Encerra-se em 29 de outubro o prazo para que as operadoras de banda larga fixa, conhecidas como prestadoras do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), tomem as medidas necessárias à sua regularização junto à Anatel, conforme o Plano de Ação da agência para combate à concorrência desleal no setor de telecomunicações.
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Operadoras de banda larga fixa têm até 29 de outubro para regularizar cadastro na Anatel e evitar sanções por prestação clandestina.
Segundo dados da Anatel, aproximadamente 5,8 mil empresas ainda não solicitaram a devida autorização e estão em risco de se tornarem irregulares. O contingente está distribuído geograficamente em diversas regiões do país, evidenciando a necessidade de fiscalização uniforme em todo o território nacional.
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Prazo encerrando: suspensão da dispensa de autorização

Em junho deste ano, o Conselho Diretor da Anatel decidiu suspender a possibilidade de dispensa de autorização das prestadoras de banda larga fixa. Dessa forma, as empresas que anteriormente eram dispensadas e não solicitarem a autorização até o dia 29 de outubro terão seus cadastros extintos. Além disso, poderão ter o fornecimento de infraestrutura interrompido e sofrer sanções por prestação clandestina de serviços.
Medidas determinadas pelo Conselho Diretor
As principais ações exigidas pela Anatel incluem:
- Solicitação de outorga por parte das operadoras que ainda não possuem autorização;
- Atualização, por todas as empresas, das informações de acesso às suas redes, informando corretamente a quantidade de assinantes e os dados de estações destinadas à exploração dos serviços de telecomunicações, passíveis ou não de licenciamento.
No início deste mês, o Conselho Diretor rejeitou a concessão de prorrogação de prazo para regularização, decisão tomada por votação remota em circuito deliberativo, reforçando a urgência para que as empresas atendam às exigências do órgão regulador.
Crescimento no número de empresas outorgadas
Entre junho e outubro de 2025, houve um aumento significativo no número de empresas outorgadas. Os registros mostram que o total de prestadoras com outorga passou de 12,1 mil em junho para 15,7 mil em outubro, representando um acréscimo de 3,6 mil empresas no período.
Além disso, o percentual de empresas de SCM sem outorga caiu de 47% para 25%, uma redução de 22 pontos percentuais, refletindo o avanço na regularização do setor. Esses números indicam uma resposta positiva das prestadoras às determinações da Anatel e reforçam o esforço da agência para combater a concorrência desleal e garantir serviços de qualidade aos consumidores.
Atualização das informações de acesso
O Plano de Ação aprovado pelo Conselho Diretor estabelece que as operadoras devem, até o prazo final de 29 de outubro, regularizar as informações sobre o acesso às suas redes. Essa atualização inclui:
- Quantidade de assinantes ativos;
- Dados detalhados das estações que operam os serviços de telecomunicações, sejam elas passíveis ou não de licenciamento.
O procedimento deve seguir as normas do Regulamento de Coleta e Transferência de Dados Setoriais. Após o término do prazo, a Anatel iniciará a fiscalização para verificar se todas as informações foram devidamente atualizadas.
Importância da regularização para o setor
A Anatel reforça que a regularização das empresas de banda larga fixa é fundamental para:
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- Garantir a qualidade dos serviços oferecidos aos consumidores;
- Promover um ambiente competitivo saudável;
- Reduzir a prestação clandestina de serviços;
- Contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor de telecomunicações no Brasil.
O cumprimento das exigências pela Anatel também protege os consumidores, assegurando que todos os serviços prestados estejam em conformidade com as normas técnicas e regulatórias.
Consequências para quem não regularizar

As empresas que não atenderem às exigências da Anatel podem enfrentar diversas penalidades, incluindo:
- Extinção do cadastro junto à agência;
- Interrupção do fornecimento de infraestrutura;
- Multas e sanções administrativas por atuação irregular;
- Restrição à prestação de serviços de telecomunicações até a regularização.
Dessa forma, o prazo final de 29 de outubro torna-se crucial para a continuidade da operação das prestadoras de banda larga fixa.
Conclusão
O esforço da Anatel em regularizar o setor de banda larga fixa busca consolidar um mercado mais transparente e competitivo. O aumento do número de empresas com outorga, a redução de dispensados e a atualização obrigatória das informações de acesso refletem avanços importantes para consumidores e prestadoras.
A regularização não apenas cumpre exigências legais, mas também fortalece a confiança dos usuários nos serviços de telecomunicações, incentivando investimentos e melhorias na infraestrutura do país.
