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Pix pode ser integrado com sistema internacional de pagamentos? Entenda

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, discutiu o potencial do Pix para se integrar a sistemas de pagamentos internacionais. Saiba mais!

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
pix

Na última quinta-feira (06), o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, fez uma importante declaração sobre o futuro do Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Brasil.

Ele afirmou que o Pix tem um grande potencial para se integrar a sistemas internacionais de pagamentos instantâneos, mas que ainda existem desafios relacionados a governança e regulamentação para que essa integração ocorra de forma eficaz.

Neste artigo, vamos explorar as declarações de Galípolo e o impacto que a integração do Pix com sistemas internacionais pode ter, além dos desafios e avanços tecnológicos envolvidos.

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O Potencial do Pix para Pagamentos Internacionais

Drex
Imagem: Freepik e Canva

A evolução do Pix no Brasil

Lançado em 2020, o Pix rapidamente se tornou um dos sistemas de pagamento mais populares no Brasil, trazendo eficiência, rapidez e baixos custos para transações financeiras.

Segundo Gabriel Galípolo, o Pix não apenas aumentou a concorrência no setor de pagamentos brasileiro, mas também atendeu à crescente demanda por uma opção de pagamento rápida, barata e segura.

O sucesso do Pix no Brasil, com milhões de transações realizadas diariamente, fez com que o sistema ganhasse notoriedade global, com especulações sobre uma possível expansão internacional.

O Pix, com sua infraestrutura moderna e simplificada, tem características que o tornam atraente para integrações internacionais, como a capacidade de realizar transações em tempo real, 24 horas por dia, 7 dias por semana, e com custos reduzidos, o que o torna ideal para o ambiente global de pagamentos.

Integração com sistemas de pagamentos internacionais

Galípolo mencionou, durante sua participação no evento promovido pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) no México, que o Pix tem o potencial de se integrar com sistemas de pagamentos internacionais, ampliando a conectividade financeira entre países.

A possibilidade de expandir o uso do Pix para transações internacionais traria benefícios como a redução de custos com transferências transfronteiriças, maior eficiência nos pagamentos e a criação de um mercado global mais interconectado.

No entanto, ele destacou que, embora a tecnologia não seja mais um obstáculo, existem desafios regulatórios e de governança que ainda precisam ser superados para que essa integração seja possível. Como exemplo, ele citou as diferentes regras de tributação e as regulamentações de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, que variam entre os países.

Essas questões exigem um esforço conjunto de governantes e bancos centrais de diferentes nações para estabelecer um conjunto mínimo de regras que permitam a integração de sistemas de pagamento instantâneo, como o Pix, de forma segura e eficiente.

Desafios Regulatórios na Integração de Sistemas de Pagamento

Pix
Imagem: Freepik e Canva

Governança e regulamentação de pagamentos internacionais

Embora a tecnologia que sustenta o Pix seja compatível com sistemas internacionais, o maior desafio para a sua integração está nas questões de governança e regulamentação.

A diversidade de normas entre os países sobre temas como tributação e prevenção à lavagem de dinheiro cria um ambiente regulatório complexo para a expansão de sistemas de pagamento instantâneo além das fronteiras nacionais.

A integração de sistemas de pagamento, como o Pix, exige o estabelecimento de normas e padrões internacionais que permitam a concorrência de forma justa e equitativa.

Galípolo afirmou que é necessário um consenso entre os países para criar uma estrutura comum que facilite a comunicação e as transações entre sistemas financeiros diferentes, garantindo a segurança das operações e a conformidade com as regulamentações locais.

Além disso, o alto nível de fiscalização e supervisão é essencial para garantir que as transações não sejam usadas para práticas ilícitas, como a lavagem de dinheiro ou o financiamento de atividades terroristas. A cooperação internacional entre autoridades fiscais e bancos centrais será fundamental para superar esses obstáculos.

A necessidade de um sistema financeiro global mais conectado

A conectividade entre sistemas de pagamento instantâneos também pode trazer benefícios significativos para a economia global. Galípolo sugeriu que a integração de sistemas como o Pix com plataformas internacionais pode gerar melhorias nas operações internacionais no médio prazo.

Isso abriria a possibilidade de pagamentos rápidos e baratos entre diferentes países, o que pode beneficiar desde consumidores individuais até grandes corporações envolvidas em comércio internacional.

Esse movimento também poderia ajudar a reduzir as disparidades no acesso a sistemas de pagamento de baixo custo em países em desenvolvimento, o que promoveria uma maior inclusão financeira.

O Avanço do Drex e Seus Potenciais Impactos

Imagem: rafapress / shutterstock.com

O Drex como infraestrutura pública digital

O Drex, moeda digital do Banco Central do Brasil, foi outro tema discutido por Gabriel Galípolo. De acordo com o presidente do BC, o Drex tem o potencial de criar avanços significativos na área de crédito, especialmente em relação ao uso de garantias.

Galípolo acredita que, ao ter a custódia dos ativos e do dinheiro, o sistema financeiro poderia melhorar o financiamento de crédito com ativos colateralizados, como CDBs (Certificados de Depósito Bancário).

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O Drex também poderia desempenhar um papel importante na modernização do sistema financeiro brasileiro, aumentando a eficiência das transações e reduzindo o custo do crédito, que, como destacou Galípolo, é um dos maiores problemas econômicos do Brasil.

O alto custo do crédito no país está diretamente relacionado à dificuldade de obter garantias e à falta de instrumentos financeiros adequados para mitigar riscos.

Potencial de inclusão financeira com o Drex

Além disso, o Drex poderia ser uma ferramenta crucial para impulsionar a inclusão financeira no Brasil, ao tornar os pagamentos digitais mais acessíveis para a população que ainda não tem acesso ao sistema bancário tradicional.

Isso complementa a missão do Pix, que tem sido uma das grandes responsáveis pela redução das desigualdades financeiras no país.

O Papel dos Criptoativos no Sistema de Pagamentos Brasileiro

A crescente utilização de criptoativos

Outro ponto importante levantado por Galípolo foi o aumento do uso de criptoativos no Brasil, tanto como forma de pagamento quanto como investimento. A crescente utilização de criptomoedas levanta questões sobre a privacidade fiscal e a supervisão financeira.

Embora os criptoativos possam oferecer uma alternativa interessante aos meios de pagamento tradicionais, eles também apresentam desafios no que diz respeito à regulação e à conformidade com as leis fiscais.

O presidente do BC mencionou que a divisão entre a privacidade fiscal e a privacidade financeira coloca um desafio para a supervisão do mercado de criptoativos no Brasil. A troca de informações entre a Receita Federal e o Banco Central é um processo complexo, mas necessário para garantir que o uso de criptoativos não seja desvirtuado para fins ilícitos.

Considerações finais

O Pix tem um grande potencial para se tornar uma peça chave nos pagamentos internacionais, mas enfrenta desafios significativos relacionados à governança e à regulamentação.

A integração com sistemas internacionais de pagamento poderia trazer benefícios consideráveis, como a redução de custos e o aumento da eficiência nas transações transfronteiriças.

No entanto, será necessário um esforço coordenado entre os países para estabelecer normas comuns que garantam a segurança e a integridade das operações.

Além disso, o Drex e o crescente uso de criptoativos mostram que o Brasil está se posicionando de forma estratégica para modernizar seu sistema financeiro e aumentar a inclusão digital. A evolução desses sistemas e a cooperação internacional serão fundamentais para moldar o futuro das finanças globais.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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