sistema de ressarcimento para vítimas de golpes no Pix

Banco Central anuncia o MED 2.0, nova versão do sistema que amplia a devolução de valores para vítimas de golpes no Pix. Confira!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
celular com logo do pix, ao fundo uma tela de laptop com logo do Banco Central

O Banco Central do Brasil (BC) anunciou uma série de medidas para reforçar a segurança e ampliar a proteção aos usuários do Pix. Após o lançamento do Pix Automático, nesta quarta-feira (5), a autarquia revelou que está desenvolvendo uma nova versão do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para facilitar o reembolso de vítimas de fraudes envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos.

Pix ganha novos recursos e foco em segurança

PIX
Imagem: Freepik / Canva

Leia mais: PIX Automático chega para facilitar pagamentos; entenda como usar essa novidade

Durante a terceira edição do evento Conexão Pix, em São Paulo, o Banco Central anunciou que o MED 2.0 será implementado de forma opcional em dezembro de 2025.

O que é o MED e como funciona

Entendendo o Mecanismo Especial de Devolução

O Mecanismo Especial de Devolução foi criado pelo Banco Central em 2021 com o objetivo de viabilizar a devolução de valores transferidos por Pix em situações de fraude comprovada. Por meio do MED, o cliente que teve sua conta invadida ou sofreu um golpe pode solicitar o bloqueio e eventual devolução do dinheiro.

Limitações da versão atual

Hoje, o MED só consegue atuar em casos em que o dinheiro fraudado ainda está na conta de destino. Ou seja, se os criminosos transferirem os valores rapidamente para outras contas, o sistema não consegue recuperar os recursos. Isso faz com que o índice de recuperação dos valores fique limitado — atualmente, apenas 7% dos valores são recuperados por esse método.

MED 2.0: recuperação mais ampla e eficaz

O que muda com a nova versão

Com o MED 2.0, a atuação do sistema será expandida para permitir que o bloqueio e a devolução dos valores ocorram mesmo que os recursos tenham sido transferidos para contas intermediárias. A ideia é congelar valores em “níveis mais baixos”, ampliando o rastreio até o destino final do dinheiro.

Essa mudança atende a uma demanda crescente de usuários e instituições, que identificaram a necessidade de um sistema mais robusto diante do aumento dos golpes envolvendo Pix.

Adesão obrigatória em 2026

A adesão ao novo sistema será opcional a partir de dezembro de 2025, o que permitirá testes e ajustes operacionais. Entretanto, em fevereiro de 2026, todas as instituições que operam com Pix deverão estar integradas ao MED 2.0.

Outras novidades no ecossistema do Pix

Além do reforço na segurança, o Banco Central também anunciou melhorias e novos recursos no sistema de pagamentos. As mudanças visam ampliar a funcionalidade do Pix e torná-lo ainda mais presente no cotidiano financeiro dos brasileiros.

Pix Parcelado: crédito direto pelo Pix

Como funcionará o Pix Parcelado

O Pix Parcelado permitirá que o usuário faça uma compra ou pagamento usando crédito pré-aprovado na sua instituição financeira.

Uniformização da experiência

Renato Gomes explicou que, embora algumas instituições já ofereçam soluções semelhantes, o BC pretende padronizar a experiência do usuário. A proposta é que as regras sejam uniformes entre bancos e fintechs, tornando o uso mais intuitivo e seguro para o consumidor final. A previsão de lançamento é novembro de 2025.

Pix Garantia: crédito com base em recebíveis.

Com essa inovação, empresas poderão antecipar recursos com base na previsão de faturamento por meio do Pix. Isso pode ampliar o acesso ao crédito, especialmente para pequenos e médios empreendedores, sem a necessidade de garantias físicas ou imóveis.

Segurança digital em destaque

Pix automático
Imagem: Freepik e Canva

As novas ferramentas foram anunciadas em um momento em que as fraudes digitais seguem em alta. A praticidade do Pix, que conquistou milhões de brasileiros, também atrai criminosos que se aproveitam de falhas de segurança, engenharia social e vazamentos de dados.

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Com o MED 2.0 e os novos mecanismos de crédito e garantia, o Banco Central busca não apenas facilitar o uso do sistema, mas também reforçar sua credibilidade e resiliência.

FAQ

O que é o MED 2.0?

É a nova versão do Mecanismo Especial de Devolução, que permitirá o rastreio e bloqueio de valores transferidos por Pix mesmo após múltiplas transações entre contas. Entrará em vigor em caráter obrigatório em fevereiro de 2026.

Quem poderá usar o Pix Parcelado?

Clientes de bancos e instituições financeiras com crédito pré-aprovado. O recurso deve estar disponível a partir de novembro de 2025.

Como funcionará o Pix Garantia?

Empresas poderão usar valores futuros a receber via Pix como garantia para contratar crédito junto a instituições financeiras.

O que muda para o usuário comum?

As transações continuam rápidas e gratuitas. As melhorias visam aumentar a segurança e oferecer novas possibilidades de crédito e planejamento financeiro.

Considerações finais

Desde seu lançamento em 2020, o Pix transformou a maneira como brasileiros fazem transações. Gratuito para pessoas físicas e disponível 24 horas, o sistema ganhou espaço nos pagamentos entre pessoas, empresas e até para órgãos públicos.

Com a chegada do Pix Automático, do MED 2.0, do Pix Parcelado e do Pix Garantia, o Banco Central deixa claro que a evolução do sistema está apenas começando. A expectativa é de que o Pix se consolide como a principal infraestrutura de pagamentos do país, capaz de atender desde compras do dia a dia até operações empresariais complexas.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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