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Nem todo Pix é gratuito; veja quais bancos cobram tarifas

Saiba se o Pix cobra taxa, quando há cobrança para empresas e Pix parcelado, e quais bancos mantêm transferências gratuitas no Brasil.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa7 min de leitura
Pix

O Pix é uma das maiores inovações financeiras do Brasil nas últimas décadas. Desde o seu lançamento pelo Banco Central, em novembro de 2020, o sistema revolucionou a forma como os brasileiros fazem transferências e pagamentos. Com rapidez, praticidade e gratuidade, ele se tornou o meio de pagamento mais utilizado do país.

Entretanto, rumores recentes em redes sociais levantaram dúvidas sobre a possibilidade de o Pix passar a ser tarifado. Muitos usuários ficaram inseguros com a notícia de que bancos poderiam começar a cobrar taxas por transações via Pix. Mas será que isso é verdade?

Este artigo explica, em detalhes, quando o Pix pode ter cobrança, quais instituições aplicam tarifas, e o que muda para pessoas físicas, jurídicas e microempreendedores.

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O Pix cobra taxa?

De acordo com o Banco Central do Brasil (BCB), o Pix continua sendo gratuito para pessoas físicas. Isso significa que, ao enviar, receber ou pagar contas via Pix, o consumidor comum não paga nenhuma tarifa adicional.

A Resolução BCB nº 19/2020, entretanto, permite que algumas instituições cobrem taxas em situações específicas. Ou seja, o Pix é gratuito na maioria dos casos, mas há exceções previstas em norma oficial.

Quando o Pix pode ser cobrado?

Apesar de gratuito para o público geral, há circunstâncias em que o banco pode aplicar tarifas, especialmente para usuários que utilizam o sistema para fins comerciais.

Situações que autorizam cobrança

Entre as situações que autorizam a cobrança, estão:

  • Quando o cliente usa canais de atendimento como telefone ou agência para solicitar o Pix, em vez de utilizar os meios digitais.
  • Quando o Pix é recebido para fins comerciais, como no caso de vendas ou prestação de serviços.
  • Quando o cliente ultrapassa o limite de 30 transações mensais recebidas via Pix.
  • Quando o recebimento ocorre por QR Code dinâmico ou gerado por uma pessoa jurídica.

Em resumo, o Pix é gratuito para uso pessoal, mas pode ter custo em contextos empresariais ou de uso intensivo.

Tarifa Pix para pessoa física

Para pessoas físicas, a isenção é total. Não há cobrança para transferir, receber ou pagar via Pix. Essa gratuidade foi um dos principais fatores que popularizaram o sistema no país, tornando-o líder em volume de transações entre todas as modalidades de pagamento.

Segundo dados do Banco Central, mais de 160 milhões de brasileiros já realizaram operações via Pix, totalizando trilhões de reais movimentados mensalmente.

Tarifa Pix para pessoa jurídica

A história muda quando falamos de pessoas jurídicas. O Banco Central autorizou os bancos a cobrarem tarifas das empresas que usam o Pix.

Essa autorização não é obrigatória — cada instituição decide se cobra ou não, e quanto cobrará. Assim, há bancos que mantêm o Pix gratuito mesmo para negócios, enquanto outros aplicam percentuais ou taxas fixas sobre o valor das transações.

O Banco Central não definiu um teto máximo para as cobranças. Portanto, os valores variam conforme a política interna de cada instituição.

Pix no cartão de crédito: há cobrança?

Sim. O chamado Pix no cartão de crédito, também conhecido como Pix Parcelado, é uma modalidade que transforma o limite do cartão em crédito para realizar um Pix.

Nesse caso, há juros e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), já que o banco antecipa o valor e o cliente paga de forma parcelada na fatura. Ou seja, o Pix parcelado cobra taxa, funcionando como uma forma de crédito pessoal.

Pix parcelado para beneficiários do INSS

Uma das versões mais acessíveis dessa modalidade é o Pix Parcelado INSS, oferecido por instituições parceiras como a meutudo.

Nessa opção, aposentados e pensionistas podem receber o valor do Pix diretamente na conta e pagar em parcelas com desconto em folha. O desconto é feito usando a margem consignável do benefício, o que reduz os riscos de inadimplência e, consequentemente, diminui as taxas de juros.

Esse serviço é exclusivo para beneficiários que possuem margem disponível e o benefício desbloqueado para empréstimos.

Pix cobra taxa de transferência entre bancos diferentes?

Não. Uma das vantagens do Pix é justamente permitir transferências instantâneas e gratuitas entre diferentes instituições financeiras.

Diferentemente da TED, que muitas vezes é tarifada, o Pix não cobra nada do usuário comum, independentemente do banco de origem ou destino.

No entanto, para empresas, essa regra pode mudar. Em algumas instituições, pessoas jurídicas pagam tarifas para transferir valores via Pix entre contas de bancos diferentes.

Valores das tarifas Pix nos principais bancos

Como as regras de cobrança são definidas individualmente pelos bancos, há diferenças significativas nas taxas aplicadas.

Tabela comparativa de tarifas

BancoTipo de tarifaçãoValor mínimoValor máximoObservações
Banco do BrasilAté 0,99%R$ 1R$ 145MEIs e EIs são isentos
Santander1,4% + taxa fixaR$ 0,50R$ 10R$ 6,54 por QR Code
Itaú1,45%R$ 1,75R$ 150Cobrança por chave ou QR Code
Safra1% a 1,3%R$ 1,50R$ 9,90Varia conforme tipo de QR Code
Bradesco1,40%R$ 0,90R$ 145Cobrança para EI e MEI

Quais instituições não cobram tarifa no Pix?

Entre os bancos que mantêm o Pix totalmente gratuito, estão as fintechs e bancos digitais como Nubank, Banco Inter, C6 Bank e Neon.

Entre os grandes bancos tradicionais, a Caixa Econômica Federal também se destaca por não cobrar taxa de transferência via Pix, nem para pessoas físicas nem para microempreendedores.

Cobrança de serviços específicos no Pix

Mesmo para pessoas físicas, algumas situações específicas podem gerar cobrança, especialmente se houver uso comercial.

Exemplos de cobranças possíveis

  • Conta usada exclusivamente para fins comerciais.
  • Recebimento de mais de 30 transações mensais via Pix.
  • Pagamentos feitos por QR Code dinâmico.
  • Recebimento de pessoa jurídica (CNPJ).

Além disso, a cobrança pode ocorrer caso o cliente autorize débito automático mensal em instituição diferente do banco onde possui conta principal.

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Como saber se estou sendo cobrado no Pix?

Os bancos são obrigados a informar qualquer tarifa Pix antes da conclusão da operação.

O cliente deve visualizar a mensagem de aviso na tela e, após o pagamento, o valor cobrado precisa aparecer discriminado no comprovante e no extrato da conta.

Caso o usuário note alguma cobrança indevida, pode registrar reclamação junto ao Banco Central ou ao Procon de sua localidade.

Limite de valor e horário do Pix

Durante o dia, o Pix não tem limite máximo de valor. No entanto, por segurança, o Banco Central definiu um limite noturno de R$ 1.000, válido entre 20h e 6h.

Novas regras de segurança

A partir de novembro de 2024, novas regras foram implementadas:

  • Em dispositivos não cadastrados, o limite é de R$ 200 por transação.
  • O limite diário nesses casos é de R$ 1.000.

Essas medidas visam reduzir o número de fraudes e golpes envolvendo o Pix.

O Pix funciona 24 horas por dia?

Sim. Uma das principais vantagens do Pix é que ele funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive feriados e finais de semana.

A única restrição é o limite noturno, criado por segurança — mas o sistema em si nunca fica fora do ar.

Afinal, vale a pena fazer ou receber via Pix?

Mesmo com as possíveis tarifas em casos específicos, o Pix ainda é o meio de pagamento mais vantajoso para a maioria dos brasileiros.

A gratuidade, a instantaneidade das transferências e a segurança oferecida pelo Banco Central fazem do Pix a melhor opção para pessoas físicas e pequenos empreendedores.

Para quem busca praticidade e controle financeiro, não há dúvidas: o Pix veio para ficar e continuará sendo o protagonista das transações digitais no país.

Conclusão

O Pix segue sendo gratuito para pessoas físicas, mas empresas e quem utiliza o sistema com fins comerciais devem estar atentos às tarifas aplicadas pelos bancos. O importante é consultar as condições da sua instituição e verificar no aplicativo se há cobrança antes de concluir a transação.

Com segurança, transparência e rapidez, o Pix consolidou seu papel de destaque no sistema financeiro brasileiro — e continuará moldando o futuro dos pagamentos digitais.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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