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Pix em Portugal preocupa autoridades americanas

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, começa a ser usado em grandes redes portuguesas.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Pix

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, começa a transformar a experiência de compras em Portugal, ganhando espaço em redes varejistas do país europeu e despertando atenção das autoridades norte-americanas. A tecnologia, que já se consolidou no Brasil, agora enfrenta novos desafios e oportunidades fora do território nacional.

Adoção do Pix nas grandes redes portuguesas

Revolut PIX
Imagem: rafapress/shutterstock.com

A chegada do Pix ao comércio português ocorreu por meio de uma parceria entre o Braza Bank, principal banco cambial brasileiro, e a Unicre, operadora de terminais de pagamento em Portugal.

Leia mais: Big techs criticam Banco Central e apontam concorrência desleal no Pix

Inicialmente, 18 lojas em Lisboa, Oeiras e Cascais já oferecem a modalidade, após testes bem-sucedidos na cidade de Braga, conhecida pela concentração de brasileiros residentes.

Influência da comunidade brasileira

A expansão do Pix em Portugal é impulsionada pela expressiva presença de brasileiros no país, estimada em mais de 550 mil pessoas, sendo cerca de 350 mil apenas na região da capital.A expressiva presença de brasileiros em Portugal é um fator determinante para que empresas do país adotem a tecnologia, garantindo acesso a consumidores já acostumados ao sistema. Além disso, a medida busca facilitar pagamentos para turistas brasileiros que visitam Portugal em grande quantidade todos os anos.

Estratégia de massificação

A parceria entre o Braza Bank e a Unicre busca massificar o uso do Pix em território português, facilitando transações tanto para residentes quanto para visitantes. O sistema oferece praticidade e rapidez nas operações, características que foram determinantes para sua aceitação inicial em lojas estratégicas do país.

Funcionamento e custos do Pix em Portugal

O Pix em Portugal opera com conversão automática de reais para euros no momento da compra. O consumidor visualiza o valor em ambas as moedas, garantindo clareza e previsibilidade no gasto. Para utilizar o serviço, é necessário possuir conta bancária no Brasil, e o pagamento inclui a taxa de câmbio vigente, bem como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 0,38%.

Benefícios para consumidores

A principal vantagem para os clientes está na previsibilidade do valor final da compra, eliminando surpresas comuns em transações internacionais com cartão de crédito, que podem passar pelo dólar antes da conversão final. Além disso, a rapidez das transações do Pix permite pagamento quase imediato, sem necessidade de intermediários tradicionais.

Expansão internacional e repercussão

Além de Portugal, o Pix já começou a ser utilizado em outros países, incluindo Estados Unidos (principalmente Miami), França, Chile, Argentina, Uruguai, Espanha e Paraguai, através de parcerias com empresas de tecnologia de pagamento. Essa expansão demonstra a capacidade do sistema brasileiro de se adaptar a mercados internacionais e competir com soluções globais consolidadas.

Preocupações norte-americanas

A presença crescente do Pix no mercado internacional despertou críticas de autoridades nos Estados Unidos, que enxergam a tecnologia como uma ameaça à hegemonia de empresas de pagamento locais. Especialistas norte-americanos destacam que a rápida adoção da ferramenta brasileira pode alterar fluxos financeiros internacionais e desafiar players tradicionais do setor.

Desafios regulatórios e de segurança

A expansão do Pix também envolve desafios regulatórios, tanto em Portugal quanto nos demais países onde começa a ser aceito. A interoperabilidade entre sistemas financeiros de diferentes jurisdições, bem como questões de prevenção à lavagem de dinheiro e compliance, são pontos que demandam atenção contínua de bancos e operadores de pagamento.

Impacto no comércio varejista

pix
Imagem: Freepik e Canva

O sistema oferece rapidez e simplicidade para os consumidores, ao mesmo tempo em que exige adaptação por parte dos lojistas para lidar com custos de conversão e gestão de pagamentos internacionais.

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Adaptação de lojas e terminais

Lojistas precisaram atualizar seus terminais de pagamento e integrar sistemas capazes de reconhecer transações via Pix. O treinamento de funcionários e a comunicação clara com os consumidores são elementos fundamentais para garantir a aceitação do método de pagamento.

FAQ – Perguntas frequentes

O que é o Pix?
O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, permitindo transferências e pagamentos em tempo real, 24 horas por dia.

Como funciona o Pix em Portugal?
O Pix em Portugal converte automaticamente valores de reais para euros durante a compra, permitindo que consumidores brasileiros paguem de forma rápida e previsível em grandes redes de varejo.

Quem pode usar o Pix em Portugal?
Qualquer pessoa com conta bancária no Brasil pode utilizar o Pix nas lojas que aceitam a modalidade.

Quais são os custos para consumidores e lojistas?
Consumidores pagam IOF de 0,38% e taxa de câmbio incluída na transação. Lojistas pagam aproximadamente 3% sobre o valor da compra.

Considerações finais

O Pix representa uma inovação tecnológica brasileira que já ultrapassa fronteiras, impactando o comércio varejista internacional e chamando atenção de autoridades de países como os Estados Unidos.

Com vantagens para consumidores e lojistas, o sistema se mostra promissor, embora enfrente desafios regulatórios e comerciais. A expansão do Pix no exterior pode alterar o panorama global de pagamentos instantâneos, consolidando o Brasil como referência em tecnologia financeira.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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