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População pede e cidade brasileira pode trocar de nome

Cidade brasileira pode trocar de nome a pedido da população. O requerimento foi enviado à Câmara Municipal. Saiba mais!

Hannah AragãoPor Hannah Aragão3 min de leitura
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E se em pleno 2023, a sua cidade mudasse de nome? A situação, que parece improvável, pode estar perto de acontecer em um município brasileiro. A demanda surge do desejo de parte dos habitantes da localidade e foi enviado à Câmara Municipal. 

A cidade localizada em Minas Gerais deve enfrentar um longo processo para que o requerimento seja, ou não, aprovado. Desse modo, siga na leitura para saber mais sobre o caso.

Cidade mineira pode ser rebatizada

Recentemente, a Câmara Municipal de Cássia, em Minas Gerais, recebeu o requerimento que solicita a mudança do nome da cidade. A situação ocorre diante do desejo de parte da população de que o município passe a se chamar Cássia de Santa Rita. 

A cidade, que conta com o maior santuário do mundo dedicado à Santa Rita de Cássia, a Santa das causas impossíveis, até o ano de 1919 levava o nome da padroeira. No entanto, o nome do município foi alterado pelo governador da época, Arthur Bernardes.

Chama atenção a atual proposta da população interessada na mudança, uma vez que o pedido é para que a cidade passe a se chamar Cássia de Santa Rita e não Santa Rita de Cássia, nome da padroeira. A volta para o antigo nome já não é mais possível, já que há um município na Bahia assim chamado.

Apesar da solicitação partir do povo, o requerimento divide opiniões no município mineiro, em que parte dos habitantes são contrários à alteração. Entre as alegações está a burocracia em relação a documentos, cartões e compras, além da questão religiosa, em que não católicos destacam o fato do Estado ser laico.

Requerimento corre na Câmara Municipal

De acordo com o vereador Dinaldo Machado (PP), a Câmara se encontra aberta ao recebimento de pleitos apresentados pela população, desde que não seja ilegal. Machado afirma que a mudança no nome da cidade depende também da vontade popular e que a situação precisa ser averiguada em plebiscito.

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“O pedido invoca razões culturais, tradicionais e relacionadas à história, não sendo exclusivamente de cunho religioso. Portanto, a Câmara não pode negar a consulta popular”, explicou o vereador.

O político ressaltou, ainda, que a consulta está sendo viabilizada, mas que também deve ocorrer a análise legal e constitucional feita pelos órgãos de interesse. Dinaldo Machado completou dizendo que foi elaborado um projeto de resolução para o caso.

Se aprovado por dois terços dos vereadores, é preciso que seja feita a comunicação com a Justiça Eleitoral para a realização de um plebiscito. Sendo assim, metade mais um dos eleitores devem ser favoráveis à troca do nome para que a cidade passe pela mudança. Com isso, o município deve ter a aprovação estadual para a alteração.

Imagem: Cast Of Thousands / shutterstock.com

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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