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Segurança do Pix vai mudar: veja as novidades anunciadas pelo Banco Central

Banco Central anuncia mudanças no Pix para aumentar a segurança. Ferramenta permitirá devolução de fraudes em até 11 dias e comunicação.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Pix

O sistema de pagamentos instantâneos Pix se consolidou como a forma mais popular de transferências financeiras no Brasil. Com bilhões de transações realizadas todos os meses, a praticidade trouxe também um desafio crescente: o aumento das fraudes. Após o ataque hacker à empresa Sinqia, que conecta instituições ao Banco Central, a discussão sobre a segurança digital voltou ao centro das atenções.

Apesar de não ter ocorrido vazamento de dados pessoais nesse episódio, a vulnerabilidade do sistema reacendeu um alerta: como proteger o usuário quando o golpe já está em andamento? Para responder a esse cenário, o Banco Central anunciou novas medidas que prometem mudar o funcionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ampliando a proteção contra fraudes.

O crescimento das fraudes com Pix

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Imagem: Freepik e Canva

Popularidade e riscos

O Pix movimenta trilhões de reais anualmente e já é o principal meio de pagamento no país. Mas o sucesso trouxe efeitos colaterais: cerca de 400 mil fraudes por mês são registradas oficialmente pelo Banco Central.

Leia mais: Caixa Tem anuncia novidade: Pix será liberado para parte dos usuários

Por que o Pix está no centro dos golpes?

  • Transações instantâneas dificultam a reação dos bancos.
  • Criminosos transferem os valores rapidamente para várias contas, fragmentando o dinheiro.
  • Falta de comunicação imediata entre instituições atrasa os bloqueios.

O que é o MED?

O MED foi criado pelo Banco Central em 2021 para permitir que clientes vítimas de fraudes possam ter seus recursos bloqueados e, em alguns casos, devolvidos.

Como funciona atualmente

  • O pedido de devolução deve ser feito pelo cliente no banco de origem.
  • O dinheiro é bloqueado na conta que recebeu a transferência.
  • Após análise, o valor pode ser devolvido ao cliente lesado.

Limitações do sistema atual

  • Bloqueio só acontece na primeira conta que recebeu o Pix.
  • Fraudadores costumam transferir rapidamente para outras contas, esvaziando os valores.
  • Comunicação entre bancos e clientes é lenta, reduzindo a chance de recuperação.

Novas funcionalidades anunciadas pelo Banco Central

O Banco Central reconheceu os gargalos do sistema e anunciou melhorias que entrarão em vigor em 23 de novembro de 2025, com obrigatoriedade para todos os bancos a partir de fevereiro de 2026.

Principais novidades

1. Botão de comunicação rápida

Todos os aplicativos bancários terão um botão exclusivo na área do Pix para denúncias de fraudes. Isso vai agilizar o contato do cliente com a instituição e permitir bloqueios mais eficazes.

2. Rastreio ampliado das transações

O MED passará a identificar não apenas a primeira conta que recebeu os valores, mas também o caminho completo do dinheiro, acompanhando as movimentações até chegar ao destino final.

3. Mais tempo para devolução

A devolução poderá ser realizada em até 11 dias após a contestação, oferecendo maior prazo para análise dos casos e rastreamento dos recursos.

Como solicitar a devolução no novo sistema?

Prazo para contestação

O cliente terá até 80 dias após a transação para registrar a ocorrência no banco.

Passo a passo esperado

  1. Acessar o aplicativo do banco e clicar no botão de contestação dentro da área do Pix.
  2. Informar detalhes da transação suspeita.
  3. O banco aciona o MED para bloquear os recursos.
  4. O sistema rastreia as movimentações até o destino final.
  5. Caso confirmada a fraude, os valores podem ser devolvidos ao cliente em até 11 dias.

Impactos para usuários e instituições financeiras

Para os clientes

  • Maior rapidez na comunicação com os bancos.
  • Chances ampliadas de recuperar o dinheiro.
  • Maior confiança no uso do Pix no dia a dia.

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Para os bancos

  • Obrigatoriedade de atualização dos aplicativos.
  • Investimentos em sistemas de rastreamento mais complexos.
  • Pressão para melhorar o atendimento em tempo real.

Atenção dos usuários continua essencial

Mesmo com as novidades, especialistas alertam que a prevenção ainda é o principal recurso contra fraudes.

Dicas para reduzir riscos

  • Nunca compartilhe senhas ou códigos de acesso.
  • Desconfie de mensagens de urgência pedindo transferências.
  • Ative limites de transações noturnas nos aplicativos.
  • Em caso de fraude, acione imediatamente o banco.

Cidades com maior risco de golpes

Pix
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

De acordo com dados do Banco Central, grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro concentram o maior volume de operações via Pix e, consequentemente, lideram também as estatísticas de fraudes. Por isso, as instituições nessas regiões terão um papel crucial na implementação rápida das novas medidas.

FAQ – Perguntas frequentes

1. O que muda no Pix a partir de novembro de 2025?
Será incluído um botão de comunicação rápida nos aplicativos bancários e o MED passará a rastrear todas as contas por onde o dinheiro circulou.

2. Até quando será obrigatória a implementação das novas regras?
Todos os bancos deverão adotar as medidas até fevereiro de 2026.

3. Quanto tempo tenho para contestar uma transação suspeita?
O cliente terá até 80 dias após a transação para registrar o pedido no banco.

4. O Pix continuará sendo gratuito para pessoas físicas?
Sim. As mudanças são voltadas apenas para segurança e não alteram os custos do sistema.

Considerações finais

O anúncio do Banco Central representa um passo importante na evolução da segurança digital no Brasil. O novo sistema de devolução pelo Pix promete agilidade, rastreamento ampliado e maior chance de recuperação de valores, reduzindo os impactos dos golpes.

Entretanto, a responsabilidade continua sendo compartilhada entre usuários, bancos e reguladores. Enquanto os criminosos se sofisticam, o sistema financeiro precisa se manter à frente para proteger o meio de pagamento que já é considerado indispensável no cotidiano dos brasileiros.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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