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Etanol, gasolina e diesel recuaram em junho, aponta pesquisa

Etanol, gasolina e diesel ficaram mais baratos em junho. Veja os preços médios por região, estados e o que explica a queda.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Preços

Os preços dos combustíveis encerraram junho em queda na maior parte do Brasil, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O principal destaque foi o etanol, que apresentou redução em 24 estados e no Distrito Federal, impulsionado pela maior oferta da safra e pelo crescimento da produção de etanol de milho.

Além do biocombustível, gasolina e diesel também registraram recuos ou estabilidade na maioria das unidades da federação, trazendo um alívio para motoristas, empresas de transporte e setores que dependem diretamente dos custos logísticos.

O movimento reforça uma tendência observada ao longo das últimas semanas, marcada pelo aumento da disponibilidade de combustíveis e pela maior competitividade do etanol frente à gasolina.

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Quanto custaram gasolina, etanol e diesel em junho

Preços
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Os preços médios nacionais ficaram assim:

  • Etanol: R$ 4,35 por litro
  • Gasolina: R$ 6,80 por litro
  • Diesel comum: R$ 6,98 por litro
  • Diesel S-10: R$ 7,22 por litro

Embora as reduções tenham ocorrido em praticamente todo o país, os valores continuam variando significativamente entre estados e regiões, refletindo fatores como distância das refinarias, logística de distribuição, tributação estadual e características do mercado local.

O que explica a queda do etanol

Segundo a Edenred Ticket Log, a principal razão para a redução dos preços do etanol foi o aumento da oferta no mercado interno.

Entre os fatores que contribuíram para esse cenário estão:

Safra recorde de cana-de-açúcar

O avanço da safra ampliou significativamente a produção de etanol hidratado, aumentando a disponibilidade do combustível nos postos.

Crescimento do etanol de milho

Outro fator importante foi a expansão da produção de etanol de milho, especialmente nos estados do Centro-Oeste, que vêm ampliando sua capacidade industrial nos últimos anos.

Essa combinação elevou a oferta nacional e aumentou a concorrência no mercado, pressionando os preços para baixo.

Segundo Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, esse cenário fortalece a competitividade do biocombustível diante da gasolina e amplia sua participação na matriz energética brasileira.

Mato Grosso liderou a maior queda do etanol

Entre todos os estados, Mato Grosso registrou a maior redução do preço do etanol em junho.

O combustível passou de:

  • Maio: R$ 4,47 por litro
  • Junho: R$ 4,13 por litro

A queda foi de 7,61%, a maior do país.

O estado é um dos principais produtores brasileiros tanto de cana-de-açúcar quanto de milho, o que contribui diretamente para uma oferta elevada e preços mais competitivos.

Gasolina também ficou mais barata

A gasolina apresentou queda ou estabilidade na maior parte do território nacional.

O preço médio nacional fechou junho em R$ 6,80 por litro, resultado influenciado principalmente pela redução observada em diversos estados.

O Amazonas registrou a maior queda mensal da gasolina, com redução de 3,66%, mostrando que o movimento de baixa não ficou restrito às regiões produtoras de etanol.

Diesel acompanha tendência de redução

O diesel também encerrou junho em queda.

Os preços médios foram:

  • Diesel comum: R$ 6,98
  • Diesel S-10: R$ 7,22

As maiores reduções ocorreram em:

  • Diesel comum: Alagoas (-7,61%)
  • Diesel S-10: Amazonas (-3,35%)

A redução beneficia especialmente o setor de transporte rodoviário, responsável pela maior parte da movimentação de cargas no Brasil.

Diferenças de preços entre as regiões

Mesmo com a queda nacional, os preços continuam bastante diferentes entre as regiões brasileiras.

Região Norte

A Região Norte apresentou os maiores preços médios do país:

  • Diesel comum: R$ 7,65
  • Diesel S-10: R$ 7,65
  • Gasolina: R$ 7,23
  • Etanol: R$ 5,35

Os custos elevados estão relacionados principalmente às maiores distâncias logísticas, menor oferta em alguns mercados e desafios no transporte dos combustíveis.

Região Sul

O Sul registrou os menores preços médios para combustíveis fósseis:

  • Diesel comum: R$ 6,46
  • Diesel S-10: R$ 6,75
  • Gasolina: R$ 6,56

A combinação de infraestrutura logística e maior concorrência ajuda a manter os preços mais baixos.

Sudeste

O Sudeste apresentou o menor preço médio do etanol do país.

O combustível fechou junho em R$ 4,21 por litro, seguido pelo Centro-Oeste, com média de R$ 4,25.

A região concentra parte significativa da produção nacional de cana-de-açúcar, fator que contribui para valores mais competitivos.

Estados com os maiores e menores preços

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Entre os destaques estaduais, alguns mercados chamaram atenção pelos extremos registrados.

Maiores preços

Roraima apresentou alguns dos combustíveis mais caros do Brasil:

  • Diesel comum: R$ 8,36
  • Diesel S-10: R$ 8,28
  • Gasolina: R$ 7,82

Menores preços

Os menores valores médios ficaram distribuídos entre diferentes estados:

  • Diesel comum: Paraná (R$ 6,34)
  • Gasolina: Rio Grande do Sul (R$ 6,43)
  • Etanol: São Paulo (R$ 4,02)

No caso paulista, o preço do etanol caiu 4,74% em relação ao mês anterior.

Vale a pena abastecer com etanol?

A queda dos preços reforça a competitividade do etanol em diversas regiões do país.

Na prática, muitos motoristas utilizam a regra dos 70% para decidir entre gasolina e etanol. Se o preço do etanol representar até cerca de 70% do valor da gasolina, normalmente ele tende a oferecer melhor custo-benefício para veículos flex.

Entretanto, essa relação pode variar conforme o modelo do automóvel, a eficiência do motor e as condições de uso. Veículos flex mais modernos, por exemplo, conseguem obter desempenho mais eficiente com etanol do que modelos antigos.

Além do preço, o etanol oferece vantagens ambientais

Além da economia, o etanol é considerado um combustível renovável e apresenta menor emissão de gases de efeito estufa quando comparado aos combustíveis fósseis.

Segundo estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do programa RenovaBio, política nacional voltada à expansão dos biocombustíveis, sua utilização contribui para reduzir a intensidade de carbono da matriz energética brasileira.

Esse fator tem ampliado sua importância tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico.

O que esperar para os próximos meses

Preços
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A continuidade da safra de cana-de-açúcar e a expansão da produção de etanol de milho indicam que o mercado poderá permanecer abastecido ao longo dos próximos meses.

No entanto, os preços dos combustíveis também dependem de outros fatores, como:

  • cotação internacional do petróleo;
  • variação do dólar;
  • política de preços das distribuidoras;
  • custos logísticos;
  • carga tributária estadual;
  • oferta e demanda no mercado interno.

Caso esses fatores permaneçam relativamente estáveis, especialistas avaliam que o etanol pode continuar competitivo frente à gasolina durante boa parte da safra.

Conclusão

O levantamento do IPTL mostra que junho foi marcado por uma redução consistente nos preços dos combustíveis em praticamente todo o Brasil. O etanol liderou o movimento de queda, favorecido pela maior oferta da safra e pela expansão da produção de etanol de milho.

Gasolina e diesel também acompanharam a tendência de baixa, ainda que em intensidade menor. Para consumidores e empresas, o cenário representa uma oportunidade de redução nos custos de abastecimento, especialmente em estados produtores e regiões onde o etanol permanece competitivo em relação à gasolina.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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