O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, o Projeto de Lei (PL) 2628/2022, destinado a proteger crianças e adolescentes contra a exposição a conteúdos impróprios e crimes digitais.
Redes sociais: Câmara aprova medidas contra adultização infantil
Câmara aprova PL que protege crianças e adolescentes nas redes sociais, prevê fiscalização autônoma e penalidades.
Histórico do projeto e tramitação

O PL 2628/2022 foi originalmente apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e relatado na Câmara pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI). A proposta recebeu apoio de diversas organizações da sociedade civil voltadas à proteção de crianças e adolescentes.
Leia mais: Projeto para criar carteira nacional de professores é aprovado na Câmara
Alterações importantes na Câmara
Entre as modificações, destaca-se a criação de uma autoridade nacional autônoma, responsável pela fiscalização e regulamentação da lei. Esta entidade terá autonomia para supervisionar o cumprimento das regras e aplicar sanções às plataformas digitais em caso de descumprimento.
Conteúdos e obrigações para plataformas digitais
Entre os conteúdos proibidos estão:
- Exploração e abuso sexual
- Violência física e intimidação
- Assédio e práticas publicitárias enganosas
- Promoção e comercialização de jogos de azar
Além disso, a lei define regras específicas para supervisão parental, coleta e tratamento de dados pessoais de menores e restrições para jogos eletrônicos que envolvam apostas.
Penalidades e sanções
O não cumprimento das regras estabelecidas pela lei pode levar as plataformas a receber advertências, serem multadas em valores que chegam a cinquenta milhões de reais, ter suas atividades suspensas temporariamente ou até serem proibidas de operar de forma permanente no país.
Reação política e consenso
Apesar de inicialmente enfrentar resistência da oposição, o projeto obteve adesões significativas após ajustes no texto. Entre as mudanças que facilitaram a aprovação estão a criação de uma agência reguladora autônoma e restrições claras sobre quem pode solicitar a remoção de conteúdo.
Parlamentares destacaram que o interesse coletivo e a proteção das crianças se sobrepuseram às divergências políticas, evidenciando consenso em torno da necessidade de regulamentação do ambiente digital infantil.
Especialistas destacam impacto no ECA
Segundo especialistas, o PL 2628 adapta dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) às redes sociais, onde tais direitos nem sempre são aplicados. A legislação busca equilibrar a proteção infantil com a liberdade de expressão, restringindo apenas conteúdos de exploração sexual, pornografia, assédio e incentivo à automutilação.
Proteção da liberdade de expressão
A lei mantém opiniões, críticas e reportagens jornalísticas intactas, garantindo que a regulação não se torne um instrumento de censura generalizada.
Repercussão nacional

O tema ganhou ampla visibilidade após um vídeo do humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, denunciar a exploração de menores por influenciadores digitais. O vídeo, com milhões de visualizações, mobilizou autoridades, políticos, organizações da sociedade civil e famílias em prol da proteção infantil nas redes sociais.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Influência da sociedade civil
O engajamento de ONGs e entidades representativas foi crucial para a aprovação da medida. A pressão social demonstrou que há consenso na necessidade de proteger crianças e adolescentes do acesso a conteúdos nocivos no ambiente digital.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é o PL 2628/2022?
É um projeto de lei que visa proteger crianças e adolescentes de conteúdos impróprios e crimes digitais, regulamentando a atuação de plataformas online.
Quais conteúdos são proibidos para menores?
Exploração sexual, violência, assédio, publicidade predatória e jogos de azar, entre outros.
Quem fiscaliza o cumprimento da lei?
Uma autoridade nacional autônoma, que terá autonomia para regular e aplicar penalidades às plataformas.
Como funciona a remoção de conteúdos ofensivos?
As plataformas devem retirar imediatamente publicações ofensivas assim que notificadas pela vítima, representantes legais, Ministério Público ou entidades de defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
Considerações finais
A união de esforços entre Poder Legislativo, sociedade civil e especialistas evidencia que é possível construir consensos em torno de causas que afetam diretamente o bem-estar de crianças e adolescentes.
A legislação também serve como referência para políticas futuras, reforçando a necessidade de constante atualização das normas diante da evolução tecnológica e dos desafios do mundo digital.
