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Pix ultrapassa 50% das transações de pagamento e domina o mercado brasileiro

O Pix já movimenta mais da metade das transações no Brasil e supera cartões e boletos. Entenda os dados do BC e veja o impacto no mercado.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
pix

O Pix completou cinco anos com um marco histórico no sistema financeiro brasileiro: tornou-se o principal meio de pagamento do país. Segundo dados recém-divulgados pelo Banco Central, a ferramenta já representa mais da metade das operações realizadas no Brasil. Neste artigo, você entenderá o alcance desse avanço, o impacto nos demais métodos de pagamento e as tendências para os próximos anos. Continue a leitura para ver os números completos.

Leia mais: Pix entra no radar da Receita Federal em 2025

Pix atinge 51,2% das operações e consolida liderança

Entre abril e junho deste ano, o Brasil registrou 19,3 bilhões de transações via Pix, um crescimento de 10,5% na comparação com o trimestre anterior. Esse volume expressivo fez com que a ferramenta chegasse à marca de 51,2% de todas as operações de pagamento do país.

O novo balanço de estatísticas de pagamentos do Banco Central, publicado em 2 de novembro, reforça o ritmo acelerado dessa modalidade. Nenhum outro meio cresce com a mesma intensidade — nem mesmo os cartões, que historicamente dominavam o comércio e o consumo.

Crescimento do Pix supera com folga cartões e boletos

Enquanto o Pix avançou mais de 10% em um único trimestre, os demais meios apresentaram evolução bem mais tímida:

Em volume, essas modalidades somaram:

  • 5,4 milhões de transações com crédito
  • 4,0 milhões com débito
  • 3,2 milhões com pré-pago

Outros métodos ficaram ainda mais distantes do Pix. Os boletos registraram 1,4 bilhão de operações, enquanto os cheques — já em desuso — totalizaram apenas 33 milhões de emissões no trimestre.

No acumulado geral, 48,8% das transações vieram de todos os meios somados, enquanto o Pix sozinho atingiu 51,2%.

É a primeira vez que uma tecnologia de pagamento domina tão amplamente o mercado.

Apesar do volume, TED ainda movimenta mais dinheiro que o Pix

O volume financeiro movimentado é outro ponto de atenção. Embora o Pix lidere em número de operações, a TED permanece como o instrumento que mais transfere recursos:

  • TED: R$ 11,4 trilhões no 1º trimestre
  • Pix: R$ 8,4 trilhões no mesmo período

A diferença se explica pelo perfil das transações:
a TED é usada majoritariamente por empresas e transferências de alto valor, enquanto o Pix domina pagamentos cotidianos, pessoais e de pequeno a médio porte.

Detalhamento revela como o Pix é usado pelos brasileiros

Os dados do Banco Central também mostram como os usuários realizam suas transações. O uso da chave Pix se mantém como a forma mais popular, concentrando metade de todas as operações do sistema.

Em seguida estão:

  • Inserção manual de agência e conta: 39,4%
  • Pagamento via QR Code dinâmico: 8,3%

O QR Code, apesar de menos expressivo, tem ganhado força em estabelecimentos físicos e no varejo digital, que buscam alternativas mais rápidas e baratas que os cartões.

Pix conquista principalmente pessoas entre 20 e 59 anos

O perfil etário dos usuários revela uma ampla aceitação entre o público adulto. De acordo com o Banco Central:

  • 77% das operações são feitas por pessoas entre 20 e 59 anos
  • 28,7% correspondem à faixa de 30 a 39 anos — o maior grupo
  • Pessoas acima de 60 anos respondem por 5,6% das transações

O dado indica que o Pix já está consolidado entre adultos economicamente ativos, mas ainda tem potencial de crescimento no público idoso.

Região Sudeste lidera uso do Pix no Brasil

A distribuição regional também chama atenção. O Sudeste concentra a maior parte das transações:

  • Sudeste: 43%
  • Nordeste: 27%
  • Sul: 12%
  • Norte: 10%
  • Centro-Oeste: 8%

A forte concentração no Sudeste reflete a densidade populacional e o maior acesso a smartphones e serviços financeiros. No entanto, o crescimento no Norte e Nordeste tem sido acelerado, impulsionado pela maior digitalização bancária e pelos programas de transferência de renda, que passaram a adotar o Pix como forma de pagamento complementar.

Por que o Pix se tornou dominante em tão pouco tempo?

Vários fatores contribuíram para que o Pix superasse rapidamente cartões e boletos:

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1. Custos reduzidos para empresas e usuários

Para consumidores, o Pix é gratuito na maioria das operações. Para empresas, as taxas são bem menores que as de cartões, o que o torna mais atrativo no varejo.

2. Disponibilidade 24 horas

O sistema funciona sem interrupções, mesmo em fins de semana e feriados, o que o torna mais eficiente que DOCs, TEDs e boletos.

3. Rapidez na compensação

A liquidação instantânea cria agilidade no comércio, no recebimento de salários e em transferências entre pessoas.

4. Integração com aplicativos e QR Code

O uso em apps de delivery, transporte e varejo acelerou o hábito de pagamento instantâneo.

5. Confiança do Banco Central

A credibilidade institucional deu segurança a empresas e consumidores, favorecendo a adoção rápida.

O Pix deve crescer ainda mais? Tendências para os próximos anos

Especialistas apontam que o Pix ainda tem espaço para expansão. Entre as tendências previstas:

  • Aumento do uso de QR Code estático no comércio
  • Expansão do Pix Automático (débitos recorrentes)
  • Implementação mais ampla do Pix Internacional
  • Crescimento em microempresas e trabalhadores autônomos
  • Substituição gradual de boletos em pagamentos de rotina

A expectativa do setor financeiro é que o Pix alcance mais de 30 bilhões de transações trimestrais até 2027.

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Com informações de: Poder360

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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