O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou uma queda de 2,17% no acumulado de 12 meses e chegou pela primeira vez desde fevereiro de 2018 a um patamar negativo. O índice em questão é também chamado de inflação do aluguel. Diante dos resultados, será que os preços de locação devem ficar mais em conta?
Preços dos aluguéis vão cair após a queda do IGP-M?
Inflação do aluguel apresentou queda recentemente e chegou ao menor patamar em anos. Veja se isso deve afetar os aluguéis!
Infelizmente, não. Isso porque a maioria dos contratos de aluguel retiraram o índice após um avanço expressivo durante o período pandêmico. Dessa forma, mesmo que seja conhecido como inflação do aluguel, os imóveis não tendem a ficar mais baratos com a recente redução.
Para se ter ideia, na pandemia o IGP-M chegou a avançar 37% em 12 meses. Assim sendo, os locatários optaram por retirar o indicador e realizar uma substituição pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que é o índice oficial da taxa inflacionária do país.
As informações são do g1.
Exceção à regra dos aluguéis
De acordo com analistas ouvidos pelo g1, existe a possibilidade do inquilino solicitar a redução no preço no preço do aluguel pela queda do IGP-M, desde que no contrato conste algumas informações fundamentais. Para isso, é recomendado que existam as seguintes cláusulas:
- IGP-M como único índice de reajuste, sem possibilidade de alteração;
- Variações positivas e negativas;
- O proprietário não pode solicitar o imóvel sem a quebra do contrato.
Caso existam esses pontos nos contratos, o inquilino pode tentar negociar uma redução no preço pago mensalmente.
IGP-M
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O IGP-M é um dos principais índices de inflação utilizados no Brasil, juntamente com o IPCA, o INPC e o IPC. Ele é calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e mede a variação de preços de um conjunto de bens e serviços negociados no mercado brasileiro.
O IGP-M é composto por três subíndices, que são:
- Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA): representa cerca de 60% do IGP-M e mede a variação de preços de produtos agropecuários e industriais na fase de produção;
- Índice de Preços ao Consumidor (IPC): representa cerca de 30% do IGP-M e mede a variação de preços de bens e serviços consumidos pelas famílias;
- Índice Nacional de Custo da Construção (INCC): representa cerca de 10% do IGP-M e mede a variação de preços de materiais de construção e serviços relacionados à construção civil.
Imagem: chaythawin e Visuals6x / shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital
