Após o anúncio da Petrobras sobre a redução dos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, algumas mudanças já foram observadas nos postos de combustíveis. O governo tem pressionado os demais elos da cadeia a baixar os preços de forma mais ágil. Além disso, promete um acompanhamento rigoroso por parte do Ministério da Justiça.
Entretanto, as empresas distribuidoras afirmam que os preços têm definição de forma livre e que o repasse das reduções depende de outros elementos que compõem os custos dos produtos.
São Paulo já teve alteração
Na cidade de São Paulo, a maior redução encontrada pela reportagem foi de R$ 0,40 por litro de gasolina em um posto da rede Shell, localizado na Rua da Consolação. O preço do combustível comum estava sendo vendido a R$ 4,99, mesmo valor praticado para a gasolina aditivada, que teve uma redução de R$ 0,60.
Quanto ao diesel S-10, seu preço sofreu uma diminuição de R$ 0,50 e estava sendo vendido a R$ 5,99. Segundo o gerente do posto, Arlindo Alves, os valores passavam por alteração há cerca de duas semanas.
Já o gás de cozinha teve uma queda de R$ 8,97 por botijão de 13 quilos. Esses novos valores passaram a valer na terça-feira (16).
O valor para o consumidor depende de várias políticas
No entanto, é importante ressaltar que o repasse dessas reduções para o consumidor final depende das políticas comerciais adotadas pelas distribuidoras e postos de combustíveis.
De acordo com o Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), os descontos observados nas bombas estão abaixo das reduções anunciadas pela Petrobras. A entidade coletou dados em dois postos da Vibra/BR, três do Ipiranga e dois da Shell na capital paulista.
De acordo com os dados coletados, foi constatado que a diminuição no valor da gasolina comum para os consumidores ficou abaixo de R$ 0,25. Já no caso do diesel S-10, a redução máxima alcançou apenas R$ 0,36.
De acordo com José Alberto Paiva Gouveia, presidente do Sincopetro, a expectativa do consumidor é que ele possa pagar um valor menor do que pagava anteriormente. No entanto, Gouveia identifica a distribuidora como o principal obstáculo. Afinal, ela não está repassando a redução de preços para os postos de forma adequada.
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