A prefeitura de Juiz de Fora, Minas Gerais, abriu licitação para a compra de alimentos voltados para a merenda escola. Nesse contexto, uma cooperativa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra venceu, sendo que o arroz do MST será o distribuído.
Assim, essa ‘decisão’ tem gerado polêmica nas redes sociais, especialmente porque opositores de Margarida Salomão (PT), prefeita de Juiz de Fora, alegam que a política foi parcial e favoreceu tal escolha por questões ideológicas.
Ademais, a parte opositora também tem alegado que o preço do arroz do MST está superfaturado. Ao longo do contrato, o município espera gastar mais de R$800 mil com o alimento destinado para as escolas.
Detalhes da compra do arroz do MST
Conforme o contrato, a prefeitura de Juiz de Fora vai pagar R$43,60 no preço unitário, o que daria um gasto total de R$818 mil em arroz do MST. Nesse cenário, Isauro Calais (PSC), ex-deputado estadual, alegou que a gestão estaria beneficiando “companheiros do movimento”.
Inclusive, em uma publicação, Calais realizou a comparação entre o preço dos produtos, apontando diferenças no valor. Todavia, o ex-deputado não realizou a comparação entre alimentos orgânicos, sendo que foram esses os adquiridos pela prefeitura.
A gestão, em meio às acusações sobre a compra do arroz do MST, respondeu “não faz qualquer sentido comparar preços de arroz orgânico com arroz branco, vendido em supermercado”.
Defesa da prefeitura
De acordo com Fabiola Paulino, secretária de Agricultura e Abastecimento de Juiz de Fora, a compra do arroz do MST faz parte do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Ou seja, os recursos são provenientes do Governo Federal.
Portanto, a compra do produto teria que atender a algumas regras, como a produção por meio da agricultura familiar e ser orgânico. Por fim, sobre a compra do arroz do MST, Paulino conclui “hoje a prefeitura compra cinco quilos de arroz orgânico pelo valor equivalente a um quilo de arroz orgânico”.
Imagem: SURAKIT SAWANGCHIT / shutterstock.com
