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Por que os preços sobem mesmo com a inflação em queda?

É comum observar um aumento nos preços de determinados produtos e serviços mesmo com uma inflação em queda ou baixa. Entenda!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Dois dados, um em cima do outro. O de cima tem o símbolo de porcentagem, enquanto o de baixo tem duas setas, uma para cima e outra para baixo.

Ao longo deste ano, muitos viram a inflação, que operava em altos níveis, registrar quedas. Sendo assim, o poder de compra de muitas famílias pôde ser restabelecido. Porém, é possível que, ao se deparar com produtos no mercado, notar uma alta nos preços, mesmo com a taxa inflacionária em trajetória de baixa.

Para explicar tal situação, o Banco Central (BC) aborda alguns pontos principais. O primeiro deles é que a inflação é um aumento de preços generalizado. Ou seja, quando ela sobe, não necessariamente todos os produtos ou serviços ficaram mais caros. O mesmo vale para o movimento contrário.

É bastante comum, portanto, que determinados preços apresentem maior alta, enquanto outros, menor. Ademais, há a chance de alguns itens ficarem mais baratos quando comparados com uma ocasião anterior.

Inflação precisa ser estável 

O BC reforça, ainda, que muitos economistas defendem que a inflação, ou seja, o aumento de preços, deve ser estável, pois, com determinados preços subindo, a economia pode seguir ativa. O maior problema está com um aumento muito drástico da taxa ou até mesmo com uma deflação persistente.

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De modo geral, é importante entender que a inflação funciona com base na lei da oferta e da demanda. Quando se tem muito de um produto disponível, os preços tendem a cair. Em contrapartida, quando há escassez, os preços aumentam. Isso acontece de diferentes formas para os mais variados itens, em momentos distintos. 

Composição do indicador oficial 

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Não à toa, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação brasileira, é composto por nove grupos diferentes com uma série de subitens. Desse modo, a cada mês, cada um desses grupos pode se movimentar de maneira diferente e apresentar maior ou menor impacto para a taxa oficial. 

Dois dados, um em cima do outro. O de cima tem o símbolo de porcentagem, enquanto o de baixo tem duas setas, uma para cima e outra para baixo.
Imagem: Dmitry Demidovich / shutterstock.com

Os nove grupos que integram o índice são:

  • Alimentação e bebidas;
  • Comunicação;
  • Transportes;
  • Artigos de residência;
  • Vestuário;
  • Educação;
  • Saúde e cuidados pessoais;
  • Habitação;
  • Despesas pessoais.

Imagem: Dmitry Demidovich / shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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