Após o período de pandemia, os planos de saúde saíram com as contas no vermelho! No entanto, mesmo após 3 anos do início da crise sanitária, as empresas ainda estão sofrendo com as consequências do período.
Por que os planos de saúde estão cada vez mais caros?
Após períodos conturbados durante a pandemia da Covid-19, o setor de planos de saúde tem enfrentado dificuldades para se reerguer. Entenda!
Em 2022, o setor teve um prejuízo de aproximadamente R$11,5 bilhões. No entanto, até o momento, não há nenhuma perspectiva de que essa crise vai se reverter tão cedo.
Por outro lado, os consumidores seguem reclamando dos serviços e também do aumento considerável das mensalidades. Mesmo com os aumentos na adesão de operadoras, registrados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ainda não é o suficiente para equilibrar as contas.
Entenda os motivos do aumento no preço dos planos de saúde
Existem diversos motivos que explicam por que os preços estão aumentando exponencialmente. O primeiro deles é que, durante o período de pandemia, as pessoas quase não saiam de casa, mas agora houve um aumento de consultas, exames e procedimentos.
Portanto, todos os tratamentos e as cirurgias eletivas — ou seja, que não tinham urgência — foram adiados entre o período de 2020 e 2021. No entanto, agora é possível observar que a conjuntura do período contribuiu para uma mudança de hábitos da população.
Ou seja, além de utilizarem os planos de saúde após o “tempo perdido”, uma mudança de mentalidade na população pode ter acontecido. Assim, as pessoas estão buscando cada vez mais por consultas médicas.
Taxa de sinistralidade
Todo seguro tem a taxa de sinistralidade — que é a relação entre o que é pago e o que é utilizado no serviço. Segundo a ANS, quanto mais próximo de 100%, pior é o resultado da empresa. Em 2022, no entanto, esse número chegou a 93,2%.
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Dessa forma, a porcentagem que fica para o plano de saúde é menor, sufocando as economias das empresas. Isso leva a um reajuste nos valores pagos, tanto pela população quanto pelas empresas que têm convênio para os seus funcionários.
Neste ano, ainda espera-se um reajuste maior do que o do ano passado, com o objetivo de cobrir a taxa de sinistralidade e equilibrar as contas do setor. Em 2022, o reajuste foi de 11% para as empresas e 15% para os planos individuais.
Imagem: Stock-Asso / Shutterstock.com
