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Posso pedir demissão nas férias? Descubra seus direitos

Saiba tudo sobre os procedimentos legais e implicações financeiras ao pedir demissão durante as férias no Brasil.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Juíza

Quando um profissional decide pedir demissão durante suas férias, surgem muitas dúvidas sobre os direitos e as melhores práticas nesse contexto. A legislação trabalhista brasileira não impõe restrições para que o empregado faça essa escolha durante o período de descanso. No entanto, é fundamental compreender como essa decisão pode afetar os cálculos de rescisão e a relação com o empregador atual.

A decisão de se desligar de uma empresa durante as férias é permitida e deve ser feita formalmente. O indivíduo precisa enviar uma comunicação escrita ao empregador informando seu desejo de rescindir o contrato. Essa notificação, geralmente, é enviada por meios que garantam o recebimento pelo destinatário, como um SEDEX ou uma carta registrada, acompanhada de um recibo de entrega.

Como funciona a rescisão do contrato nesse caso?

Imagem de papel pardo escrito 'demissão' em vermelho, em cima está uma carteira de trabalho e uma caneta.
Imagem: Gabriel_Ramos / shutterstock.com

Ao pedir demissão durante as férias, o contrato de trabalho é considerado rescindido assim que a empresa recebe a notificação.

Os dias de férias que o empregado não conseguiu gozar são calculados proporcionalmente e incluídos no cálculo da rescisão. Isso significa que, mesmo não tendo completado o período de descanso, o trabalhador recebe por esses dias.

Quais são os direitos de quem pede demissão durante as férias?

Pedir demissão durante as férias acarreta em algumas consequências em relação aos direitos trabalhistas:

  1. Férias proporcionais aos dias não usufruídos;
  2. Décimo terceiro salário proporcional ao período trabalhado no ano vigente;
  3. Pagamento do saldo de salário pelos dias trabalhados antes do início das férias ou antes da notificação de demissão.

Aguardar o retorno das férias é recomendável?

Apesar de ser legalmente possível, especialistas em carreira e recursos humanos sugerem que, se possível, o funcionário aguarde o término das férias para comunicar a decisão de desligamento.

Essa prática ajuda a manter um bom relacionamento com o empregador atual e facilita uma transição mais harmoniosa para novas oportunidades profissionais. Além disso, negociar com o novo empregador uma data de início que considere o término das férias pode ser mais ético e produtivo.

O cumprimento do aviso prévio continua sendo uma obrigatoriedade, a menos que haja uma dispensa mutuamente acordada entre as partes. Não cumprir com essa exigência implica em descontos na rescisão, representando o equivalente ao salário do período do aviso que não foi cumprido.

Considerações finais sobre a demissão durante as férias

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Decidir pela rescisão do contrato durante as férias é uma opção legal e vezes necessária dependendo da situação pessoal do empregado. Contudo, é aconselhável ponderar sobre as implicações que isso pode gerar tanto em termos financeiros quanto em relação aos vínculos profissionais.

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Ao considerar esse passo importante, é sempre recomendável buscar o aconselhamento de um profissional em direito do trabalho para garantir que todos os direitos sejam respeitados e para que a transição seja tão tranquila quanto possível.

Imagem: Gabriel_Ramos / shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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