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Pix pode atingir 50% do e-commerce até 2028

Pix deve responder por metade dos pagamentos online até 2028. Veja o que explica o avanço e os impactos no mercado.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central (BC), caminha para consolidar uma transformação histórica no comércio eletrônico brasileiro. Segundo estudo da fintech Ebanx, o meio de pagamento pode responder por 50% das transações do e-commerce até 2028, ampliando a vantagem sobre os cartões de crédito.

A projeção confirma a rápida ascensão do Pix desde sua criação, no fim de 2020. Em poucos anos, o sistema reduziu o uso de dinheiro em espécie, ganhou espaço nas compras online e passou a competir diretamente com um mercado tradicionalmente dominado por grandes bandeiras internacionais.

Hoje, mais do que uma alternativa, o Pix se tornou um dos pilares da infraestrutura financeira do país.

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Como o Pix pode transformar seu controle financeiro

Pix já supera cartões no comércio eletrônico

O avanço não é apenas uma expectativa futura — ele já está acontecendo.

Dados do Ebanx indicam que, no último ano:

  • Pix respondeu por 42% das compras online
  • Cartões de crédito ficaram com 41%

A diferença ainda é pequena, mas a tendência aponta para um crescimento consistente.

Com base em informações da consultoria Payments and Commerce Market Intelligence (PCMI), a fintech projeta que:

  • O Pix deve atingir 45% do e-commerce ainda este ano
  • Pode chegar a 50% até 2028
  • A vantagem sobre cartões pode alcançar 14 pontos percentuais

Esse movimento reflete mudanças profundas no comportamento do consumidor brasileiro.

O que explica o crescimento acelerado do Pix

Especialistas apontam que o sucesso do sistema está ligado a três fatores principais: rapidez, custo e confiança.

Transferências instantâneas e sem tarifas

Para o consumidor, pagar com Pix significa concluir uma compra em segundos, muitas vezes sem taxas adicionais — algo que aumenta a atratividade frente a outros meios.

Para lojistas, as tarifas costumam ser menores do que as cobradas pelas operadoras de cartão, além de reduzir riscos de estorno.

Maior aceitação nos sites

Segundo Eduardo de Abreu, líder global de produto do Ebanx, houve um “ganho relevante de confiança da população”, combinado com a maior presença do Pix nas plataformas de venda.

Hoje, é raro encontrar um grande e-commerce brasileiro que não ofereça essa opção.

Pix automático impulsiona pagamentos recorrentes

O lançamento do Pix Automático, voltado para cobranças recorrentes — como assinaturas e mensalidades — ajudou a ampliar ainda mais o alcance do sistema.

A funcionalidade aproxima o Pix de um território antes dominado pelos cartões.

Pagamentos para empresas lideram volume de transações

Dados do Banco Central mostram outra mudança importante: os pagamentos de pessoa para empresa (P2B) se tornaram a principal categoria do Pix.

Em janeiro:

  • 46% das operações foram P2B
  • 40% foram transferências entre pessoas (P2P)

Esse indicador reforça que o sistema deixou de ser apenas uma ferramenta para dividir contas ou enviar dinheiro a amigos — e passou a ocupar papel central na economia formal.

Cartões ainda têm vantagem estratégica

Apesar do avanço do Pix, os cartões de crédito dificilmente desaparecerão.

O principal motivo é cultural e financeiro: o parcelamento.

No Brasil, dividir compras — especialmente as de maior valor — é uma prática profundamente enraizada.

Mesmo quando o Pix oferece desconto, muitos consumidores preferem parcelar para preservar o fluxo de caixa.

Exemplo comum

Imagine uma geladeira de R$ 3.000 com 10% de desconto no Pix.

  • Valor à vista: R$ 2.700
  • Parcelado: R$ 3.000 em 10 vezes

Embora a economia seja relevante, nem todos conseguem desembolsar o valor integral sem comprometer o orçamento.

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Como resume Abreu, o parcelamento continua essencial para uma parcela significativa da população.

Pix também entrou no radar internacional

O crescimento acelerado chamou atenção fora do país.

O sistema virou alvo de questionamentos nos Estados Unidos, que investigam possíveis práticas comerciais desleais — principalmente o fato de o Banco Central atuar simultaneamente como operador do Pix e regulador do sistema financeiro.

Especialistas, porém, costumam destacar que modelos semelhantes existem em outras infraestruturas públicas ao redor do mundo e que o Pix se tornou referência global em pagamentos instantâneos.

Impactos para consumidores e empresas

A expansão do Pix tende a gerar efeitos relevantes em todo o ecossistema financeiro.

Para consumidores

  • Mais opções de pagamento
  • Possibilidade de descontos
  • Liquidação imediata das compras
  • Menor dependência de crédito

Para empresas

  • Redução de custos operacionais
  • Recebimento imediato
  • Melhor gestão de caixa
  • Menor risco de chargeback

Pequenos negócios, em especial, têm se beneficiado da liquidez instantânea.

O futuro dos pagamentos no Brasil

O cenário mais provável não é a substituição completa dos cartões, mas uma convivência estratégica entre diferentes meios de pagamento.

O Pix tende a dominar pagamentos à vista e transações do dia a dia, enquanto os cartões devem manter força em compras parceladas e de maior valor.

Essa combinação pode tornar o sistema financeiro brasileiro ainda mais dinâmico — e competitivo.

O que já parece claro é que o Pix deixou de ser uma novidade para se tornar protagonista da economia digital.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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