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Pix realmente está acabando com dinheiro físico no Brasil?

O Pix tem alcançado cada vez mais espaço na economia brasileira com recordes recentes. Veja a situação do dinheiro em espécie!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Gráficos ao fundo em direção ascendente. Ao centro, o logo do Pix.

Na última semana, o Banco Central (BC) divulgou novas marcas atingidas pelo Pix, com recordes de transações por dois dias seguidos. Desde o lançamento, em 2020, o serviço tem conquistado cada vez mais espaço no mercado financeiro e no ano passado foi considerado o meio de pagamento mais usado entre os brasileiros. 

Com a digitalização do sistema, é provável que dúvidas acerca da existência do dinheiro físico apareçam. Afinal, hoje é cada vez mais difícil usar notas para efetuar compras de bens ou serviços. Antes do Pix, o cenário já era assim com o uso do cartão de crédito

Incentivo ao uso do dinheiro físico

No entanto, ao contrário do que muitos pensam, a circulação de dinheiro físico tem crescido nos últimos anos em território nacional. Segundo dados do Banco Central, divulgados pela CNN, de 2019 a 2021, a quantidade passou de R$ 280 bilhões para R$ 340 bilhões. 

Um dos fatores que estão por trás do incentivo ao dinheiro físico são os programas sociais do Governo Federal. Apesar de plataformas digitais disponíveis, nem todos os cidadãos dispõem de acesso à internet ou aparelho para conseguir efetuar as transações bancárias. 

O Bolsa Família, por exemplo, atende mais de 20 milhões de brasileiros mensalmente com um valor mínimo de R$ 600. Há, ainda, o Auxílio Gás, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), dentre outros que fazem com que muitos brasileiros recebam o dinheiro em espécie.

Recorde das transações via Pix 

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Os recordes consecutivos das transações via Pix foram registradas nos dias 6 e 7 de julho, com 129,4 milhões de transações e 134,8 milhões, respectivamente. A marca foi anunciada pelo BC no início desta semana. 

Além dos números expressivos diários, a autarquia ainda informou que, no mês de julho, foram realizadas 2,86 bilhões de transferências pelo sistema instantâneo, mais um resultado histórico para o serviço. 

Imagem: Pixels Hunter / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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