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Nova regra vai limitar o Pix; entenda o que muda

As novas regras do Pix, que entram em vigor em novembro, vão limitar transferências em dispositivos não cadastrados. Confira!

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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A partir do dia 1º de novembro, o sistema de pagamentos instantâneos Pix, lançado pelo Banco Central do Brasil em 2020, passará a operar sob novas diretrizes de segurança. As mudanças foram anunciadas em julho e têm o objetivo de minimizar o risco de fraudes nas transações, especialmente as que ocorrem por meio de dispositivos desconhecidos ou roubados.

Essas regras pretendem aumentar a segurança dos usuários e exigem também a adaptação das instituições financeiras que oferecem o serviço.

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Principais Mudanças nas Transferências Pix

Saque Pix
Imagem: Sidney de Almeida/shutterstock

As novas diretrizes do Banco Central trazem regras mais rígidas para o uso do Pix, especialmente para transações realizadas em dispositivos móveis ou computadores que não estejam previamente cadastrados pelo usuário. Confira abaixo as principais alterações:

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Limite de Transferências para Dispositivos Não Cadastrados

O Banco Central definiu que as transferências realizadas a partir de dispositivos que não são cadastrados previamente pelo usuário terão um limite máximo de R$ 200. Essa medida visa reduzir os casos de fraude onde criminosos, após roubarem um celular ou acessarem credenciais de login, tentam realizar transferências de altos valores.

Impacto para os usuários:

  • O limite de R$ 200 vale apenas para dispositivos não cadastrados, enquanto dispositivos registrados não terão restrições para transferências maiores, desde que sigam os limites diários de cada conta.
  • Para transferências abaixo de R$ 200, os usuários podem realizar operações a partir de qualquer dispositivo, desde que o limite diário não ultrapasse R$ 1.000.

Segundo o Banco Central, a expectativa é que essa medida previna golpes de engenharia social e roubos onde criminosos tentam acessar contas para realizar transferências de valores elevados.

Requisitos para o Cadastro de Dispositivos

Para que o dispositivo do usuário seja considerado seguro e apto para transferências acima de R$ 200, será necessário fazer o cadastro antecipado no sistema da instituição financeira. Esse processo será realizado por meio dos aplicativos e sites dos bancos, onde o usuário poderá registrar seus dispositivos de confiança.

Por que o Banco Central Implementou essas Mudanças?

A decisão do Banco Central de ajustar as regras do Pix se deve ao aumento significativo dos casos de fraudes digitais e roubos de dispositivos, especialmente smartphones. Os golpes de engenharia social, onde criminosos induzem os usuários a fornecerem informações pessoais, são uma ameaça crescente, e essas novas regras representam um esforço para mitigar esses riscos.

Outras Medidas Adicionais para o Fortalecimento da Segurança

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Além do limite de valor para transferências em dispositivos não cadastrados, o Banco Central determinou que as instituições financeiras adotem novas práticas de segurança, como:

  1. Gerenciamento de Risco e Análise de Fraudes: Os bancos devem implementar soluções avançadas para identificar atividades suspeitas e transações que não estejam de acordo com o perfil do cliente.
  2. Informações de Prevenção ao Cliente: Todas as instituições financeiras deverão informar aos clientes, de forma clara e acessível, as práticas recomendadas para evitar fraudes e proteger seus dados.
  3. Verificação Periódica de Fraudes: Pelo menos a cada seis meses, as instituições financeiras devem verificar na base de dados do Banco Central se seus clientes estão marcados como envolvidos em fraudes. Se um cliente apresentar histórico de fraudes, a instituição poderá impor limites adicionais ou bloquear temporariamente as transações.

Impactos Esperados para Usuários e Instituições

Pix Instabilidade
Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As novas regras do Pix trarão um impacto direto para os usuários que ainda não estão acostumados a registrar dispositivos. Essa nova rotina pode parecer um pouco inconveniente para alguns, mas é uma medida crucial para reduzir os golpes.

As instituições financeiras terão a responsabilidade de atualizar seus sistemas e treinar seus clientes sobre as novas regras, o que pode envolver investimentos em tecnologia de segurança e comunicação para adequação às normas.

Considerações finais

Essas novas medidas de segurança representam mais um passo do Banco Central para consolidar o Pix como uma solução de pagamento digital segura e confiável. Desde seu lançamento, o Pix revolucionou como os brasileiros realizam transações, mas a segurança tornou-se uma preocupação essencial à medida que o uso do sistema aumentou exponencialmente.

Com essas mudanças, espera-se que o Pix continue a ser uma opção popular para transferências rápidas e convenientes, agora com uma segurança reforçada. A possibilidade de novos ajustes nas regras de segurança permanece em aberto, uma vez que o Banco Central monitora constantemente o cenário de fraudes e a evolução das ameaças digitais.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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