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Por que os planos de saúde estão cada vez mais caros?

Após períodos conturbados durante a pandemia da Covid-19, o setor de planos de saúde tem enfrentado dificuldades para se reerguer. Entenda!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
SUS

Após o período de pandemia, os planos de saúde saíram com as contas no vermelho! No entanto, mesmo após 3 anos do início da crise sanitária, as empresas ainda estão sofrendo com as consequências do período.

Em 2022, o setor teve um prejuízo de aproximadamente R$11,5 bilhões. No entanto, até o momento, não há nenhuma perspectiva de que essa crise vai se reverter tão cedo.

Por outro lado, os consumidores seguem reclamando dos serviços e também do aumento considerável das mensalidades. Mesmo com os aumentos na adesão de operadoras, registrados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ainda não é o suficiente para equilibrar as contas.

Entenda os motivos do aumento no preço dos planos de saúde

Existem diversos motivos que explicam por que os preços estão aumentando exponencialmente. O primeiro deles é que, durante o período de pandemia, as pessoas quase não saiam de casa, mas agora houve um aumento de consultas, exames e procedimentos.

Portanto, todos os tratamentos e as cirurgias eletivas — ou seja, que não tinham urgência — foram adiados entre o período de 2020 e 2021. No entanto, agora é possível observar que a conjuntura do período contribuiu para uma mudança de hábitos da população.

Ou seja, além de utilizarem os planos de saúde após o “tempo perdido”, uma mudança de mentalidade na população pode ter acontecido. Assim, as pessoas estão buscando cada vez mais por consultas médicas.

Taxa de sinistralidade

Todo seguro tem a taxa de sinistralidade — que é a relação entre o que é pago e o que é utilizado no serviço. Segundo a ANS, quanto mais próximo de 100%, pior é o resultado da empresa. Em 2022, no entanto, esse número chegou a 93,2%.

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Dessa forma, a porcentagem que fica para o plano de saúde é menor, sufocando as economias das empresas. Isso leva a um reajuste nos valores pagos, tanto pela população quanto pelas empresas que têm convênio para os seus funcionários.

Neste ano, ainda espera-se um reajuste maior do que o do ano passado, com o objetivo de cobrir a taxa de sinistralidade e equilibrar as contas do setor. Em 2022, o reajuste foi de 11% para as empresas e 15% para os planos individuais.

Imagem: Stock-Asso / Shutterstock.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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