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Prefeitura é acusada de pagar mais de R$ 800 mil em arroz do MST

Entenda a polêmica por trás da compra do arroz do MST e o que a prefeitura alega frente às acusações. Saiba mais!

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
Imagem de uma tigela de arroz e de grãos do cereal Anvisa

A prefeitura de Juiz de Fora, Minas Gerais, abriu licitação para a compra de alimentos voltados para a merenda escola. Nesse contexto, uma cooperativa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra venceu, sendo que o arroz do MST será o distribuído.

Assim, essa ‘decisão’ tem gerado polêmica nas redes sociais, especialmente porque opositores de Margarida Salomão (PT), prefeita de Juiz de Fora, alegam que a política foi parcial e favoreceu tal escolha por questões ideológicas.

Ademais, a parte opositora também tem alegado que o preço do arroz do MST está superfaturado. Ao longo do contrato, o município espera gastar mais de R$800 mil com o alimento destinado para as escolas.

Detalhes da compra do arroz do MST

Conforme o contrato, a prefeitura de Juiz de Fora vai pagar R$43,60 no preço unitário, o que daria um gasto total de R$818 mil em arroz do MST. Nesse cenário, Isauro Calais (PSC), ex-deputado estadual, alegou que a gestão estaria beneficiando “companheiros do movimento”.

Inclusive, em uma publicação, Calais realizou a comparação entre o preço dos produtos, apontando diferenças no valor. Todavia, o ex-deputado não realizou a comparação entre alimentos orgânicos, sendo que foram esses os adquiridos pela prefeitura.

A gestão, em meio às acusações sobre a compra do arroz do MST, respondeu “não faz qualquer sentido comparar preços de arroz orgânico com arroz branco, vendido em supermercado”.  

Defesa da prefeitura

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De acordo com Fabiola Paulino, secretária de Agricultura e Abastecimento de Juiz de Fora, a compra do arroz do MST faz parte do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Ou seja, os recursos são provenientes do Governo Federal.

Portanto, a compra do produto teria que atender a algumas regras, como a produção por meio da agricultura familiar e ser orgânico. Por fim, sobre a compra do arroz do MST, Paulino conclui “hoje a prefeitura compra cinco quilos de arroz orgânico pelo valor equivalente a um quilo de arroz orgânico”.

Imagem: SURAKIT SAWANGCHIT / shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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