Na última terça-feira (11), a 4ª Vara Empresarial do Estado do Rio de Janeiro aprovou a solicitação das Lojas Americanas para postergar o período de proteção contra as notificações de cobrança de seus credores por mais 180 dias.
Prazo de proteção da Americanas contra cobrança de credores é prorrogado em 180 dias
A Americanas ganha novo prazo de cobrança de credores. Veja aqui o motivo por trás da decisão e como isso impacta no mercado.
Portanto, permanecem paralisadas todas as ações judiciais e execuções de cobranças pendentes contra a companhia. Além disso, a exigibilidade dos títulos concursais também encontra-se suspensa, conforme informou a empresa.
Entenda as implicações do aumento do prazo da Americanas
Esta determinação implica que a Americanas pode, durante o período estipulado de 180 dias, focar-se em sua recuperação financeira, sem a preocupação imediata das solicitações de pagamento dos seus credores. Este prazo adicional se inicia após o término do período de permanência acordado no momento da aprovação do pedido de recuperação judicial da Americanas.
Esta é uma notícia bastante oportuna para as Lojas Americanas, que poderá usar este tempo para elaborar um plano de ação mais eficiente perante seus credores que permita chegar a acordos que satisfaçam ambas as partes. Ademais, também propicia um momento de reavaliação de suas estratégias comerciais e operacionais, visando melhorar seu desempenho no mercado varejista.
Para os credores, no entanto, essa prorrogação pode representar um período a mais de incerteza quanto ao recebimento das dívidas. Contudo, há de se considerar que uma recuperação bem-sucedida da Americanas pode garantir o pagamento integral das obrigações, mesmo que em um prazo mais dilatado.
Dívida ultrapassou R$ 50 bilhões
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Na última estimativa, realizada em maio deste ano, a Americanas apontou uma dívida de mais de R$ 50 bilhões. Aproximadamente 44% dessas dívidas estão ligadas a operações categorizadas como “risco sacado” (“forfait”).
As informações sobre a dívida da empresa foram divulgadas no segundo relatório produzido pelos Administradores Judiciais da recuperação judicial da Americanas, que contou também com a colaboração do escritório de advocacia Zveiter e da Preserva Ação.
Imagem: rafapress / shutterstock.com
