O Banco Central (BC) anunciou na sexta-feira, 5 de setembro de 2025, um novo marco histórico para o Pix, sistema de pagamentos instantâneos que se consolidou como principal meio de transações financeiras no Brasil. Em apenas um dia, foram realizadas 290 milhões de operações via Pix, somando R$ 164,8 bilhões em movimentação financeira.
Pix atinge recorde de movimentações nesta sexta-feira (5), segundo BC
Banco Central registra recorde do Pix: 290 milhões de transações e R$ 164,8 bilhões movimentados em um único dia.
Esse volume supera o recorde anterior, de 276,7 milhões de transações em 6 de junho de 2025, e confirma a trajetória de crescimento contínuo da ferramenta lançada em novembro de 2020.
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A importância do Pix para a economia brasileira
Um instrumento de inclusão financeira
Desde sua criação, o Pix tem sido considerado pelo Banco Central uma infraestrutura digital pública fundamental para modernizar e democratizar o sistema de pagamentos no país.
O modelo:
- Elimina barreiras de acesso para pessoas sem conta bancária tradicional, permitindo operações por meio de aplicativos de fintechs e bancos digitais;
- Reduz custos para consumidores e empresas, já que a maioria das transações é gratuita para pessoas físicas;
- Agiliza o funcionamento da economia, com liquidação imediata de valores 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados.
Segundo o Banco Central, o novo recorde “é mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para o funcionamento da economia nacional”.
O crescimento do Pix em números
De 2020 a 2025: cinco anos de evolução
Lançado em novembro de 2020, o Pix cresceu de forma exponencial:
- Em 2021, registrava em média 30 milhões de transações por dia;
- Em 2023, o número saltou para cerca de 120 milhões de operações diárias;
- Em 2025, ultrapassou a marca de 200 milhões de transações em dias comuns e alcançou o recorde histórico de 290 milhões em um único dia.
Comparação com meios tradicionais
O Pix já supera com folga:
- O TED e DOC, antes principais instrumentos de transferências bancárias;
- As transações de cartões de débito em volume de operações;
- Está em rota de crescimento também frente ao cartão de crédito, especialmente com a implementação do Pix Parcelado e do Pix Garantido, que simulam funcionalidades do crédito tradicional.
Por que o Pix cresce tanto?
Fatores determinantes
1. Praticidade e instantaneidade
O Pix permite transferências em segundos, 24 horas por dia, sem restrições de horário bancário.
2. Custo reduzido
Para pessoas físicas, o Pix é gratuito na maioria dos casos, ao contrário de TED e DOC, que eram cobrados.
3. Integração com o varejo
Comércios passaram a aceitar Pix como forma preferencial de pagamento, reduzindo custos com maquininhas de cartão e recebendo valores à vista.
4. Inovação regulatória
O Banco Central adicionou novas funções, como o Pix Saque, Pix Troco, Pix Automático e agora o Pix Parcelado, ampliando o leque de possibilidades.
Pix e o impacto no comércio
Uma revolução para pequenos e grandes negócios
A adoção em massa do Pix trouxe mudanças significativas para o setor comercial:
- Microempreendedores e informais passaram a ter acesso a pagamentos digitais, sem taxas elevadas;
- Pequenos negócios conseguiram aumentar a liquidez, já que o recebimento é instantâneo;
- Grandes varejistas passaram a oferecer descontos para pagamentos via Pix, estimulando a preferência dos consumidores.
Segurança e desafios do Pix

O outro lado da moeda
Com o crescimento, também surgiram desafios relacionados à segurança:
- Golpes digitais, como falsos comprovantes e QR Codes adulterados;
- Sequestros-relâmpago, em que criminosos obrigam vítimas a realizar transferências instantâneas.
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Para enfrentar esses riscos, o Banco Central e as instituições financeiras implementaram medidas como:
- Limites de transações noturnas;
- Monitoramento inteligente de transações suspeitas;
- Mecanismos de devolução de valores em casos comprovados de fraude.
Recorde de R$ 164,8 bilhões: o que isso representa?
Um termômetro da economia
A movimentação de R$ 164,8 bilhões em um único dia mostra não apenas a popularidade do Pix, mas também sua importância no ciclo econômico nacional.
Especialistas destacam que:
- O volume indica maior formalização das transações antes feitas em dinheiro vivo;
- Representa um aumento no fluxo de consumo e nas atividades empresariais;
- Mostra a robustez da infraestrutura tecnológica do Banco Central, capaz de suportar picos de demanda sem instabilidade significativa.
Pix e a agenda do Banco Central
Próximos passos
O Banco Central já trabalha em novas funcionalidades do Pix, entre elas:
- Pix Internacional: permitirá transferências para outros países, reduzindo custos de remessas;
- Pix com Garantia: funcionará como uma forma de crediário, com segurança adicional;
- Integração com identidades digitais: ampliando o uso em serviços públicos e privados.
Essas inovações mantêm o Pix no centro da estratégia de inclusão financeira e digitalização da economia brasileira.
O futuro do sistema de pagamentos

Especialistas acreditam que o Pix tem potencial para:
- Reduzir ainda mais o uso de dinheiro em espécie;
- Substituir progressivamente outros meios de pagamento, como boletos;
- Ampliar a concorrência bancária, pressionando instituições a oferecer serviços financeiros mais acessíveis.
No médio prazo, o Pix pode se tornar não apenas o principal meio de pagamento no Brasil, mas também um modelo de referência internacional para países que estudam adotar sistemas semelhantes.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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