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Pix pressiona cartão de crédito nas compras online

Pesquisa da Visa Conecta mostra cartão e Pix como líderes no e-commerce, com dados sobre fraude, parcelamento e abandono de carrinho.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
Pix

O cartão de crédito e o Pix são hoje os principais meios de pagamento do comércio eletrônico no Brasil. É o que mostra levantamento da Visa Conecta, empresa criada pela Visa, divulgado nesta quinta-feira (26), ao celebrar os 30 anos do e-commerce no País.

O estudo traça um panorama atualizado sobre hábitos de consumo digital, satisfação, desafios operacionais e comportamento no checkout — etapa considerada crítica para conversão de vendas.

A seguir, você confere uma análise aprofundada dos dados e o que eles revelam para consumidores, lojistas e para o futuro dos meios de pagamento no Brasil.

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Cartão de crédito lidera por pouco, mas Pix encosta

Segundo a pesquisa, 47% dos consumidores utilizaram cartão de crédito na última compra online, enquanto 45% optaram pelo Pix. A diferença é mínima, mostrando que o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil consolidou-se como protagonista no ambiente digital.

Por que o cartão ainda é preferência?

Entre os que escolheram o cartão:

  • 53% citaram o parcelamento como principal motivo
  • 40% mencionaram hábito de uso
  • 38% destacaram melhor controle financeiro

O parcelamento continua sendo um diferencial competitivo no Brasil. Em um cenário de juros elevados e orçamento apertado, dividir compras em 3, 6 ou 12 vezes sem juros é um fator decisivo — especialmente em categorias como eletrônicos, eletrodomésticos e passagens aéreas.

Além disso, o cartão oferece benefícios como programas de pontos, milhas e seguros, reforçando sua atratividade.

Pix já é quase universal

A pesquisa revela que 95% dos brasileiros já utilizaram o Pix em compras digitais. O índice de satisfação é alto: 78%, ligeiramente superior ao cartão, que registrou 74%.

O dado reforça o sucesso da política pública implementada pelo Banco Central, que transformou o Pix no principal meio de transferência do país em poucos anos.

Contudo, há desafios importantes.

Fraudes e reembolso preocupam consumidores

Um dos pontos mais sensíveis do estudo envolve segurança.

  • 62% dos entrevistados relataram problemas de fraude com o Pix
  • No cartão, o índice foi de 36%

A diferença é significativa. O cartão opera com mecanismos consolidados de contestação e chargeback, o que gera maior sensação de proteção. No Pix, embora existam ferramentas como o Mecanismo Especial de Devolução (MED), muitos consumidores ainda percebem dificuldade no reembolso.

A satisfação com a possibilidade de reembolso ficou em 61%, índice inferior ao da satisfação geral.

O que isso significa na prática?

Para o consumidor, o cartão transmite maior segurança em compras de valor elevado ou em lojas menos conhecidas.

Já o Pix é visto como rápido e conveniente, mas ainda precisa evoluir na percepção de proteção contra golpes.

Para o varejista, isso exige:

  • Investimento em antifraude
  • Transparência nas políticas de devolução
  • Comunicação clara sobre segurança

Desafios na jornada de pagamento com Pix

A pesquisa aponta um gargalo operacional importante: a necessidade de sair do ambiente da loja para concluir o pagamento no aplicativo bancário.

Essa etapa gera fricção e pode comprometer a conversão.

  • 87% afirmam que concluir a transferência em poucos segundos dentro do próprio ambiente seria atrativo
  • 70% estão abertos a vincular dados bancários ao estabelecimento para agilizar o processo

Esse dado mostra uma mudança cultural relevante: o consumidor brasileiro está disposto a priorizar conveniência, desde que haja segurança.

Com o avanço do Pix automático e da integração via APIs — já regulamentados pelo Banco Central — a tendência é que a experiência se torne cada vez mais fluida.

E-commerce já faz parte da rotina do brasileiro

O estudo também revela maturidade no comportamento de compra online.

  • 34% compram ao menos uma vez por semana
  • Entre os mais jovens, o índice sobe para 45%
  • 52% realizam compras quinzenalmente ou mensalmente

O comércio eletrônico deixou de ser eventual e tornou-se rotina.

Quando os brasileiros compram online?

  • 38% realizam compras à tarde
  • 37% preferem a noite

Isso indica que o consumo digital está distribuído ao longo do dia, acompanhando jornadas híbridas de trabalho e estudo.

Para empresas, isso reforça a importância de:

  • Sites responsivos
  • Atendimento automatizado
  • Processamento rápido de pagamentos

O maior problema: abandono no checkout

Um dos dados mais estratégicos do levantamento envolve abandono de carrinho.

58% dos consumidores que desistiram da compra abandonaram no momento do pagamento:

  • 37% na escolha do meio
  • 21% na inserção ou confirmação de dados

Isso mostra que a etapa final ainda é o maior gargalo de conversão do e-commerce brasileiro.

Por que o pagamento é o ponto crítico?

Entre os fatores mais comuns estão:

  • Excesso de etapas
  • Falta de opção de pagamento preferida
  • Lentidão na aprovação
  • Desconfiança na segurança

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Para lojistas, a mensagem é clara: simplificar o checkout pode aumentar significativamente as vendas.

Boas práticas incluem:

  • Oferecer múltiplos meios (cartão, Pix, carteiras digitais)
  • Salvar dados com segurança
  • Reduzir cliques
  • Informar prazo e política de devolução antes do pagamento

Tendências para os próximos anos

O cenário aponta para um ambiente híbrido, em que cartão e Pix coexistem e se complementam.

Algumas tendências já visíveis:

Integração do Pix no checkout

Com avanços tecnológicos, a finalização da compra deve ocorrer sem redirecionamentos, aumentando conversão.

Parcelamento via Pix

Estudos e soluções de mercado já testam modelos de crédito atrelados ao Pix, aproximando-o das vantagens do cartão.

Open Finance e personalização

O avanço do Open Finance no Brasil pode permitir ofertas mais personalizadas, baseadas no perfil financeiro do consumidor, ampliando aprovação e reduzindo risco.

O que o consumidor deve considerar ao escolher

A escolha entre cartão e Pix depende do contexto.

Vale optar pelo cartão quando:

  • A compra é de alto valor
  • O parcelamento é necessário
  • O estabelecimento é desconhecido

O Pix é vantajoso quando:

  • Há desconto para pagamento à vista
  • A transação precisa ser imediata
  • O consumidor busca evitar fatura futura

A tendência é que o brasileiro continue utilizando ambos, alternando conforme necessidade.

Conclusão

Três décadas após o início do comércio eletrônico no Brasil, o setor vive uma fase de consolidação e amadurecimento. O cartão de crédito mantém a liderança, sustentado pelo parcelamento e pela percepção de segurança. O Pix, por sua vez, encostou na preferência do consumidor e já é quase universal.

Os desafios agora não são de adesão, mas de experiência, segurança e integração tecnológica.

Para o varejo, investir em checkout eficiente é prioridade estratégica. Para o consumidor, entender as vantagens e riscos de cada meio é essencial para uma experiência mais segura.

O e-commerce brasileiro não apenas cresceu — ele se tornou parte do cotidiano.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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