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Nova regra limita uso de power banks em aviões

Nova regra da ICAO proíbe uso de power banks em voos. Entenda o que muda para passageiros no Brasil e como transportar corretamente.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
Nova regra limita uso de power banks em aviões

Uma nova diretriz internacional promete mudar a rotina de quem viaja de avião com frequência. A Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) determinou novas regras para o uso de power banks dentro de aeronaves, proibindo a utilização do acessório durante o voo por passageiros, embora o transporte continue permitido.

A decisão, divulgada no fim de março, faz parte de um conjunto de medidas de segurança voltadas ao transporte de baterias portáteis, consideradas itens sensíveis na aviação. A orientação será repassada aos 193 países-membros, incluindo o Brasil, e tende a ser incorporada às normas nacionais automaticamente.

Na prática, a mudança formaliza uma restrição que já vinha sendo aplicada por algumas companhias aéreas, como forma de prevenir riscos de incêndio e acidentes dentro das aeronaves.

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Por que o uso de power bank foi proibido a bordo

A decisão da Organização Internacional de Aviação Civil foi baseada em recomendações de um painel especializado em mercadorias perigosas, responsável por avaliar riscos relacionados ao transporte de baterias de lítio em aviões.

Risco de fuga térmica é o principal motivo

O principal problema está na chamada fuga térmica, um fenômeno que pode ocorrer em baterias de lítio defeituosas ou de baixa qualidade.

Esse processo pode provocar:

  • superaquecimento repentino
  • emissão de fumaça
  • chamas
  • incêndio dentro da cabine
  • danos à aeronave

Como os power banks são dispositivos com alta concentração de energia, qualquer falha pode gerar consequências graves em um ambiente fechado e pressurizado, como o interior de um avião.

Especialistas em segurança aérea afirmam que a cabine é um espaço sensível, onde um incêndio precisa ser controlado rapidamente para evitar situações críticas.

Medida já era adotada por companhias aéreas

Embora a diretriz seja recente, algumas empresas já aplicavam a restrição de forma independente.

Entre os exemplos citados por passageiros e veículos especializados:

  • TAP Air Portugal proibiu o uso de power bank em voos
  • Emirates adotou restrições semelhantes
  • outras companhias internacionais vêm reforçando orientações de segurança

Essa padronização agora tende a reduzir diferenças entre empresas e aeroportos, criando uma regra global mais clara para passageiros.

Como a nova regra afeta os passageiros no Brasil

A orientação internacional será enviada aos países-membros, incluindo o Brasil, e deve impactar diretamente as regras seguidas pelas companhias aéreas nacionais.

A Agência Nacional de Aviação Civil normalmente atualiza suas normas com base nas diretrizes internacionais da ICAO, o que significa que a medida pode ser incorporada ao regulamento brasileiro.

O que muda na prática

Para quem viaja, as mudanças devem incluir:

  • proibição de usar power bank durante o voo
  • limite de até dois power banks por passageiro
  • fiscalização maior nos aeroportos
  • reforço na proibição de despacho na bagagem

Ou seja, o acessório poderá ser levado, mas não poderá ser utilizado na cabine durante o trajeto.

Power banks continuam permitido na bagagem de mão

Um ponto importante é que o transporte do power banks não foi proibido. As regras continuam permitindo que o passageiro leve o dispositivo na bagagem de mão, desde que respeite as normas de segurança.

Regras gerais que continuam valendo

  • levar apenas na bagagem de mão
  • nunca despachar power bank
  • respeitar limites de quantidade
  • evitar baterias danificadas ou sem certificação
  • seguir orientações da companhia aérea

Essa exigência existe porque, em caso de problema, a tripulação pode agir rapidamente dentro da cabine.

Por que power banks não podem ser despachado

A proibição de despacho de baterias não é nova e já faz parte das normas internacionais de segurança aérea.

O motivo é simples: no compartimento de carga, o acesso é limitado e um incêndio poderia se espalhar antes de ser detectado.

Dentro da cabine, comissários e passageiros podem perceber rapidamente qualquer sinal de problema, como cheiro de queimado ou aquecimento.

Limite de dois power banks por passageiro

Outro ponto importante da nova diretriz é o limite de dispositivos. A ICAO estabeleceu que cada passageiro poderá transportar no máximo dois power banks, o que deve aumentar a fiscalização nos aeroportos.

Fiscalização deve aumentar

A tendência é que agentes de segurança passem a verificar:

  • quantidade de baterias
  • capacidade energética
  • estado de conservação
  • certificações de segurança

A prática já ocorre em alguns países.

Aeroportos da China, por exemplo, são conhecidos por realizar inspeções detalhadas, e terminais na Espanha também adotam verificações frequentes.

Novo desafio: manter o celular carregado durante o voo

A proibição do uso de power banks cria um desafio para passageiros, especialmente em viagens longas.

Hoje, o smartphone é essencial para:

  • bilhete eletrônico
  • documentos de viagem
  • seguro viagem
  • comunicação
  • aplicativos de embarque
  • mapas e transporte
  • pagamentos digitais

Sem power banks, cresce a dependência das tomadas e portas USB das aeronaves.

Companhias terão que investir em infraestrutura

Especialistas apontam que as empresas aéreas precisarão reforçar:

  • tomadas individuais
  • portas USB
  • carregadores nas poltronas
  • manutenção dos sistemas elétricos

Isso pode melhorar a experiência do passageiro e reduzir o impacto da nova regra.

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Tripulação ainda poderá usar power banks

A diretriz internacional prevê uma exceção importante.

Comissários e tripulantes poderão usar power banks, desde que cumpram requisitos específicos de segurança.

Essa diferença ocorre porque:

  • tripulação recebe treinamento
  • equipamentos são certificados
  • uso é controlado
  • protocolos de emergência são conhecidos

Ou seja, a restrição é direcionada principalmente aos passageiros.

Segurança aérea é prioridade global

A decisão reforça uma tendência crescente no setor de aviação: aumentar o controle sobre dispositivos eletrônicos com baterias de lítio.

Nos últimos anos, houve aumento de incidentes envolvendo:

  • baterias portáteis
  • celulares
  • notebooks
  • equipamentos eletrônicos

A padronização das regras ajuda a reduzir riscos e garantir segurança em voos internacionais.

O que passageiros devem fazer antes de viajar

Para evitar problemas no aeroporto ou durante o voo, o ideal é seguir algumas recomendações práticas.

Checklist antes de embarcar

  • verificar se o power bank está em bom estado
  • levar no máximo dois dispositivos
  • colocar na bagagem de mão
  • não usar durante o voo
  • carregar o celular antes do embarque
  • levar cabo de carregamento
  • confirmar regras da companhia aérea

Essa preparação evita contratempos e atrasos no embarque.

Tendência é de padronização global das regras

Com a decisão da ICAO, a expectativa é que todos os países adotem gradualmente a mesma política. Isso traz mais previsibilidade para passageiros e companhias aéreas, reduzindo confusões sobre o que pode ou não ser levado no avião.

Além disso, a medida fortalece a segurança da aviação civil internacional, que tem como foco principal prevenir acidentes e garantir viagens mais seguras.

Conclusão

A nova diretriz internacional que proíbe o uso de power bank a bordo representa mais um passo na modernização das normas de segurança aérea. O transporte do acessório continua permitido, mas com limitações claras que exigem atenção dos passageiros.

No Brasil, a tendência é que a regra seja incorporada rapidamente às normas da aviação, exigindo adaptação tanto das companhias quanto dos viajantes. Carregar o celular antes do embarque, respeitar o limite de dispositivos e seguir as orientações da companhia aérea passam a ser atitudes essenciais para evitar problemas.

A medida pode gerar preocupação no início, mas reforça um princípio fundamental da aviação: segurança sempre em primeiro lugar.

Imagem: Freepik

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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