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Transferências via Pix terão limites atualizados pelo Banco Central

Banco Central impõe novos limites e regras para Pix após ataques cibernéticos e golpes financeiros.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Pix

O Banco Central (BC) anunciou na sexta-feira (5) uma série de medidas para reforçar a segurança do sistema financeiro, com destaque para mudanças nos limites de transferências via Pix e novas exigências para instituições de pagamento e prestadores de serviços.

As ações visam, principalmente, combater fraudes, lavagem de dinheiro e ciberataques que têm atingido bancos e fintechs nos últimos meses.

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Limites para transferências via Pix e TED

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Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

Entre as principais mudanças está a limitação do valor de transferências para instituições não autorizadas ou que utilizam Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) para se conectar à Rede do Sistema Financeiro Nacional. Nessas situações, o limite máximo passa a ser de R$ 15 mil, tanto para Pix quanto para TED.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, explicou que cerca de 99% das transações já ocorrem abaixo desse valor, o que facilita a identificação de operações suspeitas e fortalece o monitoramento do sistema.

Novas exigências para instituições de pagamento

Além da limitação de transferências, o Banco Central impôs novas regras para empresas que desejam operar no sistema de pagamentos:

  • Apenas instituições dos segmentos S1, S2, S3 e S4, que não sejam cooperativas, poderão ser responsáveis por empresas de pagamento sem autorização.
  • Será necessário solicitar prévia autorização para novas instituições de pagamento, antecipando o prazo de dezembro de 2029 para maio de 2026.
  • Empresas prestadoras de serviços (PSTI) deverão comprovar requisitos técnicos por meio de certificação ou avaliação independente.
  • O capital mínimo para PSTIs foi elevado para R$ 15 milhões.

Essas medidas entram em vigor imediatamente, com possibilidade de exclusão das restrições quando a instituição e o prestador confirmarem o enquadramento às novas regras.

Contexto: ciberataques recentes

O setor financeiro brasileiro tem enfrentado uma série de ataques cibernéticos que motivaram as mudanças. Entre os casos mais expressivos:

  • C&M Software (julho): desvio de cerca de R$ 800 milhões após campanha maliciosa direcionada à companhia que conecta bancos ao Banco Central.
  • Monbank (setembro): ataque hacker resultou em R$ 4,9 milhões desviados da conta reserva da fintech, sem comprometer valores de clientes. A maior parte foi recuperada com apoio de bancos envolvidos.
  • Sinqia (agosto): R$ 710 milhões foram desviados via transações fraudulentas em ataques ao sistema que conecta bancos ao Pix.

Esses incidentes evidenciaram vulnerabilidades em instituições financeiras e prestadores de serviços, tornando as novas regras do BC essenciais para prevenção de crimes e proteção dos clientes.

Impacto das novas regras

O aumento da segurança do Pix e de outras modalidades de pagamento digital traz benefícios diretos para usuários e empresas:

  • Maior proteção contra fraudes e desvios de valores.
  • Identificação mais ágil de transações suspeitas.
  • Reforço das exigências para entrada de novas instituições e prestadores de serviço.
  • Conformidade regulatória e redução de riscos operacionais.

Especialistas destacam que a limitação de R$ 15 mil, embora possa impactar algumas transações de maior valor, é uma medida estratégica para proteger o sistema financeiro e evitar que criminosos explorem brechas na legislação.

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Medidas complementares de prevenção

O Banco Central também reforçou a importância de monitoramento contínuo e adoção de boas práticas por bancos, fintechs e empresas de pagamento:

  1. Implementação de sistemas de alerta para operações suspeitas.
  2. Autenticação reforçada para clientes e prestadores de serviços.
  3. Auditorias técnicas e avaliação periódica das infraestruturas digitais.
  4. Treinamento e conscientização de equipes para prevenção de fraudes e ciberataques.

Essas práticas devem ser adotadas de forma contínua para reduzir riscos e fortalecer a confiança do público nos serviços digitais.

A segurança do Pix como prioridade

pix banco central
Imagem: rafapress/shutterstock.com

Com mais de 200 milhões de usuários ativos, o Pix se tornou um dos principais meios de pagamento do Brasil. Porém, o crescimento acelerado também trouxe desafios de segurança, exigindo medidas como:

  • Limites de transferência e categorização das instituições de pagamento.
  • Exigência de capital mínimo e certificações para prestadores de serviços.
  • Monitoramento em tempo real para operações acima de valores suspeitos.

O objetivo é garantir que transações digitais ocorram de forma segura, sem prejuízo para clientes ou para a credibilidade do sistema financeiro.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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