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Preço do café hoje varia entre R$ 1.750 e R$ 2.020

Café arábica recua levemente, mas segue acima de R$ 1.900. Veja preços atualizados, análise do mercado e diferenças entre arábica e robusta.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
marcas café

O preço do café arábica iniciou esta sexta-feira (27) em leve queda de 0,48%, com a saca de 60 kg cotada a R$ 1.968,47 na cidade de São Paulo, segundo dados do Cepea/Esalq-USP. Apesar da retração diária, o produto acumula alta expressiva de 9,50% no mês, mantendo-se próximo ao teto recente de R$ 2.020.

Esse movimento mostra que, mesmo com ajustes pontuais, o café continua valorizado no mercado brasileiro, refletindo fatores como oferta limitada, clima adverso e demanda aquecida no mercado externo.

Evolução recente do arábica

Leia mais: Preço do café influencia inflação e consumo

A tabela abaixo mostra o comportamento recente do indicador:

DataValor (R$)Variação diáriaVariação mensal
26/03/20261.968,47-0,48%9,50%
25/03/20261.977,91-0,07%10,03%
24/03/20261.979,360,79%10,11%
23/03/20261.963,830,06%9,25%
20/03/20261.962,671,98%9,18%

Mesmo com pequenas oscilações negativas nos últimos dias, o café arábica permanece em um ciclo de valorização consistente.

Robusta também recua, mas segue competitivo

DataValor (R$)Variação diáriaVariação mensal
26/03/20261.017,10-0,89%-1,52%
25/03/20261.026,26-0,18%-0,63%
24/03/20261.028,091,50%-0,45%
23/03/20261.012,93-0,11%-1,92%
20/03/20261.014,040,88%-1,81%

Diferentemente do arábica, o robusta apresenta leve queda no acumulado mensal, o que reforça sua posição como alternativa mais acessível no mercado.

Diferença entre arábica e robusta

O Brasil é o maior produtor mundial de café e trabalha majoritariamente com duas variedades: arábica e robusta (também chamado de conilon em algumas regiões).

Café arábica

O café arábica é considerado de maior qualidade, com sabor mais suave e aromático, além de menor teor de cafeína. Ele representa cerca de 70% da produção nacional, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

É amplamente utilizado em cafeterias especializadas e exportado como produto premium, o que explica seu preço mais elevado.

Café robusta

Já o café robusta possui sabor mais intenso e amargo, com maior concentração de cafeína. É bastante utilizado na indústria de café solúvel e em blends comerciais.

Seus principais polos produtores estão no Espírito Santo e em Rondônia. Por ter perfil mais industrial, seu preço costuma ser inferior ao do arábica.

Açúcar e milho também registram variações

Além do café, outras commodities agrícolas apresentaram movimentações relevantes.

O açúcar cristal teve valorização de 1,52% na capital paulista, com a saca de 50 kg cotada a R$ 103,83.

DataValor (R$)Variação diáriaVariação mensal
26/03/2026103,831,52%5,31%
25/03/2026102,280,02%3,74%
24/03/2026102,261,48%3,72%

No porto de Santos (SP), o produto teve alta ainda mais expressiva, sendo negociado a R$ 118,18, o que reforça a demanda aquecida, especialmente no mercado externo.

Milho apresenta leve queda

O milho registrou desvalorização de 0,17%, com a saca de 60 kg sendo vendida a R$ 70,33.

DataValor (R$)Variação diáriaVariação mensal
26/03/202670,33-0,17%1,15%
25/03/202670,45-0,79%1,32%
24/03/202671,01-0,34%2,13%

Mesmo com a leve queda, o grão ainda acumula valorização no mês, impulsionado por fatores como demanda interna e exportações.

Como funcionam as medidas?

Peso da saca de café e milho

No Brasil, a saca padrão de café e milho equivale a 60 kg. Essa unidade é amplamente utilizada em negociações e segue padrões definidos por órgãos como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Ministério da Agricultura.

Peso da saca de açúcar

Já o açúcar cristal é comercializado em sacas de 50 kg, especialmente no mercado atacadista e industrial. Esse padrão é adotado em cotações oficiais, como as do Cepea/Esalq-USP.

O que explica a valorização?

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A alta acumulada do café arábica está ligada a uma combinação de fatores estruturais e conjunturais:

Clima e produção

Eventos climáticos adversos, como períodos de seca e geadas nos últimos anos, impactaram a produtividade das lavouras, reduzindo a oferta disponível.

Demanda internacional

O Brasil é o maior exportador global de café, e a demanda externa segue aquecida, especialmente de mercados como Europa e Estados Unidos.

Câmbio

A valorização do dólar frente ao real também influencia os preços internos, já que torna o produto brasileiro mais competitivo no exterior.

Perspectivas para o mercado

A tendência para os próximos meses é de manutenção de preços elevados, com possíveis oscilações no curto prazo. Especialistas apontam que a recomposição dos estoques globais ainda é lenta, o que sustenta o valor da commodity.

Para o consumidor final, isso pode significar preços mais altos nas prateleiras, especialmente em cafés de maior qualidade.

Considerações finais

O preço do café hoje apresenta leve recuo, mas permanece em patamar elevado, próximo dos R$ 2.000 por saca no caso do arábica. O cenário reflete uma combinação de fatores como clima, demanda externa e dinâmica cambial.

Enquanto isso, o robusta segue como alternativa mais acessível, e outras commodities, como açúcar e milho, também mostram movimentações importantes no mercado.

Acompanhar essas variações é essencial tanto para produtores quanto para consumidores, já que os impactos se estendem desde o campo até o bolso do brasileiro.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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