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Preço da cesta básica cai em várias capitais; veja quanto você economiza

Preços da cesta básica caem em 24 capitais em novembro de 2025, impulsionados por safra recorde e maior oferta de alimentos.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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Os preços da cesta básica de alimentos registraram queda em 24 capitais brasileiras em novembro de 2025 em comparação com outubro, de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A redução é atribuída à maior safra agrícola da história do Brasil, que aumentou a oferta de produtos essenciais e refletiu diretamente nos preços praticados no varejo.

O presidente da Conab, Edegar Pretto, afirmou em nota oficial que “o Brasil está colhendo esse ano a maior safra agrícola da nossa história, com o consumidor indo ao supermercado com um produto mais barato de excelente qualidade”.

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Queda nos preços em capitais brasileiras

Segundo a pesquisa da Conab e do Dieese, as maiores quedas de preços foram observadas em:

  • Macapá: -5,28%
  • Porto Alegre: -4,10%
  • Maceió: -3,51%
  • Natal: -3,40%
  • Palmas: -3,28%

Em contrapartida, algumas cidades registraram aumento nos preços:

  • Rio Branco: 0,77%
  • Campo Grande: 0,29%
  • Belém: 0,28%

Menores e maiores valores médios da cesta básica

No mês de novembro, os menores valores médios foram registrados em:

  • Aracaju: R$ 538,10
  • Maceió: R$ 571,47
  • Natal: R$ 591,38
  • João Pessoa: R$ 597,66
  • Salvador: R$ 598,19

Já os maiores valores médios da cesta básica foram:

  • São Paulo: R$ 842,26
  • Florianópolis: R$ 800,68
  • Cuiabá: R$ 789,98
  • Porto Alegre: R$ 789,77
  • Rio de Janeiro: R$ 783,96

Diferença entre São Paulo e Aracaju

A cidade de São Paulo destaca-se não apenas pelos preços mais altos, mas também pelo impacto no salário mínimo líquido. Na capital paulista, é necessário 59,91% do salário mínimo para comprar a cesta básica, exigindo 121 horas e 55 minutos de trabalho mensal.

Por outro lado, em Aracaju (SE), a cesta básica é mais acessível, correspondendo a 38,32% do salário mínimo, com 77 horas e 59 minutos de trabalho necessário para adquirir todos os alimentos.

Principais produtos com queda de preço

Entre os produtos com maior variação negativa de preços em novembro estão:

Arroz agulhinha

O arroz agulhinha, item essencial no consumo diário, registrou queda significativa de preços, como em Brasília, onde ficou 10,27% mais barato em relação ao mês anterior. A maior oferta durante a safra contribuiu para a redução dos preços no varejo.

Tomate

O tomate apresentou redução em 26 capitais, com destaque para Porto Alegre, onde o preço caiu 27,39%. A oferta elevada no mercado nacional foi determinante para essa diminuição, segundo análise do Dieese.

Açúcar e leite integral

O açúcar registrou queda em 24 capitais, impulsionada pela redução de preços no mercado internacional, maior produção na safra e menor demanda. O leite integral também ficou mais barato, devido ao excesso de oferta no campo e à importação de derivados, com queda que variou entre -7,27% em Porto Alegre e -0,28% em Rio Branco.

Café em pó

O café em pó teve redução de preços em 20 cidades. Entre as principais quedas estão:

  • São Luís: -5,09%
  • Campo Grande: -3,39%
  • Belo Horizonte: -3,12%

O governo atribui a queda à boa produtividade das lavouras, à diminuição da pressão das tarifas americanas e à competitividade nos supermercados.

Impacto da safra recorde no consumo

O aumento da produção agrícola não apenas reduziu preços, mas também melhorou a oferta de alimentos de qualidade, beneficiando consumidores e influenciando o custo de vida nas capitais brasileiras. A safra recorde de 2025 inclui grãos, hortaliças e produtos de consumo diário, fortalecendo o poder de compra da população.

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Repercussão para o orçamento familiar

Com preços mais baixos, famílias podem economizar significativamente na compra de alimentos, reduzindo o impacto da inflação sobre o orçamento mensal. Em cidades como Aracaju e Maceió, essa redução permite maior acesso a uma variedade de produtos, enquanto em capitais como São Paulo, o custo ainda representa mais da metade do salário mínimo líquido.

Diferenças regionais

A pesquisa evidencia desigualdade regional nos preços da cesta básica, que refletem custos logísticos, produção local e poder de compra dos consumidores. Capitais do Norte e Nordeste apresentam valores mais baixos, enquanto regiões Sudeste e Sul ainda registram preços mais altos devido ao custo de vida e distribuição.

Tendências de preços de alimentos essenciais

Segundo especialistas do Dieese e da Conab, a tendência de queda nos preços da cesta básica pode se manter enquanto a safra permanecer elevada e a demanda estabilizada. Produtos como arroz, feijão, leite, açúcar, óleo e hortaliças tendem a ter preços mais competitivos até o fim do ano, reduzindo pressão sobre famílias de baixa renda.

Perspectivas para dezembro

Analistas apontam que a antecipação de compras para o fim do ano, devido às festas de dezembro, pode gerar pequenas elevações em alguns produtos, mas a expectativa é que a média nacional continue apresentando valores mais baixos que em 2024, refletindo a safra recorde de 2025.

Relevância das pesquisas Conab e Dieese

O levantamento mensal da cesta básica é fundamental para acompanhar a inflação de alimentos, orientar políticas públicas de preços e subsídios e fornecer informações a consumidores sobre tendências de mercado.

Indicadores econômicos

Os preços da cesta básica também servem como indicadores econômicos do país, refletindo produção agrícola, logística, oferta e demanda, além de serem referência para reajuste de salários mínimos e benefícios sociais.

Acompanhamento para políticas públicas

Informações detalhadas sobre variações de preços permitem que o governo avalie a necessidade de medidas compensatórias, como programas de transferência de renda, subsídios e incentivos à produção local, garantindo segurança alimentar e estabilidade econômica.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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