O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD-RJ), anunciou que as negociações com a Caixa Econômica Federal sobre a zona portuária da cidade seguem, sendo que o político está cogitando deixar de utilizar bilhões da Caixa no processo.
Prefeito abrirá mão de R$ 4 bilhões da Caixa: entenda a situação!
Visando resolver negociação que se iniciou em 2017, prefeito pode aceitar não receber R$ 4 bilhões da Caixa. Conheça esta história.
Em suma, o objetivo de Paes é resolver o impasse com a instituição financeira, que acontece desde 2017. Neste contexto, o prefeito do Rio de Janeiro deixaria de receber R$ 4 bilhões referentes a um fundo gerido pela Caixa.
Ou seja, para solucionar as questões referentes à revitalização da zona portuária da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes “abriria mão” dos bilhões da Caixa que a cidade receberia.
Histórico do impasse entre Caixa e prefeitura do Rio de Janeiro
O projeto de revitalização da zona portuária carioca começou em 2011.
Assim, naquele ano, a Caixa, através do Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha (FIIPM), adquiriu 400 mil metros quadrados de terreno na zona portuária do Rio de Janeiro. Simultaneamente, o fundo também comprou 6,4 milhões de Cepacs, isto é, títulos imobiliários.
Na negociação, a instituição financeira pagou, à vista, R$ 3,5 bilhões. Além disso, também foi firmado que R$ 6,5 bilhões da Caixa seriam repassados à prefeitura durante um período de 15 anos.
Todavia, pela crise econômica e imobiliária do país, o FIIPM conseguiu vender apenas 20% das Cepacs, afetando a continuação do projeto. Não à toa, em 2017, a Caixa anunciou a dissolução do fundo, período em que as obras de renovação do Porto Novo já haviam se iniciado.
Dessa forma, a prefeitura do Rio busca reaver a gestão do porto em troca dos bilhões da Caixa que ainda tem para receber.
Motivos que levaram a não aceitar os R$ 4 bilhões da Caixa
Segundo Eduardo Paes, a prefeitura carioca pode, com isso, assumir o restante das obras do Porto Novo. Entretanto, o prefeito exige que a Caixa abaixe o valor das Cepacs que estão sendo revendidas.
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Assim, a prefeitura deixaria de receber cerca de R$ 4 bilhões da Caixa, porém, teria direito a gestão da região do porto novamente.
Conforme Paes, o objetivo é acelerar os lançamentos de ativos imobiliários que estão em construção na região. Além disso, o prefeito do Rio de Janeiro também busca tornar a área mais atrativa, tanto para população, quanto para os investidores.
Dessa forma, caso a negociação ocorra de forma positiva, a prefeitura do Rio deixaria de receber cerca de R$ 4 bilhões da Caixa, porém, teria chance de revitalizar uma área de valor para a capital.
Imagem: Pillar Pedreira/Agência Senado
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