Os investidores iniciaram a semana com um clima positivo após declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, na última sexta-feira (22). Durante o Simpósio de Política Econômica de Jackson Hole, Powell sinalizou que o banco central norte-americano está se preparando para iniciar um afrouxamento monetário, gerando otimismo nos mercados globais.
Powell traz otimismo ao mercado em semana de inflação; impacto no Ibovespa desta segunda (25)
Discurso de Powell eleva expectativas de corte de juros e impulsiona Ibovespa; veja detalhes da manhã de segunda.
Segundo Powell, os riscos de queda para o emprego nos EUA estão aumentando, enquanto os efeitos das tarifas impostas por Donald Trump devem ser relativamente curtos na economia do país. Essas falas deram um tom mais “dovish” ao discurso do Fed, impulsionando as apostas de que um corte de juros pode ocorrer já em setembro.
“As apostas de um corte de juros no mês que vem avançaram de 61% para 87,3%”, aponta a ferramenta CME FedWatch, reforçando a expectativa de uma política monetária mais flexível.
O grande ponto de atenção agora é se este será apenas o primeiro de uma série de cortes ou se o Fed adotará pausas entre novembro e dezembro. Para consolidar esse cenário, o mercado aguardará dados adicionais, como o Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE), previsto para divulgação na sexta-feira (29).
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Cenário internacional

As bolsas asiáticas iniciaram a semana em alta:
- Tóquio/Nikkei: +0,43%
- Hong Kong/Hang Seng: +1,92%
- China/Xangai: +1,51%
Já na Europa, o desempenho é misto:
- Londres/FTSE100: +0,13%
- Frankfurt/DAX: -0,41%
- Paris/CAC 40: -0,61%
Enquanto isso, os índices futuros de Wall Street recuam na manhã desta segunda-feira:
- Nasdaq: -0,18%
- S&P 500: -0,14%
- Dow Jones: -0,14%
Petróleo em alta
O preço do petróleo iniciou a semana com valorização, impulsionado não apenas pelo discurso de Powell, mas também por ataques da Ucrânia à infraestrutura energética da Rússia, que aumentaram preocupações com o fornecimento global.
- Brent: +0,30%, cotado a US$ 67,42 o barril
- WTI: +0,46%, cotado a US$ 63,96 o barril
O cenário reforça a expectativa de maior volatilidade nos preços de commodities e seu impacto em mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Criptomoedas operam em baixa
Apesar do otimismo nos mercados de ações e petróleo, o setor de criptomoedas inicia a semana em queda:
- Bitcoin (BTC): -2,8%, negociado a US$ 111.133
- Ethereum (ETH): -3,7%, negociado a US$ 4.568,45
Especialistas apontam que a correção é natural após a recente valorização do mercado digital, além de fatores de aversão ao risco ligados à economia global.
Impacto no Ibovespa e mercado brasileiro
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No Brasil, a semana também será marcada pela divulgação de dados de inflação, com a prévia do IPCA-15 prevista para amanhã. No último pregão, o Ibovespa (IBOV) encerrou com alta de 2,57%, aos 137.968,15 pontos, atingindo durante a sessão o patamar de 138 mil pontos. Na semana, o índice acumulou uma valorização de 1,19%.
O dólar à vista (USDBRL) encerrou a sexta-feira a R$ 5,4258, registrando queda de 0,97%. Contudo, na semana, a divisa apresentou valorização de 0,52% em relação ao real.
O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, fechou estável no after-market, cotado a US$ 28,61.
Agenda econômica desta segunda-feira
Entre os indicadores e eventos previstos para hoje, destacam-se:
- 8h – Brasil: Confiança do consumidor
- 8h25 – Brasil: Relatório Focus
- 9h30 – EUA: Licenças de construção
- 11h – EUA: Vendas de casas novas
Além disso, a agenda presidencial inclui compromissos de Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do governo, envolvendo reuniões e cerimônias oficiais. Entre elas, destaca-se a visita do presidente da Nigéria, Bola Tinubu, e anúncios sobre linhas de crédito para a indústria 4.0.
Perspectivas para o mercado

O mercado brasileiro inicia a semana sob influência direta das expectativas internacionais, especialmente relacionadas ao corte de juros nos EUA. A fala dovish de Powell impulsionou o Ibovespa e elevou a confiança de investidores em ativos de risco.
Especialistas apontam que o movimento do Fed tende a fortalecer fluxos de investimento em mercados emergentes, especialmente em ações e commodities. No entanto, a atenção segue voltada para os dados de inflação, tanto nos EUA quanto no Brasil, que podem alterar o ritmo das apostas de política monetária.
