O Sebrae e a Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas (FPMPE) intensificaram, nesta semana, a mobilização em torno da tramitação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021. A proposta prevê mudanças importantes na Lei Complementar nº 123/2006, com impacto direto para milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs) em atividade no Brasil.
Sebrae e deputados querem acelerar aprovação da lei que amplia faturamento do MEI
Projeto de lei quer elevar o teto do MEI para R$ 130 mil ao ano e permitir até dois empregados. Proposta pode beneficiar milhões de brasileiros.
O objetivo do projeto é atualizar os parâmetros da categoria, elevando o teto de faturamento anual de R$ 81 mil para R$ 130 mil. Além disso, o texto propõe dobrar o limite de empregados contratados pelo MEI, passando de um para dois.
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Por que o teto do MEI precisa mudar?

Atualmente, o limite de faturamento do MEI está congelado em R$ 81 mil desde 2016. De lá para cá, a inflação acumulada, o aumento no custo de vida e a evolução do perfil dos pequenos empreendedores brasileiros tornam urgente uma atualização desses valores.
De acordo com o presidente do Sebrae, Décio Lima, “o atual limite está defasado e não corresponde à realidade econômica atual. A proposta tem o apoio do Congresso e do governo federal, então a expectativa é positiva”.
Panorama atual do MEI no Brasil
O número de MEIs no Brasil continua a crescer em ritmo acelerado. Apenas no primeiro trimestre de 2025, foram registrados mais de 1,4 milhão de novos pequenos negócios, sendo 78% deles MEIs. Esse volume representa um crescimento de 35% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Atualmente, o país conta com cerca de 15,7 milhões de microempreendedores individuais com CNPJ ativo. Eles são maioria entre todas as empresas registradas e têm papel fundamental na geração de renda, inclusão social e dinamização da economia local.
O que é necessário para ser MEI?
Para se enquadrar como MEI, o empreendedor precisa cumprir alguns critérios:
- Ter faturamento anual de até R$ 81 mil (média de R$ 6.750 por mês);
- Não possuir participação como sócio ou titular em outra empresa;
- Exercer uma das mais de 400 atividades econômicas permitidas para a categoria;
- Contratar, no máximo, um funcionário com salário mínimo ou piso da categoria.
Benefícios do MEI
A formalização como MEI traz vantagens importantes. Entre os principais benefícios estão:
- Cobertura previdenciária (auxílio-doença, aposentadoria, salário-maternidade);
- Emissão de nota fiscal;
- Facilidade na abertura de conta bancária empresarial;
- Possibilidade de acesso a crédito com condições diferenciadas;
- Regularização do negócio e mais segurança jurídica.
Como seria com o novo teto
Com a aprovação do PLP 108/2021, o faturamento anual permitido passaria para R$ 130 mil, uma média de R$ 10.833 por mês. Isso permite que empreendedores cresçam sem precisar migrar para categorias mais complexas do Simples Nacional.
Além disso, a possibilidade de contratar dois funcionários amplia a capacidade de operação dos pequenos negócios, que muitas vezes são familiares ou atuam com estrutura enxuta.
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Tramitação do projeto

A estratégia da Frente Parlamentar é mobilizar os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado para acelerar a tramitação. O projeto precisa ser aprovado nas duas casas legislativas antes de ir à sanção presidencial.
Parlamentares favoráveis à proposta alegam que a modernização das regras do MEI pode estimular o empreendedorismo, gerar empregos e aumentar a arrecadação de tributos com a formalização de mais trabalhadores.
Expectativas para aprovação
Apesar do apoio do Sebrae, da FPMPE e de parte do Congresso, ainda não há uma data definida para votação. No entanto, a movimentação política recente sinaliza que o projeto pode avançar ainda em 2025.
A proposta também é bem recebida por entidades ligadas ao setor produtivo e por especialistas em economia, que veem no novo limite uma oportunidade de fortalecer a base dos microempreendedores sem comprometer o equilíbrio fiscal.
Possíveis impactos positivos
Se aprovado, o novo teto poderá impulsionar:
- A formalização de milhares de trabalhadores informais;
- O crescimento sustentável de negócios já existentes;
- A geração de novos postos de trabalho;
- A redução da evasão do Simples Nacional por faturamento excessivo;
- Maior estabilidade e segurança jurídica para o MEI.
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