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Sua parcela caiu? O truque digital para trocar sua dívida de banco e reduzir os juros hoje

Portabilidade de crédito via open finance ajuda a reduzir parcela do empréstimo, com troca digital de bancos e mais concorrência.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
cartao de credito parcelas

A partir desta semana, correntistas de bancos e fintechs passam a contar com uma nova forma de renegociar empréstimos: a portabilidade de crédito via open finance. A funcionalidade permite transferir operações de crédito entre instituições financeiras de maneira totalmente digital, diretamente pelos aplicativos, sem a burocracia tradicional.

O lançamento ocorre poucos dias após o open finance completar cinco anos de operação no Brasil e representa um avanço importante na estratégia do Banco Central de estimular concorrência, transparência e melhores condições para o consumidor no mercado de crédito.

Na prática, o cliente passa a ter mais controle sobre seus contratos, podendo comparar ofertas de forma padronizada e escolher aquela que apresenta menor taxa de juros ou custo total mais vantajoso.

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O que muda em relação à portabilidade tradicional

Antes da integração com o open finance, a portabilidade de crédito fora desse ambiente costumava levar entre 20 e 25 dias. O processo exigia troca de informações entre instituições de forma manual, análise de documentos e etapas pouco transparentes para o consumidor.

Com a nova funcionalidade, o prazo pode cair para até cinco dias úteis, trazendo ganhos relevantes de agilidade e previsibilidade. O cronograma inclui até três dias para o banco de origem apresentar eventual contraproposta e mais dois dias para a liquidação da operação.

Além da velocidade, a principal mudança está no acesso padronizado às informações do contrato, o que facilita a comparação entre propostas e reduz assimetrias de informação, um dos principais problemas do mercado de crédito brasileiro.

Quais modalidades estão disponíveis nesta fase inicial

Neste primeiro momento, a portabilidade via open finance está disponível apenas para operações de crédito pessoal sem consignação, também conhecidas como crédito “clean”. Trata-se de empréstimos sem garantia, nos quais o risco de inadimplência é maior e, consequentemente, os juros costumam ser mais elevados.

A expectativa do setor é que outras modalidades sejam incorporadas de forma gradual, ampliando o alcance da ferramenta e seu impacto sobre o mercado.

Crédito consignado e imobiliário no radar

De acordo com o cronograma divulgado pela Associação Open Finance Brasil, a portabilidade do crédito consignado do INSS deve entrar em operação a partir de novembro de 2026. A inclusão dessa modalidade é considerada estratégica, pois envolve milhões de aposentados e pensionistas, tradicionalmente expostos a ofertas pouco competitivas.

Segundo a presidente-executiva da associação, Ana Carla Abrão, o objetivo final é alcançar também o crédito imobiliário, ampliando a portabilidade para praticamente todo o mercado de crédito brasileiro.

Open finance completa cinco anos com números expressivos

Lançado oficialmente em 1º de fevereiro de 2021, o open finance foi criado pelo Banco Central como uma evolução do open banking. O sistema permite o compartilhamento padronizado e seguro de dados financeiros entre instituições, sempre mediante consentimento do cliente.

Diferentemente do modelo anterior, o open finance inclui não apenas dados bancários, mas também informações sobre crédito, investimentos, seguros e previdência, criando uma visão mais completa da vida financeira do consumidor.

Atualmente, o sistema já soma cerca de 100 milhões de consentimentos únicos ativos, o equivalente a aproximadamente 30 milhões de pessoas com ao menos uma conta conectada. A expectativa do setor é que a portabilidade de crédito impulsione ainda mais esses números.

Redução de juros é um dos principais objetivos

Um dos principais benefícios esperados com a nova portabilidade é a redução das taxas de juros, especialmente no crédito sem garantia. Hoje, esse tipo de empréstimo apresenta grande variação de preços no mercado, com taxas que podem ir de 4% até 20% ao mês, dependendo do perfil do cliente e da instituição.

Segundo Ana Carla Abrão, a padronização das ofertas e o acesso mais amplo às informações de crédito permitem que o consumidor visualize com clareza a economia potencial, tanto no valor das parcelas quanto no custo total do contrato.

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Na prática, isso tende a pressionar as instituições financeiras a oferecer condições mais competitivas, sob risco de perder clientes para concorrentes com propostas melhores.

Como pedir a portabilidade de crédito no open finance

O processo foi desenhado para ser simples e totalmente digital, respeitando os padrões de segurança definidos pelo Banco Central.

Passo a passo para solicitar a transferência

  • Acesse o aplicativo do banco ou fintech para o qual deseja levar o empréstimo
  • Entre no menu de crédito e autorize o compartilhamento de dados via open finance
  • Visualize os contratos elegíveis, que nesta etapa são apenas de crédito pessoal sem consignação
  • Compare as condições do contrato atual com a nova oferta, incluindo prazo, valor das parcelas e custo total
  • Baixe e leia o contrato com atenção antes de decidir
  • Aceite a proposta e assine digitalmente, usando token, SMS, biometria ou outro método adotado pela instituição
  • Aguarde a conclusão do processo, que pode levar até cinco dias úteis

O impacto esperado no mercado de crédito

Especialistas avaliam que a portabilidade via open finance pode mudar a dinâmica do crédito no Brasil, reduzindo o chamado “aprisionamento” do cliente à instituição original. Com menos barreiras para trocar de banco, a tendência é de maior competição e inovação nas ofertas.

Para o consumidor, o principal ganho está no poder de escolha e na possibilidade de renegociar dívidas de forma mais informada, sem depender de longas negociações presenciais ou processos burocráticos.

Com informações de: Agência Brasil

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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