A Prefeitura de Criciúma, em Santa Catarina, estuda a criação de um novo mecanismo de proteção social voltado às famílias que estão deixando o Bolsa Família para ingressar no mercado de trabalho formal. A proposta busca enfrentar um problema recorrente no Brasil: a vulnerabilidade financeira vivida nos primeiros meses após a conquista do emprego, quando o benefício federal é reduzido ou encerrado.
R$ 1.800 extras: prefeitura libera pagamento para quem recebe Bolsa Família e trabalha
Prefeitura de Criciúma estuda pagar até R$ 1.800 para famílias que deixam o Bolsa Família ao conseguir emprego formal. Entenda mais!
O projeto prevê um auxílio financeiro temporário que pode chegar a R$ 1.800 por família, funcionando como uma ponte entre a assistência social e a estabilidade proporcionada pela renda do trabalho.
Por que a prefeitura propõe um novo auxílio para trabalhadores de baixa renda?
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A iniciativa parte da constatação de que a transição do Bolsa Família para o emprego formal nem sempre ocorre de forma segura. Em muitos casos, o salário inicial não é suficiente para cobrir despesas básicas como aluguel, alimentação, transporte e contas fixas, o que pode levar ao endividamento ou até ao retorno da situação de vulnerabilidade social.
Dados do próprio Cadastro Único mostram que a rotatividade no mercado de trabalho formal é elevada entre famílias de baixa renda, especialmente nos primeiros seis meses de contratação. O novo auxílio municipal surge justamente para reduzir esse risco.
Projeto de lei cria o Programa Promove
Protocolado pelo prefeito Vagner Espíndola (PSD), o projeto de lei institui o Programa de Renda e Oportunidade Municipal para Ocupação, Valorização e Emprego (Promove). A proposta está em análise na Câmara de Vereadores de Criciúma e foi desenhada como uma política pública complementar, sem substituir ou competir com o Bolsa Família.
O Promove tem caráter temporário e atua exclusivamente no período de transição entre o recebimento do benefício federal e a consolidação da renda proveniente do trabalho formal.
Pagamento pode chegar a R$ 1.800 por família
De acordo com o texto do projeto, o programa prevê o pagamento de R$ 300 por mês, durante até seis meses consecutivos, totalizando R$ 1.800 por família beneficiada.
A expectativa da prefeitura é atender até mil famílias, respeitando critérios técnicos, sociais e os limites orçamentários do município. O valor não é permanente e tem como objetivo oferecer fôlego financeiro enquanto a renda do novo emprego ainda está sendo estruturada.
Quem poderá receber o auxílio municipal?
Para ter acesso ao Promove, o cidadão deverá atender a critérios específicos estabelecidos no projeto de lei.
Exigências para participação no programa
- Ter vínculo empregatício formal ativo
- Residir no município de Criciúma
- Ter passado recentemente pela redução ou encerramento do Bolsa Família em razão do aumento da renda
- Manter estabilidade no emprego durante o período do benefício
- Demonstrar interesse ou participação em ações de qualificação profissional
Caso o trabalhador perca o emprego e volte a depender integralmente do Bolsa Família, o auxílio municipal será automaticamente suspenso, reforçando o caráter transitório da proposta.
Acompanhamento social faz parte do programa
O Promove não se limita ao repasse financeiro. O projeto prevê acompanhamento socioassistencial contínuo, com orientação sobre organização do orçamento familiar, adaptação à nova rotina de trabalho e estímulo à autonomia econômica.
Segundo especialistas em políticas públicas, esse tipo de acompanhamento é essencial para reduzir a reincidência da pobreza e aumentar a permanência no mercado formal, especialmente entre famílias que historicamente dependeram de programas de transferência de renda.
Prefeito destaca inovação da proposta
Para o prefeito Vagner Espíndola, o período de transição entre programas sociais e emprego exige atenção específica do poder público. Ele afirma que o Promove atua de forma estratégica e subsidiária, oferecendo uma transição mais segura para quem está dando os primeiros passos na vida profissional formal.
A gestão municipal avalia que, se aprovado, o programa poderá se tornar referência para outras cidades brasileiras interessadas em fortalecer políticas de inclusão produtiva e reduzir o risco social associado à saída do Bolsa Família.
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Programa pode inspirar outras prefeituras
A discussão sobre a chamada “armadilha da pobreza” — quando o medo de perder o benefício impede a busca por emprego — é cada vez mais presente no debate público. Iniciativas como o Promove apontam caminhos para superar esse desafio, garantindo que o trabalho seja, de fato, uma porta de saída sustentável da vulnerabilidade social.
Caso seja aprovado e apresente resultados positivos, o modelo poderá inspirar políticas semelhantes em outros municípios brasileiros.
FAQ
Quem pode receber o auxílio de R$ 1.800 da prefeitura?
Famílias que moram em Criciúma, que recentemente tiveram o Bolsa Família reduzido ou encerrado após conseguirem emprego formal e que atendam aos critérios do Programa Promove.
O auxílio de R$ 1.800 substitui o Bolsa Família?
Não. O benefício municipal é temporário e complementar, criado apenas para apoiar a transição entre o Bolsa Família e a renda do trabalho formal.
Qual é o valor mensal pago pelo Programa Promove?
O programa prevê o pagamento de R$ 300 por mês, por até seis meses consecutivos, totalizando R$ 1.800 por família.
O que acontece se o beneficiário perder o emprego durante o recebimento do auxílio?
Caso o trabalhador perca o vínculo empregatício e volte a depender integralmente do Bolsa Família, o pagamento do auxílio municipal será automaticamente suspenso.
Considerações finais
O projeto do Programa Promove reforça a importância de políticas públicas que acompanhem o cidadão além do momento da concessão do benefício social. Ao oferecer apoio financeiro temporário e acompanhamento social, a Prefeitura de Criciúma busca garantir que a entrada no mercado de trabalho represente estabilidade e não um novo período de insegurança econômica.
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