O Banco Central do Brasil anunciou o lançamento do novo botão de contestação do Pix, um recurso inédito que promete aumentar a segurança das transações financeiras e facilitar a devolução de valores em casos de fraude, erro ou operações não reconhecidas. A medida, que começa a valer em 2025, faz parte da agenda de modernização e proteção do sistema de pagamentos instantâneos, utilizado por mais de 150 milhões de brasileiros.
Pix ganha botão de contestação: entenda como vai funcionar o novo recurso de segurança
Banco Central lança botão de contestação no Pix em 2025. Nova função promete agilizar devoluções e aumentar a segurança contra golpes.
A nova funcionalidade foi desenvolvida após o aumento expressivo de golpes relacionados ao Pix, especialmente em fraudes envolvendo transferências falsas, links maliciosos e engenharia social. Com o novo botão, o usuário poderá contestar uma transação diretamente pelo aplicativo do banco, sem precisar abrir protocolos complexos ou recorrer ao atendimento telefônico.
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Como vai funcionar o botão de contestação do Pix
O botão de contestação estará disponível nas versões atualizadas dos aplicativos bancários e carteiras digitais que operam o Pix. Ao clicar na opção, o usuário poderá relatar o motivo da contestação e anexar provas, como capturas de tela ou comprovantes.
Etapas da contestação
O processo seguirá quatro etapas principais:
- Solicitação pelo cliente: o usuário indica o motivo da contestação (erro, golpe, valor indevido etc.);
- Análise automática: o sistema do banco verifica a autenticidade da transação e a existência de indícios de fraude;
- Mediação entre as partes: o banco recebedor é notificado e deve responder em até sete dias úteis;
- Decisão final: caso comprovada a irregularidade, o valor é bloqueado e devolvido ao pagador.
O Banco Central esclareceu que o botão não substituirá o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado em 2021, mas atuará de forma complementar, oferecendo mais agilidade e controle direto ao usuário.
Disponibilidade nos aplicativos bancários
Os bancos e instituições financeiras terão até 1º de julho de 2025 para integrar o botão de contestação às suas plataformas digitais. Cada instituição poderá personalizar o layout da interface, mas as etapas de comunicação e prazo de resposta seguirão um padrão nacional determinado pelo Banco Central.
Motivos válidos para acionar a contestação
O Banco Central estabeleceu um conjunto de situações em que o cliente pode usar o novo botão de contestação. A medida busca evitar o uso indevido da ferramenta e garantir que apenas casos legítimos sejam analisados.
Principais casos aceitos
- Transações realizadas por engano (ex: valor digitado incorretamente);
- Golpes de engenharia social (ex: falsas centrais de atendimento);
- Roubo de celular com movimentações não autorizadas;
- Transações em duplicidade;
- Transferências feitas para contas suspeitas de fraude.
Em situações de erro de digitação, a devolução poderá ocorrer de forma automática, sem necessidade de análise manual. Já nos casos de fraude, o procedimento exigirá investigação mais detalhada, com comunicação entre os bancos envolvidos.
Impacto para o consumidor e o sistema financeiro
A implementação do botão de contestação é vista como um avanço significativo para o ecossistema financeiro brasileiro. Além de oferecer mais autonomia ao usuário, a nova ferramenta reforça a credibilidade do Pix como meio de pagamento seguro e eficiente.
Maior transparência e rapidez
Atualmente, o processo de contestação pode demorar até 30 dias, dependendo da política de cada instituição. Com o novo botão, o prazo médio cairá para cerca de uma semana, tornando a devolução de valores mais rápida e menos burocrática.
Redução de fraudes e reclamações
Desde 2020, o número de golpes envolvendo Pix cresceu mais de 200%, segundo dados de associações do setor bancário. A expectativa é que a nova medida ajude a reduzir reclamações e perdas financeiras, além de melhorar a percepção de segurança dos consumidores.
O que dizem os especialistas sobre o novo botão
Especialistas em segurança digital e direito bancário avaliam positivamente o lançamento da ferramenta. Segundo o advogado financeiro Rafael Menezes, “o botão de contestação representa um avanço na defesa do consumidor, pois simplifica a comunicação com os bancos e reduz a exposição do cliente a intermediários mal-intencionados”.
Já a economista e consultora de inovação financeira Marina Pacheco destaca que a funcionalidade deve incentivar ainda mais o uso do Pix entre pessoas que ainda preferem métodos tradicionais de pagamento, como o boleto. “A confiança é o principal motor da adesão digital. Esse botão ajuda a consolidar o Pix como o padrão de pagamento mais seguro do país”, afirma.
Diferenças entre o botão de contestação e o Mecanismo Especial de Devolução

Embora pareçam semelhantes, os dois sistemas têm funções distintas e complementares.
Mecanismo Especial de Devolução (MED)
O MED é acionado automaticamente quando o sistema detecta indícios de fraude. Ele bloqueia preventivamente o valor transferido e inicia uma análise entre os bancos. Nesse modelo, o usuário tem pouca intervenção direta.
Botão de contestação
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Já o novo botão devolve o controle ao usuário, permitindo que ele seja o protagonista da reclamação. O sistema é mais acessível e rápido, ideal para situações em que o cliente identifica o problema antes mesmo de o banco detectar a fraude.
O que muda para as instituições financeiras
Com a criação do botão de contestação, os bancos terão de aprimorar seus sistemas de segurança e comunicação interna. O Banco Central determinou que todas as instituições participantes do Pix devem responder às contestações dentro de prazos rígidos e manter histórico detalhado de cada caso.
Além disso, haverá penalidades para bancos que se recusarem a processar pedidos válidos ou que atrasarem respostas sem justificativa.
Adoção gradual e período de adaptação
O sistema será implementado de forma gradual, começando por bancos públicos e fintechs de grande porte. Em seguida, a obrigatoriedade se estenderá às instituições de médio e pequeno porte.
Orientações para o usuário que deseja contestar um Pix
O Banco Central recomenda que o cliente aja rapidamente ao perceber qualquer irregularidade em sua conta. A contestação deve ser feita pelo aplicativo oficial do banco e, sempre que possível, acompanhada de provas ou justificativas detalhadas.
Passo a passo para contestar uma transação Pix
- Acesse o aplicativo do seu banco;
- Localize a transação suspeita no histórico;
- Clique em “Contestar transação Pix”;
- Escolha o motivo da contestação e adicione informações complementares;
- Aguarde o retorno da instituição, que deve ocorrer em até sete dias úteis.
Enquanto o caso estiver em análise, o valor será temporariamente bloqueado na conta do recebedor, impedindo que ele utilize os recursos até o fim da investigação.
Expectativas para o futuro do Pix
O botão de contestação é apenas uma das diversas novidades planejadas para o ecossistema do Pix em 2025 e 2026. O Banco Central também prepara a chegada do Pix Automático e do Pix Internacional, que permitirão pagamentos recorrentes e transferências entre países.
Essas evoluções indicam que o Brasil continua na vanguarda dos sistemas de pagamento digitais, consolidando o Pix como um modelo de referência global em eficiência e segurança.
O novo botão de contestação do Pix representa um marco na evolução dos pagamentos digitais no Brasil. Com ele, o usuário ganha mais autonomia, rapidez e segurança para resolver problemas, enquanto o sistema bancário fortalece sua credibilidade. A funcionalidade promete reduzir fraudes e agilizar devoluções, equilibrando tecnologia e proteção financeira para milhões de brasileiros.
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