Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Polêmica em São Paulo: Projeto de Lei propõe proibir uso da palavra ‘carne’ em alimentos vegetais

Avatar de Bruna Cassana Machado Bruna Cassana Machado · · 2 min de leitura
Imagem de uma carne crua tempeada em cima de uma tábua

Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), um debate acalorado surge com a aprovação do Projeto de Lei 304/2024, que visa proibir o uso da palavra “carne” e seus equivalentes em embalagens, rótulos e publicidades de alimentos que não contenham produtos de origem animal.

Essa iniciativa tem provocado intensas discussões entre defensores e críticos, refletindo as mudanças no mercado alimentício e as preocupações com a clareza nas informações prestadas aos consumidores.

O que aconteceu?

Imagem de uma carne crua tempeada em cima de uma tábua
Imagem: Lukas / Pexels

A proposta legislativa, já aprovada em plenário, pretende estabelecer novas diretrizes para a rotulagem de alimentos denominados “plant based” ou à base de plantas.

Segundo o PL 304/2024, fica proibido o uso dos termos “carne”, “carnudo”, “cárneo” e outros similares em produtos que não sejam de origem animal. Isso inclui alimentos como hambúrgueres vegetarianos, salsichas à base de vegetais e outras opções que vêm ganhando espaço nas prateleiras dos supermercados.

Argumentos do Projeto de Lei que proíbe a palavra ‘carne’ nos rótulos

De acordo com os defensores da medida, a legislação é necessária para evitar confusões e assegurar que os consumidores não sejam enganados quanto à natureza dos produtos que estão adquirindo.

Com o crescimento da popularidade dos alimentos plant based, há uma preocupação crescente sobre como esses produtos são apresentados ao público. O projeto busca garantir que as embalagens e rótulos sejam claros e precisos, refletindo fielmente o conteúdo dos produtos.

Além disso, o PL também prevê sanções rigorosas para aqueles que descumprirem as novas regras. As multas podem chegar até R$ 177 mil, e as empresas infratoras estarão sujeitas à apreensão dos produtos irregulares, visando desencorajar práticas que possam induzir os consumidores a erro.

Reações e impactos

Críticos do projeto argumentam que a proibição do uso da palavra “carne” em alimentos de origem vegetal pode ser excessiva e prejudicar a liberdade de expressão das empresas alimentícias. Além disso, há preocupações quanto à possível confusão que essa medida poderia gerar entre os consumidores menos informados.

Veja também:

Governo dá início à concessão de microcrédito do CadÚnico; saiba mais

A discussão está longe de terminar, e agora o projeto segue para as próximas etapas legislativas, onde poderá sofrer emendas e ajustes antes de uma possível votação final. Enquanto isso, o setor de alimentos vegetais aguarda com expectativa a definição das novas regras que poderão moldar o mercado e o comportamento dos consumidores nos próximos anos.

Imagem: Lukas / Pexels

Compartilhar