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Policia Federal faz operação contra fraude no INSS; confira!

Polícia Federal realiza operação para combater fraudes no INSS, investigando esquemas que prejudicam os cofres públicos. Entenda.

Em uma diligente operação realizada na última quinta-feira (23), a Polícia Federal lançou nova ofensiva contra um grupo acusado de promover fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação, denominada Operação Metamorfose, aponta para uma complexa rede de crimes contra o sistema previdenciário brasileiro.

Esta nova fase da operação visa desmantelar um esquema que causou prejuízos milionários aos cofres públicos, afetando diretamente a sustentabilidade do INSS.

A saber, os suspeitos usavam documentos falsos e informações fraudulentas para obter benefícios indevidos. A PF continua investigando a extensão das fraudes e os envolvidos. Neste artigo, vamos detalhar a operação, os métodos usados pelos criminosos e os impactos no sistema previdenciário.

INSS: Como funcionavam as fraudes?

Celular com logo do INSS
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Os investigados são acusados de uma série de estratégias ilícitas para burlar o sistema. Utilizando dados de beneficiários inexistentes ou já falecidos, os suspeitos conseguiam reativar ou iniciar novos benefícios indevidamente. Entre os benefícios manipulados estão o Benefício de Prestação Continuada (BPC-Loas), pensões por morte e outros subsídios destinados a idosos em situação de insuficiência financeira.

Para garantir o êxito das fraudes, os indivíduos envolvidos no esquema se apresentavam como procuradores legais dos beneficiários fictícios, conseguindo assim acesso aos benefícios. Contas bancárias eram abertas para movimentar os valores obtidos ilicitamente, e os envolvidos rapidamente sacavam os fundos, agravando o rombo nas contas da Previdência.

Qual o impacto financeiro das fraudes?

Conforme apurado pela Polícia Federal, estima-se que o dano inicial aos cofres públicos gira em torno de R$ 8 milhões. Esse valor poderia ter sido ainda maior, alcançando potencialmente R$ 12,3 milhões, caso as atividades criminosas não tivessem sido interrompidas pela operação policial em curso.

O grupo agora enfrenta acusações severas que incluem formação de quadrilha, estelionato previdenciário, peculato eletrônico, e uma série de outras infrações relacionadas à falsificação e uso indevido de documentos.

As penas, se somadas, podem ultrapassar 30 anos de reclusão, demonstrando a gravidade e o amplo espectro dos delitos praticados.

Precedentes e continuidade das investigações

A Operação Metamorfose, agora em sua segunda fase, já havia realizado a prisão preventiva de diversos membros do esquema no ano passado, além de conduzir múltiplas buscas e apreensões.

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Esta continuidade das ações reforça o compromisso das autoridades em combater a corrupção e proteger o patrimônio social destinado à Previdência.

Imagem: singh srilom / shutterstock.com