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Preço do café tem alta de 35% em poucos meses e deve continuar subindo; entenda

O preço do café subiu 35% em quatro meses e deve continuar em alta até 2025. Entenda os fatores que estão impulsionando esse aumento

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins5 min de leitura
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O preço do café tem experimentado uma escalada significativa nos últimos meses, com um aumento impressionante de 35% registrado apenas nos últimos quatro meses. Essa alta preocupa tanto os consumidores quanto os industriais, que prevêem uma continuidade dessa tendência, pelo menos até o primeiro semestre de 2025. 

Desde abril de 2024, o preço médio do café no varejo brasileiro subiu de R$ 29,18 para R$ 39,63 por quilo em agosto. Esse aumento abrupto é um reflexo de uma série de fatores que afetam diretamente o mercado de café. Veja mais detalhes!

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Fatores Climáticos e Suas Consequências

Um dos principais motores dessa alta é a crise climática que afeta as regiões produtoras de café. Segundo Celírio Inácio, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a combinação de estiagem prolongada e calor excessivo está impactando a produção.

A seca prolongada e o calor excessivo estão prejudicando as safras de café, levando a uma menor oferta de grãos. Em anos anteriores, as condições climáticas adversas já haviam afetado negativamente a produção, como as geadas de 2022 e o excesso de chuvas em 2023. Este ano, a situação se agravou com queimadas em áreas produtoras, especialmente em São Paulo.

O Efeito das Condições Climáticas na Produção e Preços

As condições climáticas adversas têm um efeito direto na produção de café, causando uma redução na oferta de grãos. Quando a oferta diminui, o preço tende a subir devido à lei da oferta e da demanda. Se a chuva não retornar na segunda quinzena de setembro, conforme previsto, a produção pode continuar a sofrer, prolongando o período de preços voláteis.

Café
Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Expectativas de Inflação: O Que Esperar para os Próximos Meses

Os especialistas projetam que o aumento do preço do café deve continuar. Inácio antecipou que o valor do café poderia subir de 10% a 15% nos próximos 40 a 60 dias. Esse aumento, no entanto, ainda não foi totalmente repassado ao consumidor final, uma vez que os supermercadistas estão tentando negociar com as marcas para minimizar o impacto nos preços para os consumidores.

Previsões para 2025

A Abic não vê sinais de uma queda nos preços do café até abril de 2025. A falta de indícios de recuperação nos preços da matéria-prima sugere que a alta continuará pelo menos até o início do segundo semestre de 2025. Isso se deve a uma combinação de fatores climáticos adversos e dificuldades em outras regiões produtoras, como o Vietnã, o segundo maior produtor mundial de café.

Impacto no Mercado Internacional

A alta no preço do café não se restringe ao Brasil. A oferta restrita de grãos em países produtores, como o Vietnã, e o aumento dos preços no mercado internacional também estão contribuindo para o aumento dos preços globais do café. Esses fatores externos intensificam a pressão sobre o mercado interno, fazendo com que o impacto seja sentido em todo o mundo.

O Papel do Vietnã no Mercado Global

O Vietnã é um dos principais produtores de café, e qualquer restrição na oferta deste país tem repercussões significativas no mercado global. A escassez de grãos vietnamitas está elevando os preços internacionais e, consequentemente, afetando os preços no Brasil e em outros mercados consumidores.

Impactos Regionais: Como Diferentes Capitais Estão Sentindo o Aumento

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o preço do café subiu em todas as 17 capitais nas quais realiza sua pesquisa tradicional. Em Goiânia, por exemplo, o aumento foi de 13,75% de julho para agosto. Esse aumento acentuado em diferentes cidades reflete a pressão inflacionária em várias regiões do Brasil.

Diferenças Regionais no Impacto do Preço do Café

Em algumas capitais, o impacto da alta no preço do café é mais acentuado devido a diferenças no custo de vida e na estrutura de preços locais. Essas variações regionais podem resultar em experiências diferentes para os consumidores, dependendo de onde vivem.

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Estratégias para Enfrentar a Alta dos Preços

Diante dessa alta expressiva, tanto consumidores quanto industriais precisam se adaptar. Para os consumidores, isso pode significar ajustes nos hábitos de compra e consumo de café. Os industriais, por sua vez, estão buscando estratégias para mitigar o impacto dessa alta, como a negociação de preços e o aprimoramento das cadeias de suprimento.

Adaptação dos Consumidores

Os consumidores podem buscar alternativas para gerenciar o aumento dos preços, como a compra de café em maior quantidade quando possível, ou a busca por marcas mais econômicas. Essas estratégias podem ajudar a minimizar o impacto financeiro da alta dos preços do café.

Ações dos Industriais

Os industriais estão se preparando para lidar com a inflação através de uma combinação de medidas, como a otimização dos processos de produção e a busca por fontes alternativas de grãos. A cooperação entre produtores e industriais é essencial para enfrentar os desafios impostos pela crise climática e pela alta nos preços internacionais.

Lei aprovada em Belém obriga bares e restaurantes a servir café amargo.
Imagem: Art_Photo / Shutterstock.com

Considerações Finais

O aumento do preço do café em 35% nos últimos quatro meses é um sinal claro dos desafios que o setor enfrenta. Os fatores climáticos adversos, combinados com a oferta restrita em outros países produtores e o impacto global, contribuem para a pressão contínua sobre os preços. 

Enquanto as previsões indicam que essa tendência deve continuar até pelo menos abril de 2025, é essencial que consumidores e industriais estejam preparados para enfrentar esse cenário.

Imagem: Fabio Balbi / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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