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Procon anuncia reajuste de 5,88% no preço médio da espiga de milho em Natal

Procon Natal registra aumento de 5,88% no preço da espiga de milho em junho. Valores variam entre R$ 0,80 e R$ 2,00 nas feiras e PDVs.

Bianca BorgesPor Bianca Borges6 min de leitura
Procon mutirão nacional

O mês de junho, tradicionalmente marcado pelas festas juninas e pela alta demanda por produtos típicos como o milho verde, trouxe uma surpresa ao consumidor natalense.

Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (17) pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal), o preço médio da espiga de milho em Natal registrou um aumento de 5,88% em relação a 2024.

Com base em uma pesquisa realizada entre os dias 2 e 13 de junho, o órgão identificou oscilações significativas nos preços praticados em feiras livres, pontos de venda de agricultura familiar e supermercados.

O levantamento revela um cenário de aumentos contínuos, mesmo diante do crescimento na oferta do produto.

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Reajuste médio e variações por ponto de venda

um carro de compras pequeno cheio de caixas de papelão em cima do teclado de um notebook aberto
William Potter / shutterstock

Espiga de milho nas feiras livres de Natal

Em 2024, a espiga de milho custava, em média, R$ 0,80 nas feiras. Em 2025, esse valor passou para R$ 0,85, representando um acréscimo de 5,88%.

A pesquisa abrangeu feiras populares nas zonas Oeste e Norte da cidade, como as do Carrasco, Igapó e Panorama, onde o produto é amplamente procurado durante o período junino.

Mínimos e máximos registrados nas feiras

Na primeira semana de coleta, o preço mínimo observado foi de R$ 0,80, enquanto o máximo chegou a R$ 1,10 por unidade.

Já na segunda semana, mesmo com o aumento na oferta de espigas, os valores continuaram a subir, alcançando uma média de R$ 0,90 por espiga — um reflexo direto da demanda sazonal.

Pontos de venda da agricultura familiar

Locais como o Centro de Agricultura Familiar e o canteiro da Avenida das Alagoas, ambos na Zona Sul, apresentaram os maiores contrastes de preços.

Na primeira semana, foi possível encontrar espigas a R$ 0,90 (Avenida Jaguarari) e até R$ 2,00 (Avenida das Alagoas), sinalizando uma variação de mais de 120% em relação aos preços das feiras.

Preço da bandeja de milho também aumenta nos supermercados

A pesquisa do Procon Natal também incluiu oito hipermercados, doze supermercados de bairro e sete atacarejos, onde o milho verde é normalmente vendido em bandejas com cinco espigas. Os preços sofreram um reajuste médio de 11,75% em comparação ao ano anterior.

Comparação entre 2024 e 2025

Em 2024, a bandeja custava R$ 7,63. Já em junho de 2025, a média subiu para R$ 8,64, com valores variando entre R$ 6,48 e R$ 14,79 — uma disparidade de 127,93%, ou R$ 8,31 em termos absolutos. Na segunda semana, a média da bandeja foi de R$ 8,99, contra R$ 8,29 na semana anterior.

Diferença entre bairros e tipos de estabelecimentos

A análise do Procon destacou que as maiores variações de preço ocorreram nos supermercados de bairro e atacarejos. Os hipermercados apresentaram preços mais estáveis, mas ainda assim com valores superiores aos praticados em 2024.

Preço da “mão de milho” (50 espigas) também sobe

Além das espigas avulsas e bandejas, o levantamento também trouxe dados sobre o custo da “mão de milho”, unidade tradicional de comercialização durante o período junino. Em 2025, o preço médio chegou a R$ 42,50, um aumento de 6,25% em comparação aos R$ 40,00 registrados em 2024.

Nas feiras e pontos de venda

Nas feiras livres, o preço da mão de milho variou entre R$ 40,00 na primeira semana e R$ 45,00 na segunda, evidenciando um aumento proporcional à proximidade das festividades.

Já nos pontos de venda mais estruturados, a variação foi ainda mais acentuada: de R$ 40,00 em 2024 para R$ 47,50 em 2025, o que equivale a 18,75% de reajuste.

Por que os preços aumentaram?

Fatores climáticos e demanda sazonal

Especialistas apontam que a alta demanda típica das festas juninas, aliada a fatores climáticos e logísticos, contribuiu para a elevação dos preços. A chegada tardia de chuvas em regiões produtoras do Nordeste também afetou o volume e a qualidade da safra.

Custo do transporte e encarecimento de insumos

Além disso, o aumento nos custos de combustíveis e insumos agrícolas também impactou diretamente o preço final ao consumidor. Vendedores relataram que os custos com transporte subiram, o que se reflete no valor praticado nas bancas e supermercados.

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Procon orienta consumidores a pesquisarem preços

Diante das oscilações, o Procon Natal recomenda que os consumidores fiquem atentos às diferenças entre estabelecimentos e façam comparações antes de realizar suas compras.

Negociação e qualidade do produto

O órgão destaca ainda que, em muitos casos, o preço pode ser negociado diretamente com o vendedor, especialmente em compras por atacado ou em grandes quantidades.

Outro ponto relevante é observar a qualidade das espigas, que pode justificar diferenças de até R$ 1,20 entre produtos aparentemente similares.

Evitar compras de última hora

Como as festas juninas se aproximam, a recomendação do Procon é clara: não deixar a compra para os últimos dias, quando a procura tende a aumentar ainda mais e os preços sobem em proporção direta à demanda.

Como denunciar abusos nos preços

Fique atento! Alerta do Procon avisa sobre golpe do e-mail falso.
Foto: Racool_studio/Reprodução

Se o consumidor encontrar valores abusivos ou práticas irregulares, pode entrar em contato com o Procon Natal para formalizar uma denúncia. O atendimento é feito presencialmente ou pelos canais digitais da instituição.

Canais de atendimento

  • Endereço: Rua Ulisses Caldas, nº 181, Cidade Alta – Natal/RN
  • E-mail: [email protected]
  • Horário de atendimento: Segunda a sexta, das 8h às 14h

A denúncia pode ser acompanhada de fotos, notas fiscais ou qualquer outro comprovante, facilitando a investigação e a aplicação de sanções, quando cabíveis.

Conclusão: impacto direto no bolso do consumidor

O milho verde, símbolo das festas juninas no Brasil, está mais caro neste ano em Natal, o que exige atenção redobrada dos consumidores.

Com aumento médio de 5,88% na espiga e mais de 11% nas bandejas, o cenário reforça a importância de comparar preços, negociar e planejar compras com antecedência.

Embora o período festivo justifique um certo encarecimento, é fundamental que os consumidores estejam atentos aos seus direitos e às práticas comerciais adotadas pelos vendedores. O papel do Procon, nesse contexto, se torna essencial para garantir um mercado mais justo e acessível para todos.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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