Quem costuma comprar medicamentos pode estar pagando muito mais do que o necessário sem perceber. Uma pesquisa do Procon-SP revelou que o preço de um mesmo remédio pode variar em até 25 vezes entre farmácias da capital paulista, mesmo quando os estabelecimentos seguem as regras definidas pelo governo federal.
Procon alerta para variação de até 25 vezes no preço de remédios em São Paulo
Pesquisa do Procon-SP mostra que o mesmo medicamento pode custar até 25 vezes mais entre farmácias. Saiba como economizar e entender a diferença.
O levantamento mostra que a diferença de preços afeta tanto medicamentos de referência quanto genéricos e ocorre entre diferentes redes e regiões da cidade. O estudo também reforça que pesquisar antes da compra continua sendo uma das formas mais eficientes de economizar, especialmente diante dos reajustes registrados no setor nos últimos meses.
Ao longo deste artigo, você entenderá como a pesquisa foi realizada, quais medicamentos apresentaram as maiores diferenças de preço, por que isso acontece e quais cuidados podem ajudar o consumidor a gastar menos sem abrir mão da segurança.
Leia mais:
Internet fibra de 1 Gb da Vivo fica mais barata e acirra concorrência com a Claro
Pesquisa do Procon-SP revela diferenças expressivas nos preços

O levantamento foi realizado pelo Procon-SP em dez redes de farmácias com lojas físicas na cidade de São Paulo. A comparação identificou diferenças significativas nos valores cobrados por medicamentos bastante utilizados pela população.
A maior variação encontrada ocorreu com a tadalafila genérica, utilizada em tratamentos relacionados à circulação sanguínea. Enquanto uma farmácia da Zona Sul vendia o medicamento por R$ 3,87, outra unidade localizada na Zona Norte cobrava R$ 98 pela mesma apresentação.
A diferença representa uma variação superior a 25 vezes no preço.
Outro exemplo citado pela pesquisa envolve a loratadina, medicamento indicado para alergias. O produto foi encontrado por R$ 1,98 em uma farmácia, enquanto outra cobrava R$ 22,36.
A nimesulida, utilizada como anti-inflamatório, também apresentou diferença significativa, chegando a custar aproximadamente 11 vezes mais entre estabelecimentos.
Por que um mesmo medicamento pode ter preços tão diferentes?
Embora muitos consumidores estranhem essas diferenças, elas são permitidas pela legislação brasileira.
Os medicamentos comercializados no país possuem um Preço Máximo ao Consumidor (PMC), definido anualmente pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Esse teto estabelece o valor máximo que pode ser cobrado.
Abaixo desse limite, entretanto, cada farmácia tem liberdade para definir sua política comercial. Fatores como concorrência local, custos operacionais, campanhas promocionais, negociações com fornecedores e estratégias de mercado influenciam diretamente o preço final.
Segundo o Procon-SP, nenhuma das farmácias pesquisadas ultrapassou o teto permitido pelo governo federal.
Genéricos continuam sendo alternativa para economizar
Além das diferenças entre farmácias, a pesquisa reforçou outra tendência já conhecida pelos consumidores: os medicamentos genéricos continuam oferecendo economia significativa em relação aos produtos de referência.
De acordo com o diretor executivo do Procon-SP, Luiz Orsatti Filho, os genéricos custam, em média, cerca de 60% menos que os medicamentos de referência avaliados no estudo.
Essa diferença ocorre porque, após o vencimento da patente, outros laboratórios podem produzir versões equivalentes do medicamento, desde que comprovem bioequivalência e equivalência terapêutica perante a Anvisa.
Na prática, isso significa que o medicamento genérico possui o mesmo princípio ativo, mesma dosagem, mesma forma farmacêutica e eficácia equivalente ao produto de referência.
Quando o medicamento genérico pode ser utilizado?
A substituição normalmente pode ser feita quando existe uma versão genérica aprovada para aquele medicamento e não há restrições específicas na prescrição médica.
Em caso de dúvidas, o consumidor deve consultar o farmacêutico ou o profissional responsável pelo tratamento.
Comprar medicamentos pela internet pode reduzir os custos
O levantamento também analisou preços praticados em farmácias online e encontrou valores, em média, menores do que nas lojas físicas.
Entre os resultados observados:
- medicamentos genéricos vendidos pela internet ficaram, em média, 20,58% mais baratos;
- medicamentos de referência apresentaram economia média de 8,13%.
Mesmo assim, a pesquisa identificou diferenças relevantes entre os próprios sites.
O citrato de sildenafila, utilizado em tratamentos específicos sob prescrição médica, foi encontrado por R$ 0,89 em um comércio eletrônico e por R$ 11,90 em outro.
Isso demonstra que a pesquisa de preços continua sendo necessária também nas compras online.
Quais cuidados tomar ao comprar medicamentos pela internet?
Ao optar pela compra online, o consumidor deve verificar alguns pontos importantes:
- confirmar se a farmácia possui autorização para funcionamento;
- conferir a procedência dos medicamentos;
- evitar sites desconhecidos ou sem identificação clara;
- verificar as condições de entrega, especialmente para medicamentos que exigem controle de temperatura;
- observar se o medicamento exige retenção de receita.
Esses cuidados ajudam a reduzir riscos relacionados à falsificação e ao armazenamento inadequado dos produtos.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Medicamentos ficaram mais caros entre 2025 e 2026
Além das diferenças entre estabelecimentos, o estudo mostra que os preços dos medicamentos registraram aumento acima da inflação no período analisado.
Os dados apontam que:
- índice geral de reajuste: 4,99%;
- medicamentos genéricos: alta de 12,74%;
- medicamentos de referência: aumento de 8,43%.
Esses percentuais ajudam a explicar por que pesquisar preços passou a ter impacto ainda maior no orçamento das famílias.
Como economizar na compra de medicamentos?
A pesquisa do Procon-SP reforça algumas estratégias que podem reduzir significativamente os gastos.
Entre elas estão:
- comparar preços em diferentes farmácias;
- utilizar comparadores de preços disponíveis na internet;
- verificar a existência de versões genéricas aprovadas pela Anvisa;
- aproveitar programas de descontos oferecidos por laboratórios e redes de farmácia;
- conferir promoções em lojas físicas e plataformas digitais;
- comprar apenas em estabelecimentos regularizados.
Em medicamentos de uso contínuo, pequenas diferenças de preço podem representar uma economia significativa ao longo de um ano.
O que fazer se encontrar irregularidades?

Caso o consumidor identifique cobrança acima do Preço Máximo ao Consumidor (PMC), propaganda enganosa ou outras práticas consideradas abusivas, é possível registrar reclamação junto ao Procon do estado ou recorrer aos canais oficiais de defesa do consumidor.
Também é recomendável guardar nota fiscal, comprovantes da compra e, quando possível, registrar fotos dos preços anunciados para facilitar eventual contestação.
Conclusão
A pesquisa do Procon-SP mostra que a diferença de preços entre farmácias pode ser muito maior do que muitos consumidores imaginam. Em alguns casos, um mesmo medicamento chega a custar 25 vezes mais dependendo da loja escolhida.
Embora todas as farmácias pesquisadas tenham respeitado o limite de preços definido pelo governo federal, a livre concorrência permite que cada estabelecimento pratique valores diferentes abaixo desse teto.
Diante desse cenário, comparar preços antes da compra, considerar medicamentos genéricos quando indicados e pesquisar também nas farmácias online são medidas que podem gerar economia significativa sem comprometer a qualidade do tratamento.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
